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quarta-feira, 7 de março de 2012

Universidade dos pés descalços

Aprendendo com um movimento de pés-descalços. Em Rajasthan, na Índia, uma escola extraordinária ensina mulheres e homens do meio rural - muitos deles analfabetos - a tornarem-se engenheiros solares, artesãos, dentistas e médicos nas suas próprias aldeias. Chama-se Universidade dos Pés-Descalços, e o seu fundador, Bunker Roy, explica como funciona:


sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

As tuas mãos são para proteger

Spot publicitário espanhol para televisão da Campanha “Tus manos son para proteger”, contra os castigos físicos a crianças.

Esta campanha, cujo slogan é “Levanta la mano contra el castigo físico” é da responsabilidade conjunta do Conselho da Europa e do Ministério de Educação, Política Social e Desporto de Espanha.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

O Renascimento do Parto

Lançamento: Março de 2012

O filme "O Renascimento do Parto" retrata a grave realidade obstétrica mundial e sobretudo brasileira, que se caracteriza por um número alarmante de cesarianas ou de partos com intervenções traumáticas e desnecessárias, em contraponto com o que é sabido e recomendado hoje pela ciência. Tal situação apresenta sérias conseqüências perinatais, psicológicas, sociais, antropológicas e financeiras. Através dos relatos de alguns dos maiores especialistas na área e das mais recentes descobertas científicas, questiona-se o modelo obstétrico atual, promove-se uma reflexão acerca do novo paradigma do século XXI e sobre o futuro de uma civilização nascida sem os chamados "hormônios do amor", liberados apenas em condições específicas de trabalho de parto.

Com a participação especial do cientista Michel Odent, do ator e diretor de cinema Márcio Garcia e sua esposa, a nutricionista Andréa Santa Rosa.

Um filme de: Érica de Paula e Eduardo Chauvet

Direção: Eduardo Chauvet

Uma produção: Master Brasil e Ritmo Filmes

sexta-feira, 15 de julho de 2011

QUANDO É DIFÍCIL APRENDER_3/4

Problemas nos estudos podem ter diversas causas. Consultar um psicopedagogo pode ajudar a resolver a questão.

por Vera Fiori

Fonte: Estadão, 26.05.1996


Super-mães, cuidado!

Se você é do tipo que arruma a mochila do filho, faz a lição, amarra o cadarço do tênis... cuidado! Segundo a psicopedagoga Geórgia Vassimon, do Getep – Grupo de Estudos e Técnicas Psicodramáticas – a superproteção é uma das causas que prejudica a criança nos estudos. Neste caso, a mãe recebe uma orientação e o aluno é estimulado a criar autonomia.

O drama começa por volta da quinta série, quando a criança sai de uma escolinha acolhedora para uma maior. Podem ocorrer vários problemas: a criança é intuitiva, enquanto a escola exige lógica, ou é mais lenta para assimilar as informações. Outras se expressam muito bem verbalmente, mas têm dificuldades com a escrita ou são imaturas em relação â classe.

Nos casos dos adolescentes, a psicopedagoga diz que a maioria não se organiza para estudar. Faz isso com a TV ou o som ligado e se perde ao fazer uma pesquisa ou até mesmo ao consultar índices.

Também são comuns as dificuldades do jovem com trabalhos que envolvem análise-síntese, como assistir a um filme de época e fazer um resumo dos costumes. Os casos encaminhados via escola ao Getep são sempre analisados por um grupo de trabalho formado por psicólogos, pedagogos, professores de Educação Física, eutonistas e especialistas em letras. “Dessa forma”, diz Geórgia, “cada um contribui com sua especialidade, abrindo novas possibilidades para solucionar as dificuldades de cada aluno”.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Vínculo com a mãe influi nas escolhas e no humor

Pesquisadores acreditam que toque feminino traz segurança e
nos torna mais propensos a viver novas experiências


um beijo no bebê anne, pastel sobre papel,
mary cassat, c. 1897, coleção particular
VESTÍGIOS DA INFÂNCIA: Na vida adulta voz materna
aumenta a coragem e diminui o estresse

A forte ligação emocional entre mães e filhos aumenta a vontade infantil de explorar o mundo – um efeito também observado no reino animal. Quanto mais seguros nos sentimos em relação à figura materna, mais propensos estamos a viver novas experiências e a correr riscos. Agora os pesquisadores descobriram que esse efeito se reflete também na vida adulta: uma lembrança do toque materno ou do som de sua voz é suficiente para mudar o humor das pessoas, afetando até a tomada de decisões. A conclusão do estudo desenvolvido na Universidade de Colúmbia pelo adminstrador Jonathan Levav, professor de administração, foi publicada na Psychological Science. Um grupo de estudantes de administração de empresas teve de escolher entre apostas seguras – títulos com 4% de retorno anual – e jogos arriscados, como investimentos na bolsa, por exemplo. Na metade dos casos, os pesquisadores tocavam levemente no ombro dos voluntários antes de dar as instruções. Os estudantes de ambos os sexos tocados por uma pesquisadora tiveram maior propensão a fazer apostas de risco do que aqueles confortados por um homem. “O toque feminino pode ter despertado associações primárias, inspirando a mesma atitude observada em crianças pequenas com mães que as apoiam”, explica o autor principal do estudo.

Para confirmar que um toque de uma mulher remete a sentimentos de segurança, os pesquisadores pediram a outro grupo para tomar decisões financeiras após um exercício no qual metade deles escreveu sobre uma época em que se sentiam seguros e apoiados, enquanto a outra parte abordou justamente o oposto. Evocar uma sensação de insegurança deixou os voluntários do segundo grupo especialmente receptivos ao contato das pesquisadoras e mais dispostos a correr riscos.

No entanto, o toque não é a única fonte de conforto maternal. Em outro estudo, pesquisadores da Universidade de Wisconsin-Madison “estressaram” um grupo de meninas entre 7 a 12 anos com exercícios de matemática e oratória. Logo depois, reuniram algumas com suas mães e às outras ofereceram apenas uma ligação telefônica. As garotas que apenas falaram com as mães liberaram tanta ocitocina, o hormônio dos vínculos sociais, quanto as que puderam abraçá-las. Os dois grupos tiveram níveis igualmente baixos de cortisol, o hormônio do estresse, o que pode explicar por que tantas pessoas ligam para a mãe quando estão tristes.

Fonte: Revista Mente&Cérebro nº 214 - novembro/2010, pg 74.