quarta-feira, 12 de setembro de 2012
O dilema das aulas particulares_5/5
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
O dilema das aulas particulares_4/5
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
O dilema das aulas particulares_3/5
Se os professores da criança não se tocaram desse fato comum da vida, é sinal de que eles é que não estão prestando atenção na aula. Converse, cobre, insista e encoraje: reforços bem direcionados em geral bastam para por tudo de volta nos trilhos. “Os professores e pedagogos têm de ser capacitados para identificar dificuldades com habilidades básicas como leitura e interpretação de texto ou compreensão de sentenças matemáticas”, explica Neide Noffs, coordenadora do curso de psicopedagogia da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo.
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
O dilema das aulas particulares_2/5
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
O dilema das aulas particulares_1/5
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Quietos sim. E daí?_8/8
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Quietos sim. E daí?_7/8
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Transtornos e Dificuldades de Aprendizagem_7/12
Indicadores Precoces
Contando para trás
Se uma criança é diagnosticada como dislexia, há uma possibilidade razoável de que ela possa ter também algum tipo de dificuldade em matemática e deveríamos estar prevenidos para essa possibilidade.
Um indicador muito simples (e simplista) das possíveis dificuldades com números é a inabilidade para contar para trás de dois em dois ou de três em três, começando por exemplo de 30, ou falar qual número está 5 lugares antes de 21.
Como os disléxicos freqüentemente têm falta de compreensão dos traços gerais, da ordem e da estrutura do sistema numérico, eles freqüentemente têm que começar de 0 ou 1, em qualquer tarefa de contar ou calcular.
Por exemplo: eles não podem responder a 7 + 8 sem primeiro contar até 7 e então adicionar 8, em vez de começar de 7 e continuar contando. Se lhes perguntarmos a resposta de 6 x 6, os disléxicos freqüentemente podem responder se começam de 1 x 6 =,2 x 6 =,etc.
Tabuada
Uma das maiores preocupações que pais e professores mencionam é a dificuldade que os disléxicos têm para aprender a tabuada. Isso é verdade, e sabendo disso parece francamente fútil procurar forçar o resultado.
A idéia da tabuada é reduzir o tempo dos cálculos, mas, como freqüentemente prolonga o tempo para os cálculos dos disléxicos (realmente aumenta o tempo que leva, pois adiciona angústia), a sugestão é que a insistência nesse aspecto do cálculo seja eliminada.
É melhor dar para os disléxicos materiais auxiliares como esquadros, linhas numeradas, ou calculadoras, em vez de obrigá-los a grandes esforços.
O valor da posição
Um outro problema é a falta de compreensão do valor da posição no sistema numérico. A confusão nesta área é frequentemente disfarçada nos primeiros anos, pois as crianças aprendem as regras apropriadas para somar e subtrair e podem usá-las se estas são apresentadas de uma forma especial - são mecanicamente aprendidas. Se essa colocação é mudada, ou se é necessário usar conhecimento dos números, a pessoa freqüentemente carece de flexibilidade para usar seu conhecimento de outra forma, e sua dificuldade de compreensão se torna visível.
Reagrupando ("transportando") números
Ambos os problemas, os da memória em curto prazo e os da dificuldade de compreensão do sistema de valor da posição, podem dificultar ao disléxico:
a) lembrar-se de reagrupar (transportar);
b) lembrar-se de qual número escrever embaixo e qual carrega(transportar).
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Crônica de Amor

Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não-fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta. O amor não é chegado a fazer contas, não obedece a razão.
O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo... Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera. Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco. Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina o Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam.
Então?
Então que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome. Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário.
Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a maior vocação para príncipe encantado, e ainda assim você não consegue despachá-lo. Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita de boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara? Não pergunte para mim. Você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem o seu valor. É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível. Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém.... Com um currículo desse, criatura, por que diabo está sem um amor?
Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados. Não funciona assim. Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível. Honestos existem aos milhares, generosos tem às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!
Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é!
Autor: Roberto Freire
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Casamento

O segredo da felicidade
Não dá para pensar num casamento feliz para todo o sempre. O segredo da felicidade é perceber quando ela chega na nossa vida, e aproveitá-la até que esse momento se esgote.
Casamento não foi feito para amor nem pra felicidade
O casamento foi feito para impedir o desenvolvimento das pessoas. Criança desenvolve, adolescente desenvolve, e depois você fica maduro e aí não muda mais… Pais e mães não podem se desenvolver muito, sair de casa, procurar cursos, não podem. Em todas as civilizações conhecidas o adulto é tido como o ideal da educação, a criança tem que se tornar igual ao adulto, e aí ela está educada… Isso é um horror!!! Casamento não foi feito para amor nem pra felicidade, mas para garantir o patrimônio e a continuidade do patriarcalismo, porque criança não tem direito nenhum.
Casamento
Casei cinco vezes e diria que um casamento que dura de quatro a sete anos pode ser interessante, dependendo da pessoa, circunstâncias e tudo mais. A segunda: hoje o que eu consideraria ideal, eu diria que é poder ter duas, três, quatro mulheres, amigas, eventualmente coloridas, e elas também terem dois, três, quatro homens. Eu acho que era a solução. Mesmo os bons amigos você não tem vontade de ver sempre. Há certos dias em que você diz: “Ih! Se ele vier aqui hoje vai ser um saco”. E quando se está casado é a mesma coisa.
Autor: José Ângelo Gaiarsa
segunda-feira, 4 de julho de 2011
É hora de procurar ajuda? 4/4
Quarta postagem de 4 matérias que entrarão nos dias 27, 29 de Junho e 01, 04 de Julho.
por Robert Epstein
Doutor em psicologia pela Universidade Harvard
Fonte: Revista Mente&Cérebro - edição 216 - Janeiro 2011 - págs 48 a 53
Para conhecer o teste completo basta acessar o site http://DoYouNeedTherapy.com. A seguir, a versão abreviada que abrange dez transtornos. Para fazê-lo, marque todas as afirmações que se aplicam a você:
1- TRANSTORNOS DO CONTROLE DE IMPULSOS
(a) Às vezes não sou capaz de controlar a minha raiva
(b) Frequentemente ajo por impulso, o que, às vezes, traz
grandes problemas
(c) Estou preocupado com as apostas, parece que tenho dificuldades em controlar meu comportamento quanto ao jogo
2- ABUSO DE SUBSTÂNCIAS
(a) Durante o ano passado, tive de ingerir mais bebidas alcoólicas ou usar mais drogas para satisfazer
minhas necessidades
(b) No ano passado tentei, mas não consegui, diminuir a quantidade de bebidas alcoólicas, de drogas ou de cigarros
(c) Durante o ano passado tive de ingerir quantidades cada vez maiores de bebidas alcoólicas ou drogas para me satisfazer ou lidar com meus problemas
(a) Nas últimas duas semanas venho tendo dificuldade em sentir qualquer prazer nas atividades diárias de que costumava gostar
(b) Há cerca de 15 dias venho pensando com frequência que quero morrer
(c) Pelo menos durante as duas últimas semanas, venho me sentindo deprimido quase todos os dias
4- FOBIAS ESPECÍFICAS
(a) Tenho medo excessivo ou irracional de algum objeto ou situação
(b) Estou com muito medo de algo, e meu medo interfere em minha capacidade de desenvolver o meu trabalho ou em conduzir a minha vida de maneira normal
(c) Tenho muito medo de um objeto ou uma situação, e quando me exponho a esse estímulo entro em pânico
5- FOBIAS SOCIAIS
(a) Sinto medo de ficar perto de outras pessoas em determinadas situações e percebo que meus medos podem ser irracionais ou excessivos
(b) Em determinadas situações sociais, sinto extrema ansiedade
(c) Sinto grande temor em uma ou mais situações em que eu precise interagir com outras pessoas
6- TRANSTORNOS DA ALIMENTAÇÃO
(a) Costumo comer muito e, em seguida, vomitar ou usar laxantes, ou outros meios radicais, para evitar ganho de peso
(b) Estou preocupado com meu peso ou com a forma do meu corpo e, consequentemente, como ou me exercito de uma forma que algumas pessoas poderiam considerar incomum
(c) Não estou disposto ou não sou capaz de comer ou digerir o alimento em quantidade suficiente para manter o peso saudável
(a) Tenho lembranças perturbadoras relacionadas a um acontecimento traumático que experimentei no passado
(b) Costumo ter sonhos perturbadores sobre uma experiência terrível ocorrida no passado
(c) Às vezes me vejo revivendo o horror de um fato traumático que experimentei no passado
8- TRANSTORNO DE ANSIEDADE GENERALIZADA
(a) Pelo menos durante os últimos seis meses, venho sentindo preocupação e nervosismo excessivos, difíceis de controlar
(b) No mínimo nos últimos seis meses, tenho ficado extremamente ansioso e preocupado com uma série de acontecimentos e atividades diferentes
(c) Pelo menos durante os últimos seis meses, venho me sentindo excepcionalmente agitado, cansado, irritado, tenso ou distraído
9- TRANSTORNO BIPOLAR
(a) Durante o ano passado tive variações súbitas de humor, sem qualquer razão aparente
(b) Meu humor muda rapidamente, de depressivo a esfuziante, sem qualquer motivo aparente
(c) Durante o ano passado o meu humor mudou mais de uma vez de deprimido para esfuziante
10- TRANSTORNO OBSESSIVO-COMPULSIVO
(a) Repito excessivamente certos comportamentos ou pensamentos, sem conseguir parar
(b) Pensamentos frequentes me causam grande ansiedade
(c) Acredito que esses pensamentos possam ser irracionais ou exagerados. Faço ou penso repetidamente
Se você deixou todos os itens em branco, parabéns! É provável que a sua saúde mental esteja muito bem. Caso contrário, lembre-se de que esta não é a versão completa do teste e, ainda que fosse, sua aplicação não tem peso diagnóstico. Mas os resultados podem ajudá-lo a pensar como tem se sentido e lidado com os problemas. Se marcou um item em uma ou mais categorias, é possível que esteja passando por situação de angústia que poderia ser mais bem compreendida (ou contornada) com a ajuda de um profissional. Se assinalou dois ou três itens em uma ou mais categorias, talvez seja mesmo uma boa hora para consultar um psicólogo e evitar sofrer sem necessidade, já que a maioria dos problemas de saúde mental podem ser tratados. Mais importante que o resultado do teste, entretanto, é voltar-se para si e perguntar-se se não seria o momento de cuidar de si mesmo. Afinal, quando temos uma dor de dente, por exemplo, não hesitamos em buscar um dentista. Se a dor é na alma, o psicoterapeuta é o profissional mais indicado para cuidar desse desconforto.
sexta-feira, 1 de julho de 2011
É hora de procurar ajuda? 3/4
Terceira postagem de 4 matérias que entrarão nos dias 27, 29 de Junho e 01, 04 de Julho.
por Robert Epstein
Doutor em psicologia pela Universidade Harvard
Fonte: Revista Mente&Cérebro - edição 216 - Janeiro 2011 - págs 48 a 53
Muitas pessoas chegam aos consultórios de psicologia e psicanálise ansiosas para encontrar um nome que abarque aquilo que sentem, uma palavra que encerre a dor, a angústia e, às vezes, a culpa ou as dúvidas que as afligem. Isso, porém, nem sempre é fácil, e de pouco adianta se o paciente não puder compreender o que se passa com ele e se responsabilizar pelo próprio tratamento, atribuindo sentidos a sua patologia. A atração que os testes exercem sobre muitos leigos (haja vista quantos questionários são respondidos nas revistas e na internet) pode ser explicada pelo desejo de quantificar e medir características pessoais e comportamentos. E em alguns casos eles têm sua função. Mas ainda que tenham validação científica e possam ser usados para ajudar a entender o quadro clínico, os testes não são definitivos, seja para medir inteligência, seja para determinar a presença de um transtorno mental. Sem dúvida, em algumas abordagens (e em determinados casos) eles são úteis na tarefa de oferecer informações que favoreçam a compreensão da situação clínica de forma mais ampla. Mas não sempre – e raramente de maneira perene. Há ocasiões em que as palavras impressas em um prontuário ou ditas por um profissional acerca de determinado quadro psíquico podem soar como uma espécie de sentença, promovendo a desastrosa rotulação do paciente. No Brasil, muitos psicólogos evitam recorrer a essa ferramenta, pelo menos no primeiro momento. Em vez de apostar em um diagnóstico único, pleno e “definitivo”, acreditam que, em muitos casos, mais importante que reduzir a situação a um único termo é ouvir o paciente, entender sua lógica e seus sintomas. Afinal, é na possibilidade de elaboração, ampliação do espaço psíquico e transformação que se embasa o ofício do psicoterapeuta (Da redação).
quarta-feira, 29 de junho de 2011
É hora de procurar ajuda? 2/4
Segunda postagem de 4 matérias que entrarão nos dias 27, 29 de Junho e 01, 04 de Julho.
por Robert Epstein
Doutor em psicologia pela Universidade Harvard
Fonte: Revista Mente&Cérebro - edição 216 - Janeiro 2011 - págs 48 a 53
O QUE É NORMAL?Quando trabalhei como editor-chefe da Psychology Today, com frequência os leitores me pediam que sugerisse testes de triagem para pessoas com problemas de saúde mental. Procurei por esse material no intuito de ajudar homens e mulheres a encontrar respostas às perguntas como “Será que este meu sentimento de desânimo é normal?”, “Por que eu grito com a minha mulher e meus filhos o tempo todo, mesmo não querendo fazer isso?”, “Será que perdi o controle da bebida?”. Encontrei milhares de testes “caseiros” na internet, mas nenhum havia sido validado cientificamente. Pior ainda, muitos serviam como veículos de marketing para vídeos, livros ou serviços, encaminhando o leitor que respondesse às questões direto para um setor de vendas. Não parecia existir nenhum teste amplo, confiável, favorável ao consumidor, que ajudasse alguém a refletir melhor sobre si mesmo.
Assim, desenvolvi o teste Triagem Epstein em Saúde Mental (Epstein Mental Health Inventory) (EMHI), baseado na quarta edição do Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais (DSM-IV), compêndio no qual médicos americanos se baseiam para fazer diagnósticos. O teste cobre 18 problemas psiquiátricos comuns nos Estados Unidos, como depressão maior, fobias, transtorno bipolar e abuso de substâncias, que selecionei usando dados preponderantes do Instituto Nacional de Saúde Mental (NIMH) dos Estados Unidos, entre outras fontes. Para cada distúrbio são considerados três critérios do DSM-IV, que reescrevi em linguagem para leigos.
A ferramenta, porém, não tem o papel de diagnosticar ninguém. Seu objetivo é alertar para possíveis riscos de um transtorno, estimulando a busca por ajuda psicológica. O mais importante é ajudar as pessoas a se sentir e viver melhor, pois minha experiência tem mostrado que qualquer meio legítimo de levá-las a consultar um psicoterapeuta é válido. No ano passado, Laura Muzzatti, aluna da Universidade da Califórnia em San Diego, e eu apresentamos uma avaliação da EMHI usando uma amostragem de 3.403 pessoas que fizeram o teste depois de ele ter sido colocado na internet, em 2007. Verificamos que os resultados previram sete fatores importantes relacionados à saúde mental. A avaliação incluía o grau de felicidade declarado; o quanto se sentiam ativamente responsáveis por seu sucesso pessoal e profissional; se estavam empregados; se fizeram terapia em alguma ocasião, se alguma vez já haviam sido hospitalizados por problemas comportamentais ou emocionais e se, na época do teste, estavam em terapia. A pontuação não diferia de acordo com etnia, mas variava segundo o gênero: a pontuação das mulheres foi 17% mais elevada que a dos homens, parecendo apresentar mais problemas de saúde mental, um resultado consistente com os de outros estudos. Ou, pelo menos, foram mais sinceras e analíticas ao responder o questionário.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
É hora de procurar ajuda? 1/4
Primeira postagem de 4 matérias que entrarão nos dias 27, 29 de Junho e 01, 04 de Julho.
por Robert Epstein
Doutor em psicologia pela Universidade Harvard
Fonte: Revista Mente&Cérebro - edição 216 - Janeiro 2011 - págs 48 a 53
Grande parte das pessoas enfrenta, em algum momento da vida, transtornos de saúde mental que podem ser tratados; é o caso da depressão e do estresse, mas a falta de informação e o preconceito ainda fazem com que adultos e crianças sofram sozinhos em vez de procurar um profissional qualificadoO preconceito, porém, ainda é um empecilho para a busca de auxílio especializado. Não raro, ouve-se até mesmo de pessoas razoavelmente bem informadas que “psicoterapia é coisa para louco”. A postura defensiva pode se mostrar de várias maneiras, como pela desqualificação dos profissionais ou de si próprio. Para muitos prevalece, por exemplo, a ameaça de que “o psicoterapeuta saberá mais sobre mim do que eu mesmo; descobrirá segredos dos quais nem suspeito”. Pode também surgir a fantasia onipotente de que “ninguém pode me ajudar”. Ou ainda o pensamento persecutório referenciado na opinião alheia: “O que os outros vão pensar se souberem que vou a um psicólogo?”. Qualquer que seja a forma como se apresente, a resistência não aparece por acaso: em geral, é inerente à própria patologia e tem a ver com o funcionamento psíquico da pessoa. E, infelizmente, às vezes persiste por muito tempo, até que o paciente decida buscar ajuda.
segunda-feira, 20 de junho de 2011
A METÁFORA DA BORBOLETA_6/6
A metáfora da borboleta e a psicopedagogia.
Nikos Azanizaki
Esta pequena história nos faz pensar num dos aspectos do trabalho psicopedagógico, ou seja, sobre o respeito ao aluno e às necessidades de aprendizagem de cada criança. A lagarta passa por um longo processo de transformação para virar borboleta e poder voar. A lagarta se alimenta muito para crescer. Este "alimenta-se para crescer" do ponto de vista da psicopedagogia são as experiências que a criança vai adquirindo em contato com as pessoas, os objetos e o mundo em geral. Há que se selecionar os "alimentos estímulos" mais apropriados para este crescimento. Depois, ao formar o casulo, a lagarta entra em repouso. Este tempo é necessário para que haja uma assimilação e uma acomodação das experiências, para que o sujeito as possa tomar como suas, fazendo e refazendo, como se construísse o seu casulo. Mas, a o tempo de sair do casulo e poder voar. Tempo de mostrar, de expressar, de comunicar. As formas de mostrar o que se sabe são variadas, às vezes são desenhos, ou são novas brincadeiras, ou, até novas perguntas. Só que cada lagarta tem seu tempo de casulo e seu tempo de ser borboleta. Não há como forçar e nem como acelerar os tempos, sem o risco de perdermos o vôo da borboleta!
Os comentários sobre a história da borboleta foram feitos por Erzsebet Mangucci - autora do livro Vivendo a Leitura e a Escrita, da Solução Editora.
sexta-feira, 17 de junho de 2011
A METÁFORA DA BORBOLETA_5/6
A METÁFORA DA BORBOLETA
“Lembro-me de uma manhã em que eu havia descoberto um casulo na casca de uma árvore, no momento em que a borboleta rompia o invólucro e se preparava para sair. Esperei bastante tempo, mas estava demorando muito, e eu estava com pressa. Irritado, curvei-me e comecei a esquentar o casulo com meu hálito. Eu o esquentava e o milagre começou a acontecer diante de mim, a um ritmo mais rápido que o natural. O invólucro se abriu, a borboleta saiu se arrastando e nunca hei de esquecer o horror que senti então: suas asas ainda não estavam abertas e com todo o seu corpinho que tremia, ela se esforçava para desdobrá-las. Curvado por cima dela, eu a ajudava com o calor do meu hálito. Em vão. Era necessário um acidente natural e o desenrolar das asas devia ser feito lentamente ao sol - agora era tarde demais. Meu sopro obrigara a borboleta a se mostrar toda amarrotada, antes do tempo. Ela se agitou desesperada, alguns segundos depois morreu na palma da minha mão. Aquele pequeno cadáver é, eu acho”, o peso maior que tenho na consciência. Pois, hoje entendo bem isso, é um pecado mortal forçar as leis da natureza. Temos que não nos apressar, não ficar impacientes, seguir com confiança o ritmo do Eterno."
quarta-feira, 15 de junho de 2011
A METÁFORA DA BORBOLETA_4/6
A metáfora do vidro e a psicopedagogia
O hábito de ficar dentro dos vidros acaba se tornando cômodo para algumas crianças, elas se adaptam à forma do vidro e acabam se sentindo até desconfortáveis fora dele. Quanto mais elas se moldam ao vidro menos trabalho dão aos adultos. Outras, porém, sofrem porque são diferentes e esta diferença não é levada em conta; elas não recebem nenhum tipo de ajuda e de estímulo.
Mas, será que é isso que se quer do processo educacional? Todo mundo pensando igual e fazendo tudo igual?
O vidro filtra o que o professor fala e também o que fala o aluno. A comunicação e portanto as relações entre eles não são espontâneas. Ouvir é diferente de escutar ativamente, é muito diferente! Em se tratando de crianças e adolescentes, há que se fazer um esforço extra para entender exatamente o que eles querem dizer! Mesmo assim, com todo nosso esforço e atenção, quantas perguntas deixaram de ser formuladas e quantas outras deixaram de ser respondidas!
As crianças que ficaram tempo demais dentro de vidros adoram as aulas de educação física. O corpo do aprendiz faz parte dele, é através do corpo que ele fala, que expressa seus sentimentos e que ele aprende. Assim há muitas maneiras de aprender e todas elas devem ser colocadas à disposição do aprendiz.
Um dia teremos a revolução dos vidros, e a diferença, não mais a mesmice, será valorizada! A Psicopedagogia lida essencialmente com a aceitação dessas diferenças, tentando entendê-las. É através da busca de novos caminhos que ela pretende dar um novo significado à aprendizagem.
Comentários sobre o texto feito por Erzsebet Mangucci - Psicopedagoga
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Inteligência Emocional_Aprendendo a lidar com as emoções
Necessidade
Alfabetização emocional
Equilíbrio entre a racionalidade e a compaixão
Aumento da auto-consciência
Aprender a lidar com sentimentos aflitivos
Manter otimismo e perseverança, apesar das frustrações
Aumentar a capacidade de empatia e envolvimento
Estimular a cooperação e a ligação social
Autocontrole
Zelo e persistência
Capacidade de nos auto-motivar
Inteligência Emocional
Capacidade de conhecer-se: reconhecer sentimentos de raiva e ansiedade, a tristeza e a alegria, ter empatia com esses sentimentos nos outros. A Inteligência Emocional engloba também empatia, otimismo, iguala o sucesso no trabalho e na vida pessoal, no amor.
A auto-motivação é a base da Inteligência Emocional. Não basta formidáveis aptidões intelectuais (não importa o quanto é alto o seu QI). O indivíduo dotado de Inteligência Emocional é capaz de:
Auto-controle emocional, abandonando estados e espírito negativos e permitindo-se novas perspectivas
Controlar seus impulsos, tolerando frustrações e impedindo que pensamentos negativos ou preocupações excessivas prejudiquem a capacidade de raciocínio.
Ter crenças positivas sobre os fatos da vida e enfrentar os desafios.
Saber interpretar os canais não verbais da comunicação, percebendo como o outro se sente.
Saber avaliar as emoções das outras pessoas, coordenando os estados de espírito e marcando o início da sintonia no relacionamento inter-pessoal.
Ter adequada e consistente auto-estima.
Assim, é dotado de Inteligência Emocional quem conhece os seus pensamentos equilibrando-os e não apenas suprindo-os em fase de desconforto.
Aplicação de técnica
Cérebro
Cérebro pensante
Neocórtex (sede do pensamento)
Cérebro raiz (regula as funções básicas)
Sistema límbico
quarta-feira, 9 de março de 2011
Escritório, doce escritório_5/5
Outros fatores além do projeto e das armadilhas de um local de trabalho, como a acústica, podem afetar o desempenho profissional. Um estudo de 2009, da Universidade de Turku, na Finlândia, avaliou como os funcionários se saíram em tarefas cognitivas em ambientes variados com relação a sons. A equipe descobriu que, quando os trabalhadores ouviam sons irrelevantes de fala por perto (imagine um rádio ligado na mesa do colega ao lado), o desempenho em tarefas de compreensão de leitura e memorização de números declinava, assim como o conforto dos participantes. Os pesquisadores especulam que o ruído pode perturbar a memória, além de estimular o estresse; por isso recomendam paredes altas entre as estações de trabalho e uso de materiais que absorvam o som.
Na verdade, oferecer ou negar controle sobre as condições de trabalho dos funcionários tem implicações significativas para seu bem-estar e costuma deflagrar a chamada “síndrome do prédio doente”, com sintomas como irritação nos olhos, nariz, garganta e pele, fadiga, náusea, dores de cabeça e tonturas. A patologia geralmente é atribuída a propriedades físicas do local de trabalho, como problemas de ventilação, aquecimento ou sistemas de ar-condicionado. Mas, em 1989, uma grande pesquisa da Universidade de Copenhague desafiou esse conceito. Os cientistas descobriram que as reclamações são duas vezes mais comuns entre profissionais que estão em posições inferiores e, portanto, exercem pouco controle sobre seus ambientes.
A relação entre a falta de autonomia em relação ao próprio espaço e a síndrome do edifício doente é verdadeira até em ambientes sofisticados, “favoráveis ao funcionário”, como a de uma agência de turismo no Reino Unido, estudada pelo pesquisador Chris Baldry, professor de administração da Universidade de Stirling, na Escócia. Aparentemente, o lugar parecia promissor: áreas com cores fortes eram enfeitadas com palmeiras. Mas um espaço no estilo Panaopticon, o chamado Controle da Missão, permitia que os gerentes monitorassem clandestinamente os funcionários. Estes, por sua vez, reclamavam constantemente da sensação de sufocação e da tosse seca.
A impressão de estar sendo vigiado também está ligada à produtividade. Cientistas da Universidade de Chung-Ang, em Seul, pesquisaram quase 400 trabalhadores e descobriram relação entre o controle percebido pelos funcionários em seus locais de trabalho e sua capacidade de concentração. Nesse estudo, o “controle” foi definido, parcialmente, como ter a possibilidade de mexer na mobília dentro do ambiente profissional e individualizar os enfeites, da mesma forma como nosso escritório incrementado. As respostas da pesquisa indicam que quando as pessoas sentiam que tinham poder de decisão sobre os aspectos físicos de sua área de trabalho os efeitos negativos do barulho e de outros fatores de distração eram reduzidos. O fato é que quando nos sentimos desconfortáveis ficamos menos envolvidos com as atividades. Mas se trabalhamos em espaços aos quais nos sentimos conectados ficamos mais felizes e produtivos – e até mesmo mais saudáveis. Ou seja: felicidade nos torna mais comprometidos e criativos. Pena que alguns patrões ainda não sabem disso...
segunda-feira, 7 de março de 2011
Escritório, doce escritório_4/5

Nossos estudos, publicados em junho na Journal of Experimental Psychology: Applied, mostram que a produtividade do trabalhador aumenta quando sua autonomia é valorizada. As pessoas em um escritório incrementado trabalharam 15% mais rapidamente e com menos erros em comparação àquelas que estavam no escritório básico e reportaram menos queixas relacionadas à saúde. “As pinturas e as plantas realmente alegraram o local” foi uma observação típica em relação ao escritório incrementado. Um participante avaliou, referindo-se ao escritório básico: “Parecia um cenário, sem nada fora do lugar; não dava para relaxar num lugar daqueles”. A produtividade e o bem-estar aumentaram ainda mais – cerca de 30% – no ambiente customizado pelos participantes. “Foi demais; adorei. Que escritório maravilhoso”, disse um dos voluntários. No entanto, quando as escolhas pessoais foram ignoradas, seu desempenho e bem-estar caíram para os mesmos níveis demonstrados no escritório básico. “Eu me senti sabotado”, declarou um dos empregados do escritório “retomado”. “Gastei um tempão arrumando a sala para nada... Sinceramente? Tive vontade de bater em quem mexeu no ‘meu espaço’ ”, afirmou outro funcionário.




