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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Apendicite em crianças?


Audrey Campos - é formada em enfermagem e uma nova amante da alimentação viva.

 Posso dizer que tive uma alimentação relativamente ‘de bem com a natureza’ quando criança. Morava em um sítio, onde éramos supridos de todos os elementos necessários para uma boa alimentação. Lembro-me até hoje de ver minha mãe comendo, de tão fresquinhos, alguns legumes ainda no pé da horta: quiabo, vagem, etc.

Não tínhamos uma condição financeira que nos permitisse grandes extravagâncias. Assim, a carne era das galinhas, as frutas apenas as da estação. Bolo de milho ou curau só em janeiro ou fevereiro. E assim fui me desenvolvendo conforme o que nos doava a natureza, com suas estações.

Quando vim para São Paulo para cursar a faculdade de enfermagem, me deparei com várias doenças infantis que imaginava ocorrer apenas em adultos, salvo raríssimas exceções. E a mais impressionante delas foi a inflamação do apêndice: a apendicite. Quando aguda, se não socorrido a tempo, geralmente o paciente passa por uma extração cirúrgica, caso contrário, ela é responsável por elevada morbidade.

Em um hospital do ABC paulista onde tive a oportunidade de trabalhar na ala pós-cirúrgica pediátrica, em uma semana normal de trabalho, eram operadas de 4 a 5 crianças com apendicite. O que mais me impressionava era a idade dessas crianças: de4 a 7 anos.

Lembro que nesta idade minhas únicas “anormalidades” eram joelhos esfolados e um pulso “aberto” por cair de bicicleta.

Na época, não tive a oportunidade de aprofundar os estudos do motivo que levavam aquelas crianças, tão precocemente, à sala cirúrgica. Mas em conversas com médicos e enfermeiros pediátricos, ficou muito claro que o motivo era a péssima alimentação das crianças, baseada em muito açúcar e gordura: poucas fibras.

Hoje, passados mais de dez anos e, sabendo que o quadro alimentar infantil não deve ter melhorado neste período, me faço as seguintes indagações:

- Como introduzir um novo conceito alimentar para uma criança que está cercada por tantas guloseimas e “gostosuras” nefastas para serem digeridas? Alimentos vazios...

- Como fazer os familiares entenderem que essa “nova” maneira de alimentar uma criança não a deixa com vontade de mastigar frutas, saladas e legumes? Já vem tudo refinado, processado, colorido e aromatizado...

Não estou tentando aqui fazer uma dissertação acadêmica, mas uma reflexão, sobre como em poucos anos conseguimos desarranjar tanto um organismo, de forma a ser obrigado a fazer um processo operatório, uma mutilação, antes mesmo de completar os 7 anos de vida?

Então: como podemos fazer o “caminho de volta”?

Essa jornada não é apenas do paladar, mas uma verdadeira mudança dos 
hábitos alimentares, mentais e éticos.

Posso dizer que estou re-iniciando esta jornada, um reencontro com uma velha amiga, da qual nunca deveria ter se afastado: a natureza. E desta forma vou buscar responder as questões que fiz acima. Em outras palavras, tentarei reencontrar minha essência, através de uma alimentação mais “limpa, viva e vital”, para assim conseguir passar para meus filhos e familiares, que a natureza nos nutre de tudo o que necessitamos para uma vida plena e cheia de alegria: naturalmente! 

Nota: como os médicos de formação ortodoxa ainda não encontraram uma função clara para o apêndice, consideram um procedimento ‘natural’ a sua extração. Até porque quando a apendicite acontece é o único que se pode fazer para evitar uma infecção generalizada do abdômen.

Contudo, hoje já se vislumbra que a extração de amígdalas e apêndice gera conseqüências sim, como por exemplo, se extraídas antes dos 20 anos, maior probabilidade (em torno de 50%) de ataques cardíacos na idade adulta.

O apêndice intestinal é uma bolsa em forma de um dedo de uma luva, 
localizado no intestino grosso, que tem as mesmas funções na Medicina Tradicional Chinesa e na fisiologia ocidental: receber alimentos do intestino delgado, separar os fluídos e liberar o restante como resíduos. Geralmente, as disfunções no intestino grosso envolvem um transtorno em uma dessas atividades, normalmente devido a hábitos alimentares inadequados.

Outro dado triste é que se considera normal ter apendicite na adolescência (não na infância como constatado por mim fazem 10 anos atrás). Não seria muito mais educacional ensinar às nossas crianças, futuros adolescentes e adultos, bons hábitos alimentares, como o consumo saudável de fibras, ricamente presente nas frutas, folhas, legumes, sementes e cereais integrais? 

Que junto com a boa mastigação destes alimentos vivos, integrais, naturais, seriam uma bela prevenção para nos salvaguardar de inúmeros problemas digestivos e metabólicos?

Fonte: Doce Limão

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Tablets devem ser usados com moderação por crianças

Por UNIAD    
Qui, 02 de Agosto de 2012 14:07


R7


Uso indiscriminado pode causar problemas como autismo e transtorno por déficit de atenção com hiperatividade


O uso crescente de tablets entre as crianças vem chamando a atenção dos cientistas. De acordo com uma pesquisa, só no Reino Unido e nos Estados Unidos, 15% dos menores na faixa etária dos três aos oito anos utilizam iPad. A dependência das crianças com os aparelinhos não é saudável, alertam os estudiosos.

Segundo pesquisas, o uso indiscriminado dos tablets até mesmo como forma de aprendizado nas escolas pode causar problemas como o autismo e o TDAH (transtorno por déficit de atenção com hiperatividade).

De acordo com os especialistas que estudam o assunto, é preciso regular o tempo que as crianças passam com os tablets, que oferecem uma quantidade enorme de informação simultaneamente. 

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

O dilema das aulas particulares_5/5


Por Daniela Macedo – daniela.macedo@abril.com.br
Revista Veja, 11 de Abril, 2012 – pgs 116 a 118



Estudar por lazer

Parece sonho, mas alguns alunos gostam, e muito, de estudar. Quando há facilidade em aprender e interesse maior da criança por uma matéria específica, os pais chegam a um (agradável) impasse: investir no talento do filho com atividades relacionadas à disciplina preferida, ou abordar outras áreas do conhecimento a fim de manter o equilíbrio? Segundo os especialistas, todo incentivo é bem-vindo. Ou seja, se a criança gosta de literatura, de fato vale estimular o escritor potencial que há nela. Mas não sem antes considerat algumas questões;

- É importante garantir que a acriança tenha um tempo reservado às brincadeiras, sem responsabilidade de cumprir horários e tarefas

- Os pais não devem descuidar das outras áreas acadêmicas,. Ou seja, as atividades extras não devem sobrecarregar a criança nem afetar as notas de outras disciplinas.

- O ideal é diversificar, mesmo que dentro da área de interesse da criança. Se ela demonstra fascínio pelas aulas de artes, pode frequentar cursos de desenho, pintura e música. Para as que têm facilidade em matemática, há curso de informática, robótica e até aeromodelismo.

- Ensinar os colegas de escola que precisam de uma mãozinha na matéria é um excelente exercício, já que criar explicações para fazer o outro entender reforça o conhecimento. Também para o amigo-aluno há vantagens. “É mais fácil aprender quando se é ensinado por alguém da mesma idade”, diz a psicopedagoga Neide Noffs, da PUC-SP.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

O dilema das aulas particulares_4/5


Por Daniela Macedo – daniela.macedo@abril.com.br

Revista Veja, 11 de Abril, 2012 – pgs 116 a 118




Transtorno ou travessura?

Os especialistas alertam para o excesso de diagnósticos de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) entre crianças na fase escolar.
Com tantos estímulos – celulares, games, computadores -, as crianças multitarefas podem se entediar facilmente ao realizar tarefas que consideram monótonas. Quando obrigadas a permanecer sentadas por várias horas na sala de aula, então, a perda de paciência e concentração é quase inevitável – e, na esteira dela, vem as notas baixas. Daí para suspeita de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade é, hoje em dia um passo. O questionário mais comumente usado para diagnosticar o distúrbio, porém, não é unanimidade entre os especialistas. A psicóloga Marilene Proença, da Universidade de São Paulo, explica: as perguntas não são contextualizadas nem sofrem adaptação para diferentes faixas etárias. Ou seja, questão como tem dificuldade de esperar sua vez?” e “fala em excesso:”, além de subjetivas, servem para avaliar crianças de 3 a 12 anos, que têm noções de tempo muito diversas e estão em estágios de sociabilidade distintos. Marilene Proença é membro da Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional e do Fórum sobre Medicalização, grupo composto de pediatras, professores e outros profissionais de saúde e educação, que discute o uso de medicação para tratar comportamentos. “O limite ente atitudes típicas da infância e um distúrbio neurobiológico é em parte cultural nem sempre objetivo”, dia a psicóloga. O tratamento envolve medicamentos que têm forte impacto sobre o sistema nervoso central e podem causar efeitos adversos como dor de cabeça, náusea e taquicardia. “Um diagnóstico impreciso de TDAH implica usar medicação para resolver um problema que na maior parte das vezes é pedagógico”, diz Marilene. A recomendação, portanto, é de cautela: se houver suspeita de TDAH, o ideal é buscar o veredicto de vários profissionais antes de decidir-se pelo emprego de medicamentos.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

O dilema das aulas particulares_3/5


Por Daniela Macedo – daniela.macedo@abril.com.br
Revista Veja, 11 de Abril, 2012 – pgs 116 a 118


Dificuldade em habilidades básicas

A criança até parece levar jeito para o raciocínio matemático – mas, na hora de resolver a lição, não sabe nem por onde começar. O problema talvez não esteja na matemática, mas sim no português: é o enunciado das questões que ela não entende. Nesses casos em que a dificuldade de aprendizado não está associada ao conteúdo da matéria, é claro eu as aulas de reforço daquela disciplina não vão adiante nada.
Se os professores da criança não se tocaram desse fato comum da vida, é sinal de que eles é que não estão prestando atenção na aula. Converse, cobre, insista e encoraje: reforços bem direcionados em geral bastam para por tudo de volta nos trilhos. “Os professores e pedagogos têm de ser capacitados para identificar dificuldades com habilidades básicas como leitura e interpretação de texto ou compreensão de sentenças matemáticas”, explica Neide Noffs, coordenadora do curso de psicopedagogia da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo.

Defasagem de conteúdo

Segundo os especialistas, trata-se da única situação em que aulas particulares são benéficas. A defasagem acontece principalmente quando a criança muda de escola e passa a frequentar uma instituição mais exigente, ou quando se afasta por período longo, por doença ou outro problema familiar. Nesse caso, as aulas de reforço são a melhor solução para o aluno alcançar o nível dos colegas. Outra possibilidade: o aluno diz que vai mal em química porque “detesta” a matéria. Aí, volta-se ao segundo item deste guia, aquele referente ao empenho; não se poder fazer só aquilo que se gosta, e o emprego do alunos é estudar...

O momento para começar

Em geral, os pais aflitos recorrem às aulas particulares aos 45 minutos do segundo tempo, como uma medida desesperada para salvar o ano letivo. “É um erro grave deixar as aulas de reforça para o último bimestre, pois os conteúdo que ao aluno deixou de aprender nos primeiros meses seria justamente a base para o resto do ano. Em esse conhecimento básico, as dificuldades nos meses seguintes são inevitáveis”, diz o professor Garcia. Os colégios que oferecem aulas de reforço e plantões de dúvidas aos alunos com rendimento insatisfatório, procuram resolver o problema assim que ele surge. No Vértice, em São Paulo, e no pH, no Rio de Janeiro, por exemplo, o reforço entra em cena assim que aparecem as primeira notas baixas, nos primeiros meses do ano letivo. Trocando em miúdos, o primeiro bimestre é o da avaliação. o segundo, o da ação.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

O dilema das aulas particulares_2/5


Por Daniela Macedo – daniela.macedo@abril.com.br
Revista Veja, 11 de Abril, 2012 – pgs 116 a 118




Participação dos pais

O primeiro passo para entender por que seu filho está indo mal é acompanhar muito de perto a vida escolar dele. Oferecer um espaço tranquilo para que ele estude, supervisionar seus boletins, conferir sua lição de casa e as anotações feitas em aula, nos cadernos – além de ouvir com atenção o que ele tem a dizer sobre a escola e os professores -, são deveres dos pais. O objetivo não é pressionar o aluno a se destacar dos colegas nem fazer a lição de casa por ele; é dar amparo para que ele progrida por seus próprios esforços. É uma boa ideia também estimular o interesse pelas matérias nos horários de lazer, comprando livros ou visitando exposições. Finalmente, é fundamental que os pais conversem regularmente como os professores, para conhecer em profundidade o método do colégio e o comportamento do filho no ambiente escolar. “O sucesso do aluno depende da parceria dos pais com a equipe pedagógica!”, diz Rui Alves, diretor de ensino no do Colégio PH, do Rio de Janeiro.

Empenho do aluno

É preciso avaliar – e reconhecer – quando é a própria criança ou adolescente quem cria barreiras para o aprendizado, ao negligenciar o que é dito em sala de aula, ignorar as lições de casa e recusar-se a participar de atividades organizadas pelo colégio. Escassez de anotações ou informações incorretas no caderno são sinais de desorganização e desatenção. “Na maioria das vezes, é a falta de disciplina do aluno o motivo de seu baixo rendimento”, diz Adilson Garcia, diretor do Colégio Vértice, em São Paulo. A saída, aí, é estabelecer uma disciplina para a criança e acompanhá-la passo a passo, todos os dias ,até que ela tenha se tornado uma segunda natureza. Vai dar um trabalho danado, mas vale a pena. A lição fica para a vida toda.

Metodologia de ensino da escola

A explicação para o desânimo do aluno pode estar no método da escola. Se em casa a criança usa o computar ou o tablet, joga games e tem acesso à internet, é natural que se sinta entediada quando a obrigam a passar horas copiando frases da lousa. “A metodologia deve ser compatível com a realidade do aluno. Uma criança cercada de tecnologia precisa de dinamismo para motivá-la”, diz Silva Colello, a USP. Ou seja: não adianta, por exemplo, tentar compensar o ambiente liberal de casa escolhendo uma escola rigorosa e conservadora. O único resultado será tornar a criança infeliz e desconfortável. O especialista lembra ainda que irmãos podem não se adaptar à mesma instituição de ensino. “Muitas vezes, a escola que é boa para um filho é ruim para o outro”. Nesses casos, em vez de tentar mudar o filho, pode ser mais produtivo mudar de colégio.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

O dilema das aulas particulares_1/5


Por Daniela Macedo – daniela.macedo@abril.com.br
Revista Veja, 11 de Abril, 2012 – pgs 116 a 118


O baixo rendimento de um aluno ao longo do ano consuma levar a família a una corrida contra o tempo, para que ele não perca o ano letivo, sobrecarrega-se o filho com aulas particulares no quarto bimestre.

A atitude, porém, é reprovada pelos especialista em educação. Além da pressão psicológica e do cansaço físico que acarretam, as aulas particulares podem enfraquecer o compromisso da escola com o ensino. “Não mais do que 3% a 7% das crianças apresentam alguma dificuldade real de aprendizado – decorrente, por exemplo, de problemas de visão ou audição, dislexia ou algum tipo de comprometimento neurológico”, diz Silva Colello, professora da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo.
Fora esse universo restrito, cabe à equipe pedagógica da escola atender de forma eficaz os alunos com diferentes ritmos de aprendizado, elaborando estratégias de ensino diversificadas e oferecendo plantões ou aluas de reforço. 

A seguir, especialista comentam os pontos que deem ser avaliados quando as notas vêm baixas.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Vergonha Nacional_7/7


Revista Veja n° 2277, de 11.07.2012 – pags. 80/86
por Laura Diniz e Carolina Rangel
Com reportagem de Kalleo Coura, André Eler, Alessandra Medina e Manoel Marques


...E para a saúde

Cérebro

Com o cérebro ainda em formação, as atividades no hipocampo, onde se processam o aprendizado e a memória, diminuem , podendo prejudicar o desenvolvimento dessa área. O álcool causa ainda estragos no córtex pré-frontal, responsável pelo planejamento de longo prazo e pelo controle das emoções. Estudos indicam que, nessa região, a morte de células entre os jovens é o dobro do que ocorre nos adultos.

Coração

O abuso do álcool destrói o tecido muscular, propiciando inflamações e reduzindo a circulação sanguínea. Pesquisas mostram que, como nos jovens as artérias são mais elásticas, elas tendem a cumular um volume maior de sangue em certos pontos. O que resulta em infartos ainda mais agressivos.

Fígado

Entre todas as células do corpo humano, as do fígado são a s mais vulneráveis à destruição pelo excesso de álcool. Em parte, elas se regeneram, mas leva tempo, comprometendo esse órgão, que, no adolescente, ainda não funciona com plena capacidade. Quanto mais cedo se começa a beber, maior a chance de desenvolver cirrose na vida adulta.

Sistema Endócrino

O álcool afeta a produção de testosterona nos homens e de estrogênio nas mulheres justamente na fase em que essa produção está no ápice. Pode causar impotência e infertilidade precoces. As taxas de hormônio de crescimento também diminuem, bem como as do hormônio responsável pela calcificação, o que eleva as chances de osteoporose na vida adulta.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Vergonha Nacional_6/7


Revista Veja n° 2277, de 11.07.2012 – pags. 80/86
por Laura Diniz e Carolina Rangel
Com reportagem de Kalleo Coura, André Eler, Alessandra Medina e Manoel Marques

Dados

Quadro 1

Bebedeira precoce e em família

Pesquisa com 15.000 pessoas mostra que 11% dos adolescentes brasileiros esse embriagaram em companhia de pais e tios.
(Considera-se embriaguez o efeito produzido pelo consumo de cinco doses de bebida. Uma dose equivale a uma lata de cerveja ou bebida ice, uma taça de vinho ou 30 ml de destilado).
Fonte: Zila Sanchez, pesquisadora do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotópicas (Cebrid) da Universidade Federal de São Paulo.

Quantas vezes se embebedou
Uma vez na vida - 35%
Ao menos uma vez no último ano - 32%
Ao menos uma vez no último mês - 21%

Onde ficou embriagado
Bar - 25%
Casa de amigos - 21%
Casa de parentes - 9%
Própria casa - 8%
Festas ou praia - 8%

Com quem bebeu
Amigos - 33%
Irmãos e primos - 17%
Pais ou tios - 11%
Namorado - 3%
Sozinho - 2%

Quadro 2

Bebidas alcoólicas consumidas
*Os entrevistados puderam dar mais de uma resposta

Cerveja – 28%
Bebidas Ice (mistura de vodca com fruta ou refrigerante) - 25%
Vodca – 22%
Coquetéis - 20%
Vinho – 19%
Uisque – 12%


Quadro 3

Quem ficou bêbado no último ano
42% dos jovens da classe A
31% dos jovens da classe B
26% dos jovens da classe C
23% dos jovens das classes D e E

(Pelo critério Brasil: Classe A (renda média de 10.700 reais), B (renda familiar média de 3.500 reais), C (renda familiar média de 1.300 reais), e D e E (renda familiar média de 600 reais)

Quadro 4

Quanto mais cedo, pior

O adolescente que bebe em excesso não só desenvolve um comportamento de risco como pode causar graves danos ao seu organismo.
Os riscos do álcool para o comportamento:

Dos adolescentes             Não bebem      Bebem regularmente      Bebem pesado

Engravidar                            5%                   20%                        30%
Pegar uma doença                      2%                   30%                        45%
sexualmente transmissível
Sofrer um acidente de carro    5%                   40%                        60%
Envolver-se em brigas            15%                  70%                        80%
Tirar notas baixas na escola     20%                 60%                        80%




Quando os adolescentes se tornam adultos

Virar dependente de álcool       5%                  50%                        70%
Virar dependente de drogas ilícitas    5%                  60%                         70%
Desenvolver depressão/          10%                 30%                         75%
outro transtorno mental 



Fonte: Ronaldo Laranjeira, professor de psiquiatria da Unifesp e coordenador do Instituto Nacional de Políticas Públicas do Álcool e Drogas

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Vergonha Nacional_5/7


Revista Veja n° 2277, de 11.07.2012 – pags. 80/86
por Laura Diniz e Carolina Rangel
Com reportagem de Kalleo Coura, André Eler, Alessandra Medina e Manoel Marques


Fotografias

Rio de Janeiro, quarta-feira, 16h – pg 81

Quando foi fotografado por VEJA, o estudante de 16 anos de pé à esquerda tomava a primeira das dez cervejas que cosumiria naquele dia. Com a mesada de 1.700 reais, patrocina a farra a turma na paria e na balada. Quando a mãe soube dos seus excessos, ele prometeu beber só em casa. Mas não cumpre o acordo. “Nunca tiver dificuldade para comprar bebida e entro na balada com uma identidade falsa infalível”, diz.

Campo Grande, quarta-feira, 20h – pg 83

A estudante de 14 anos juntou-se a outras 3.000 pessoas para assistir à final a copa Libertadores em um telão na Praça do Rádio e torcer pelo Corinthians. Em Campo Grande, é proibido beber em locais públicos, independentemente da idade. Mas ninguém incomoda os contraventores. No dia do jogo, todo mundo bebeu na praça, mesmo com a presença de policiais. “Aqui não tem o que fazer, o jeito é beber”, disse o jovem, que festejou tomando vocda com suco no gargalo da garrafa.

Porto Alegre, quarta-feira, 20h45 – pg 84 e 85

As duas gauchas de 17 anos da foto ao lado fazem um brinde à impunidade. Elas começaram a tomar cerveja há pelo menos dois anos e hoje bebem quase diariamente. Nunca tiveram dificuldade para comprar as garrafas. Uma delas, estudante de filosofia, diz que as festas da turma na universidade pública em que estuda sempre têm gelatina com vodca. A outra, que ainda está no ensino médio, diz que só os religiosos de sua escola não bebem. As duas consideram o discurso antiálcool puro moralismo: “Café também já foi proibido para menores”.

Belém, quinta-feira, 23h30 – pg 85

O garçom Ricardo Omar, 35 anos, já vendeu cerveja a menores diversas vezes. “Eu trabalhava na praia, não tinha fiscalização nenhuma. Fico triste por ver adolescentes bebendo, mas, se eu não vendesse outro iria vender”, disse o garçom. Omar ficou decepcionado recentemente, quando descobriu que seu filho de 15 anos também consome bebida alcoólica, mas não o proibiu. “Beber um pouco não faz mal, o problema é descambar para as drogas”.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Vergonha Nacional_4/7


Revista Veja n° 2277, de 11.07.2012 – pags. 80/86
por Laura Diniz e Carolina Rangel
Com reportagem de Kalleo Coura, André Eler, Alessandra Medina e Manoel Marques

Entrevistas feitas por VEJA com jovens, pais e funcionários de bares de norte a sul do Brasil refletem com precisão a teoria do ”mal menor“ captada pelas pesquisas. Uma mãe de Porto Alegre, por exemplo, disse que incentiva os filhos a beber em casa com os amigos, para que não façam isso na rua, onde estariam desamparados. Ela acredita que assim está protegendo devidamente os meninos. Outros, como um garçom de Belém, admitem vender bebidas a menores, porque, se ele não o fizer, “outra pessoa vai fazer”. Documentos de identidade falsificados, companhia indispensável na noitadas, são aceitos à larga. E a completa falta de fiscalização por coibir tanto o consumo como a venda das bebidas é a regra. Vende-se livremente porque não há a menor possibilidade de punição. Algumas iniciativas isoladas, no entanto, começam a atacar o problema. Em outubro do ano passado, o governo paulista sancionou uma lei que prevê multa de até 92.000 reais a estabelecimentos que vendam bebida a menores, mudando o eixo da correção da pessoa física – o garçom incauto – para a jurídica – o dono do empreendimento. Quase 200.0000 locais já foram inspecionads, mas em menos de 1.000 ouve punição, o que demonstra que ainda há um longo caminho a percorrer. Campanhas mais localizadas também têm surtido efeito. Em Pindamonhangaba, no interior de São Paulo, moradores se mobilizam desde 2008 para diminuir o consumo de álcool entre os jovens. Nem o tradicional quentão é mais servido nas festas juninas, e o número de lugares que vendem bebida a menores caiu cerca de 50% - abaixo da média brasileira, mais ainda um escândalo.

Esse cenário de vergonha nacional requer, antes de tudo, uma mudança de mentalidade. Até recentemente, pouca gente achava que o cinto de segurança era um acessório útil – ou via algum problema em estar ao lado de um fumante num bar ou em outro ambiente fechado. Essas visões não mudaram a partir da criação de novas leis, mas a partir do momento em que a obediência às regras passou a ser cobrada. A fiscalização precisa ser apertada nas ruas e o rigor tem de aumentar em casa. Nos dois casos, o caminho mais seguro para proteger os adolescentes da ciladas do álcool é um só: seguir a lei. Bebida, só depois dos 18.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Vergonha Nacional_3/7


Revista Veja n° 2277, de 11.07.2012 – pags. 80/86
por Laura Diniz e Carolina Rangel
Com reportagem de Kalleo Coura, André Eler, Alessandra Medina e Manoel Marques


Um dos dados que mais chamam atenção na pesquisa é o que mostra que, ao contrário de países como os Estados Unidos, por exemplo, no Brasil, os jovens mais ricos são os que mais tê m o hábito de se embebedar. O estudo mostrou que quase metadoe dos jovens da classe A, em que a renda familiar média supera os 10.000 reais, se embriagaram aos menos uma vez no último ano. É quase o dobro do índice registrado entre as classe D e E (renda familiar média de 600 reais). Segundo uma das autoras do estudo, Zila Sanches, isso se deve sobretudo ao fato de que os brasileiros anda relevam os riscos do álcool, ao contrário do que ocorre entre os americanos. Além disso, jovens ricos têm uma vida social mais ativa e maior autonomia financeira do que os mais pobres, o que facilita o acesso à bebida. Influenciaria, ainda um menor temor dos pais dessa classe média alta de que seus filhos se tornam marginais ou fracassados em razão do contato com o álcool, já que o ambiente de proteção social e o histórico familiar não apontam nessa. Direção. Essa realidade já influencia também a oferta de serviços de saúde. Há cerca de dois anos, os médicos do Hospital Israelita Albert Einstein, reduto da classe A, começaram a notar o fenômeno. “Não era comum atendermos adolescentes de 13 e 14 anos com intoxicações alcoólicas. 

Agora, dois ou três costumam dar entrada aqui por noite à sextas-feiras e aos sábados”, explica a pediatra Paula Cristina Ranzini, da Unidade de Pronto Atendimento Infantil da unidade Morumbi do Einstein. Os jovens chegam entre 23 horas e meia-noite e são levados pelos pais ou por pais de amigos. A situação mais comum é terem exagerado em bebidas ice (como é conhecida a mistura de vodca com refrigerante ou suco de fruta) e destilados em festas na casa de amigos, chamadas de ”esquenta”. Os pais ficam perplexos e, muitas vezes, trocam acusações na frente dos médicos. Diante da situação, o hospital montou um protocolo de atendimento especial para adolescentes embriagados, que prevê encaminhamento para consulta com terapeuta e, nos casos mais graves, avaliação psicológica antes da alta.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Vergonha Nacional_2/7


Revista Veja n° 2277, de 11.07.2012 – pags. 80/86

por Laura Diniz e Carolina Rangel

Com reportagem de Kalleo Coura, André Eler, Alessandra Medina e Manoel Marques

Levantamentos feitos no Brasil e no exterior comprovam que beber – em qualquer idade – potencializa comportamentos temerários. No adolescente, com uma onipotência e impulsividade características, o risco de o álcool provocar ou facilitar situações como gravidez precoce, contaminação por doenças sexualmente transmissíveis, envolvimentos com a criminalidade e uso de drogas ilícitas é perigosamente maior. Junte-se a isso o fato de que, num organismo jovem, o impacto e as consequências da ingestão de bebida são muito diferentes do que os que incidem sobre um adulto e a conclusão – unânime – dos especialistas é: menores de 18 anos não devem beber sequer uma gota de álcool.

A experiência de muitos adultos, no entanto, ajuda a enfraquecer o que, para os cientistas, é uma certeza. Muitos pais pensam: “Tomei minhas doses quando era jovem e hoje tenho um emprego estável, uma família feliz e uma relação saudável com a bebida” . Por causa disso, novas pesquisas têm tentado matizar as categorias de bebedores jovens e precisar os riscos associados a cada perfil. Esse tipo de estudo é realizado há pelo menos uma década no exterior, mas só há pouco tempo começou a ser feito também aqui. Um precioso levantamento, a ser publicado no mês que vem na revista científica Drugs and Alcohol Dependence, ouviu 15.000 jovens nas 27 capitais brasileiras para mapear como, onde, quanto e o que bebem os adolescentes brasileiros. O foco escolhido foi o grupo que mais preocupa quem trata do problema: jovens que bebem ao menos cinco doses de álcool em uma única ocasião - ou seja, que incorrem na popular “bebedeira”. O cenário que emerge do estudo é alarmente. Ao longo de uma ano, um em cada três jovens brasileiros de 14 a 17 anos se embebedou ao menos uma vez. Em 40% dos casos mais recentes, isso ocorreu na sua casa ou na de amigos e parentes. Os números confirmam também a leniência com que adultos encaram a transgressão. Em 11% dos episódios, os menores estavam acompanhados dos próprios pais ou de tios.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Vergonha Nacional_1/7


Revista Veja n° 2277, de 11.07.2012 – pags. 80/86

por Laura Diniz e Carolina Rangel


Com reportagem de Kalleo Coura, André Eler, Alessandra Medina e Manoel Marques

A lei proíbe menores de beber, mas ninguém, nem mesmo os pais, a respeita. Os jovens pagam o preço por isso, e ele é alto

De todas as leis ignoradas no Brasil – e a lista é longa -, poucas são descumpridas com tanta naturalidade, e na escala, como aquela que proíbe menores de 18 anos de beber. Pesquisa inédita feita em sete capitais do país – São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Belém e Campo Grande – mostra que adolescentes que tenta comprar bebidas alcoólicas têm sucesso em, pelo menos, 70% das vezes. Na capital paraense, esse índice chega a estupefacientes 88%, recorde seguido de perto pelo Rio, com 86%. Mesmo em São Paulo, onde uma norma estadual aumenta o rigor das punições aos donos de estabelecimentos que vendem bebida para menores, 71% dos adolescentes têm trânsito livre para o balcão do bar. As décadas de descumprimento da lei fizeram mais do que consolidar a ideia de que ela não passa de letra morta – contribuíram para que os adultos se habituassem a ver o consumo de bebida por adolescentes como um “mal menor”, comparado aos perigos do mundo. “Não é, afirma o autor do estudo e uma das principais autoridades brasileiras no assunto, o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e coordenador do Instituto Nacional de Políticas Públicas do Álcool e Drogas. “Os pais precisam entender que o álcool potencializa o risco de que aconteça aos seus filhos o que eles mais temem”. Leia-se: que eles se metam em encrencas, e das grandes.  

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Quietos sim. E daí?_3/8


Por Susan Cain – Escritora e Consultora empresarial formada em direito pelas Universidades de princeton e Harvard. Este artigo foi adaptado do original “O Poder dos Quietos” (Agir, 2012) com a autorização da Editora.

Da revista Mente & Cérebro n° 233, Junho/2012


A mulher que ousou dizer não

Montgromery, Alabama, Estados Unidos. Primeiro de dezembro de 1955. Começo da noite. Um ônibus para no ponto e uma mulher de uns 40 anos, cuidadosamente vestida, sobe nele. Ela anda de coluna ereta, apesar de ter passado o dia trabalhando no porão sombrio da alfaiataria da loja de departamentos da cidade. Seus pés estão inchados e os ombros doem. Ela se senta na primeira fileira de bancos reservado aos negros e assiste quieta ao ônibus encher-se de passageiros, até que o motorista ordena que ela ceda o lugar a um homem branco.

A mulher pronuncia uma única palavra que deslancha um dos mais importantes protestos pelos direitos civis do século 20, uma palavra que ajuda os Estados Unidos a se tornar um país melhor. A palavra é “não”.

O motorista ameaça mandar prendê-la. “Você pode fazer isso”, disse Rosa Parks. Um policial que acabara de chegar pergunta a ela por que não se levanta. “Por que vocês nos humilham?”, responde, simplesmente. “Não sei, mas a lei é a lei e você está presa.”

Na tarde de seu julgamento e condenação por atentado à ordem pública, a Associação para o Desenvolvimento de Montgromery promoveu um protesto a favor de Rosa na Igreja Batista de Holt Street, na parte mais pobre da cidade. Cinco mil pessoas se reuniram para apoiar o solitário ato de coragem daquela mulher. Elas se espremeram dentro da igreja até que os bancos não fossem mais suficientes. O resto esperou pacientemente do lado de fora, ouvindo através de alto-falantes. O reverendo Martin Luther KING Jr. Dirigiu-se à multidão: “Chega uma hora em que as pessoas ficam cansadas de serem empurradas para fora do brilho do sol de julho e de serem abandonadas em meio ao penetrante frio de uma montanha em novembro”.

Ele elogia a coragem de Rosa e a abraça. A mulher fica de pé em silêncio; apenas sua presença é o bastante para animar a multidão. A associação lança na cidade um boicote aos ônibus que dura 381 dias. As pessoas enfrentam quilômetros para chegar ao trabalho. 

Elas pegam carona com estranhos. Elas mudam o curso da história dos Estados Unidos. Muitos poderiam imaginar Rosa Parks como uma mulher imponente, com temperamento ousado, alguém que pudesse se impor ante um ônibus cheio de passageiros mal-encarados.

Mas quando ela morreu em 2005, aos 92 anos, a enxurrada de obituários a apresentou como uma senhora de baixa estatura, “doce e de fala mansa”. Os textos diziam que ela era “tímida e reservada”, mas tinha a “coragem de uma leoa”. Estavam repletos de frases como “humildade radical” e “bravura quieta”. O que significa ser quieto e ter bravura? 

Como é possível ser tímido e corajoso? A própria Rosa parecia ciente desse paradoxo, chamando sua autobiografia de Quiet strength (Força silenciosa) – um título que nos desafia a questionar ideias preestabelecidas. Afinal, por que o quieto não deveria ser forte?

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Transtornos e Dificuldades de Aprendizagem_1/12

Algumas vezes a criança apresenta desempenhos que sugerem um distúrbio de aprendizagem, ou seja, apresenta baixo rendimento nas atividades acadêmicas e, também, uma desordem emocional. Qual desses dois problemas apareceu primeiro?

Sejam considerados como origem ou uma decorrência, os problemas emocionais se constituem em comportamentos incompatíveis com o ato de aprender e, por esta razão, precisam ser tratados.

Ambos os aspectos, desempenho acadêmico e problemas emocionais determinam o comportamento da criança e, por isso, são de interesse tanto da psicologia como da educação.

Provavelmente a maioria dos profissionais envolvidos com educação já se deparou com crianças que apresentam dificuldades de aprendizagem. Em alguns casos o problema destas crianças foi resolvido na própria escola. Em outros um professor particular se mostrou eficaz.

Há, entretanto, alunos cujos problemas persistem depois destas interferências. Nestes casos, a intervenção de especialistas é necessária. São os encaminhamentos feitos a fonoaudiólogos, psicopedagogos, psicólogos ou médicos.

Será fácil perceber a necessidade do envolvimento de todos estes especialistas se nos lembrarmos da grande diversidade de fatores que podem ser responsáveis por estas dificuldades.

Dentre estes fatores, podemos citar:

os problemas emocionais;

os problemas orgânicos (audição, fala e visão);

os hábitos de estudo inadequados;

a falta de motivação;

os problemas de relacionamento com o professor e/ou com os colegas;

a falta de atenção às explicações dos professores;

as deficiências intelectuais;

as carências ambientais etc.

Assim sendo, dependendo do fator predominante na dificuldade que a criança apresenta, um ou outro profissional pode ser o mais indicado.

Veremos aqui, nesta série de 12 postagens, detalhadamente exemplos de casos de distúrbios, como identificá-los e como tratá-los.

Adiantando, a ABD - Associação Brasileira de Dislexia e Psicólogos com Especialização em Neuropsicologia podem realizar testes de Distúrbios de Aprendizagem.