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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Profissão: A Importância da Escolha_6/6

por Luiz Arnaldo Stevanato

Professor universitário, consultor de RH e psicólogo

Matéria dividida 6 postagens, nos dias 15, 17, 19, 22, 24 e 26 de Agosto.


Fim do trabalho. E a identidade?

A última fase do ciclo de carreira/trabalho é bastante dedicada pelo impacto que tem sobre a pessoa como um todo É o momento dedo desligamento da carreira, ou pós-trabalho como está sendo chamado atualmente. Aqui a grande tarefa é (re)aprender a manter a identidade de a auto-estima, mesmo sem desempenhar o papel profissional a que se acostumou ou mesmo sem o status de antes.

Nesta fase, as pessoas costumam fazer uma avaliação da sua vida profissional, procurando compreender qual foi seu significado dentro da existência. É como se a pessoa se perguntasse: “Porque realizei estas coisas? Qual a importância disso tudo para a minha vida? Valeu a pena?”

Assim o trabalho mostra, de forma explícita, a sua função de foco orientador da existência. Nesta etapa da vida, dos 60 anos em diante, a busca do indivíduo é pelo seu senso de integridade e pela convivência tranqüila com os outros e consigo mesmo.

Famosas últimas palavras

Uma carreira gratificante não é obra do acaso, tão pouco existe sorte. Ela é fruto de escolhas inteligentes e muitas vezes corajosas. Demanda a solução das dúvidas na hora certa, a elaboração das perdas e a realização das mudanças necessárias. Uma carreira bem resolvida e plena se significado dá às pessoas a certeza de que valeu a pena ter sido vivida.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Profissão: A Importância da Escolha_5/6

por Luiz Arnaldo Stevanato

Professor universitário, consultor de RH e psicólogo

Matéria dividida 6 postagens, nos dias 15, 17, 19, 22, 24 e 26 de Agosto.


Etapas de vida e objetivos profissionais

O projeto profissional afeta a existência em toda sua extensão. Não basta ao adolescente equacionar as suas dúvidas vocacionais, para que todo problema da identidade ocupacional esteja resolvido.

Na verdade, a carreira profissional é um problema que acompanha a pessoa por toda a vida, sendo que, em que cada etapa de vida mudam as questões, que solicitam decisões, em relação à carreira profissional.

Edgard Schein, psicólogo e pesquisador americano, afirma que cada pessoa pode ser concebida como existindo num mundo no qual há múltiplas questões e problemas para serem resolvidos. Segundo este pesquisador, para os ocidentais, existiriam três categorias básicas de problemas.

Aqueles que derivam de processos biológicos e sociais, os ligados às relações familiares e o terceiro derivaria do trabalho e da carreira. O ciclo trabalho/carreira envolveria assim, desde as primeiras imagens ocupacionais, a escolha vocacional pelo adolescente, depois os vários estágios da vida no trabalho com suas crises e mudanças e, finalmente, aposentadoria, que não precisa significar o fim do trabalho, mas que coloca novas questões sobre a careira.

Em nossa cultura ocidental, existe um complexo sistema de classificação etária, onde a cada categoria corresponderia um conjunto de expectativas. Assim, é esperado que a criança seja impulsiva e descompromissada. Do adolescente, espera-se que seja confuso e que esteja ansioso para atingir a idade adulta. Já os adultos devem ser responsáveis quanto às suas obrigações profissionais e familiares. E os velhos devem aceitar a diminuição da sua capacidade física e reduzir o nível de suas responsabilidades.

Em relação a carreia profissional podemos afirmar que existem ciclos, que variam de pessoa para pessoa, mas que de modo geral, apresentam problemas gerais e tarefas específicas. O adolescente enfrenta problemas para se auto-explorar e conhecer sues interesses, necessidades e habilidades. Deve desenvolver uma base realística para fazer uma escolha vocacional.

Uma vez resolvida a questão vocacional, o jovem deve começar a se preocupar em obter formação e treinamento adequado para a ocupação que escolheu. Ao completar seu ciclo básico de formação e treinamento, cabe ao jovem escolher como irá ingressar no mercado de trabalho. É o ritual de passam para o mundo adulto. Deve fazer uma avaliação sincera das oportunidades e dos seus pontos fortes e fracos, procurando traçar um plano de carreira de longo prazo, que leve em conta seus sonhos e ambições profissionais, bem como informações sobre sua ocupação em particular.

Mais à frente, o profissional deverá fazer uma reavaliação da sua trajetória, procurando “medir” o quanto conseguiu alcançar daqueles objetivos que traçou para ele mesmo. Aliás, deve reavaliar seus objetivos, talvez eles tenham mudado, talvez os seus valores enquanto pessoa tenham mudado. Esta seria uma etapa para se redimensionar o projeto profissional o que ocorreria por volta dos 30-35 anos. É nesta fase que tomamos consciência de modo bastante claro da finitude da vida. Por isso é fundamental reavaliar as opões de carreira, para poder escolher o que realmente for importante.

A fase seguinte poderia ser chamada de “crise do meio da carreira” (midcarrer crises). Esta fase começaria aos 45 anos. É um período de crise, mas não significa que seja desprazeroso, muito menos improdutivo. Pelo contrário, neste período atinge-se o ponto máximo de conhecimento e habilidades do papel profissional. Nesta fase, as pessoas costumam avaliar o que conseguiram realizar em termos profissionais e muitas vezes se descobrem insatisfeitas. Surge uma preocupação com outras esferas da vida e com a relação que estas mantém entre si. A pessoa passa a questionar o quanto seu papel profissional ajudou ou prejudicou outros papéis como de marido, esposa, pai ou mãe. É uma fase propicia a mudanças na vida profissional e pessoal, mas são mudanças com vistas a compromissos mais estáveis ou até definitivos. Funciona como uma preparação para a fase seguinte.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Profissão: A Importância da Escolha_4/6

por Luiz Arnaldo Stevanato

Professor universitário, consultor de RH e psicólogo

Matéria dividida 6 postagens, nos dias 15, 17, 19, 22, 24 e 26 de Agosto.



O papel dos objetivos profissionais

Existem vários instrumentos que podem auxiliar no processo de tomada de decisão sobre a carreira. Os inventários de interesse, planos de ação e matrizes de auto-percepção, etc., servem para tornar mais claro e organizado o processo de reflexão, elaboração e escolha profissional. Um dos papéis mais importantes destes instrumentos é o de facilitar a definição dos objetivos do projeto profissional e dos passos intermediários.

Frequentemente, as pessoas perguntam qual a finalidade de fazer planos e estabelecer objetivos para a vida profissional? Vejamos. Temos de reconhecer que o nosso tempo de vida consiste no recurso mais escasso de que dispomos. De fato, morrer não se coloca, exatamente, como uma opção. A morte é um dos únicos momentos da existência humana, onde nossa decisão não terá influência sobre a existência. Normalmente, não escolhemos quando morrer, muito menos temos o direito de escolher não morrer.

Então, se a existência é finita e nosso tempo escasso, por princípio, devemos escolher estabelecendo prioridades. Esta é uma das tarefas mais difíceis.

Todo orientador profissional já passou pela situação de atender a um adolescente que, na dúvida do que fazer, escolhe várias ocupações incompatíveis. Este seria um traço de onipotência do adolescente, que de alguma forma, o livraria da tarefa de escolher.

Escolher significa de devemos abortar as outras opções que foram preteridas. É esta responsabilidade que assombra ao adolescente e, mesmo, aos adultos.

Quando falamos em definir os objetivos do projeto profissional, queremos dizer que se deve

1º) escolher, dentre todos, os objetivos realmente significativos

2º) estabelecer uma ordem de prioridade entre eles

3º) definir as estratégias e as alternativas para tentar alcançá-los.

Os três passos, descritos acima, representam uma simplificação esquemática do trabalho de planejamento de carreira. O processo é muito mais complexo e sinuoso, do que faz supor este esquema.

O importante é que a pessoa faça um trabalho de reflexão, onde ela explore os seus interesses, valores e necessidades em relação ao trabalho. Além dessa auto-exploração do universo interior, o sujeito deve procurar elaborar as perdas pelas opções preteridas, bem como investigar a viabilidade técnica e econômica do seu projeto profissional. Este trabalho, de planejamento de carreira, trata maior clareza aos seus objetivos e, consequentemente, a pessoa se sentirá mais autoconfiante para tentar realizá-los.

Concluindo, o grande papel dos objetivos profissionais não está baseado tanto na certeza de sua execução, mais muito mais, no seu caráter motivador intrínseco que inspira as pessoas. O sentimento de auto-realização advém muito mais do percurso trilhado para realizar um objetivo, que do simples fato de atingi-lo.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Profissão: A Importância da Escolha_3/6

por Luiz Arnaldo Stevanato

Professor universitário, consultor de RH e psicólogo

Matéria dividida 6 postagens, nos dias 15, 17, 19, 22, 24 e 26 de Agosto.




Autonomia e limites para escolher

Existem condições concretas de vida, como mercado de trabalho, a posição social, o nível de educação formal etc, que impõe limites à liberdade de escolha ocupacional do indivíduo. Mas estes limites não invalidam o princípio da liberdade de escolha do indivíduo. Eles apenas definem a base real, dentro da qual o sujeito irá fazer suas escolhas profissionais Mesmo os limites dessa base real não são rigidamente definidos. Além destes limites concretos, existe uma outra ordem de problemas que recaem sobre o processo de escolha: são as dificuldades pessoais.

Uma vez que as decisões sobre a carreira só podem ser tomadas pelo indivíduo, toda a responsabilidade pelas consequências destas decisões, também pesam sobre ele. Para alguns chega a pesar de tal forma, que a solução encontrada é não tomar decisão alguma. Assim, muitas pessoas procuram “empurrar com a barriga” seu problemas profissionais. Acreditando que não tomando decisões também estariam livres das consequências. Porém, eles se esquecem que não tomar numa decisão importante também significa fazer uma escolha. E isto terá suas consequências.

Se uma pessoa está insatisfeita com seu trabalho atual, por achar que ele não oferece oportunidades e desafios condizentes, ela deveria procurar uma outra alternativa profissional. Mas, como é muito frequente, este pessoa argumenta consigo mesma que o mercado de trabalho está difícil e que no emprego atual ela já está bem integrada, logo decide deixar uma decisão sobre uma provável mudança para “mais tarde”.

Outro exemplo, bastante comum entre adolescentes é do indivíduo que deixa de escolher uma profissão que ele deseja muito, pela qual alimenta uma verdadeira paixão, para se dedicar a uma profissão que é valorizada pelos pais, pelos amigos, ou ainda porque dizem que paga muito bem.

O ponto em comum desses dois exemplos é que, em ambos, as pessoas não tomaram as decisões que lhes caberia, por medo das consequências, insegurança, etc., ou seja, recusaram-se a assumir a autoria das suas escolhas, condenando-se a viver de uma modo inautêntico.

Heidegger, outro filósofo existencialista, afirma que o vier de modo inautêntico leva o homem a agir de acordo com o que dizem que é certo ou errado, obedecendo a ordens e proibições, sem indagar suas origens e motivações. Lê o que todos Lêem, come o que todos comem, segue este ou aquele modismo (profissão?) que dizem mais conveniente. O homem inautêntico torna-se homem-massa, alheia-se a si mesmo.

Este viver inautêntico, em termos profissionais, condena as pessoas a trabalhos sem significado existencial, onde elas nunca encontram paixão, nem conseguem se reconhecer enquanto autores da sua obra, perdendo uma de sua s maiores oportunidades de se desenvolverem enquanto seres humanos.

Além do que, não existe nada pior do que sofrer as consequências de uma decisão que não reconhecemos como nossa. Deixando que os outros escolham por ele, o indivíduo será responsável, ainda que não queira, pelas consequências dessas decisões.

Por estes motivos é que a liberdade da escolha profissional deve ser encarada como um dos problemas mais sérios da vida das pessoas. Importante acrescentar que mesmo pessoas que têm vivido de modo inautêntico podem retomar a autoria da sua existência pessoal e profissional, desde que estejam dispostas a assumir as responsabilidades que este projeto impõe. Muitas vezes, isto só é possível com a ajuda de um profissional terapeuta ou orientador profissional. Eles não tomarão decisões pela pessoa, o que seria repetir a mesma inautenticidade, mas colaboram para tornar o processo mais fácil e consciente, na medida do possível.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Profissão: A Importância da Escolha_2/6

por Luiz Arnaldo Stevanato

Professor universitário, consultor de RH e psicólogo

Matéria dividida 6 postagens, nos dias 15, 17, 19, 22, 24 e 26 de Agosto.



O processo de escolha

Talvez seja um dos momentos mais difíceis e decisivos na vida de uma pessoa aquele no qual ela faz uma opção de carreira. Tal decisão, como bem o sabemos, terá consequências para toda sua vida.

Mas a escolha profissional não é apenas um momento localizado e sim um processo complexo, que envolve basicamente três etapas e começa por:

a) envolver adolescentes na definição de uma carreira, este processo de escolha terá continuidade quando:

b) ele for tomar a decisão de como iniciar sua carreira, qual será sua área de especialização (Direito Civil ou Tributário, Psicologia Clínica ou Escolar, etc) ou por onde começar a trabalhar (em que tipo de instituição). E mais ainda,

c) em todos os momentos que uma decisão importante em relação a carreira for tomada, lá estará o indivíduo fazendo escolhas.

Este processo de escolha irá acompanhá-lo por toda a sua vida.

A escolha como um processo fundamental na constituição da identidade do ser humano é um dos t5emas que mereceu a mais aprofundada reflexão filosófica, notadamente do pensador existencialista Jean Paul Sartre. Para ele, a escolha é o fundamento

da liberdade. Porque pode escolher, o ser humano é livre. E a liberdade é a qualidade que define o ser humano.

Uma pedra não escolhe ser uma pedra, mas o ser humano decide se vai ser corajoso ou covarde, engenheiro ou médico. Um tigre é um tigre, não lhe é dada outra opção. Já o homem torna-se ser humano, em função da sua liberdade de escolha.

Para o filósofo, é através da liberdade que o homem escolhe o que há de ser, escolhe sua essência e busca realizá-la. É a escolha que faz, entre as alternativas com que se defronta, que constitui sua essência. E é esta escolha que lhe permite criar seus valores. Não há como fugir a essa escolha, pois mesmo a recusa em escolher já é uma escolha.

Para o existencialismo não existe uma essência anterior à existência que determine ao indivíduo o que fazer, o que escolher. Mas é justamente o ato da escolha que definirá a essência ou a identidade do homem. A cada momento, o homem tem de escolher aquilo que será no instante seguinte. O homem deve ser inventado todos os dias, afirma Sartre.

Na medida em que o indivíduo vai fazendo suas escolhas profissionais, ele vai desenvolvendo a sua chamada identidade ocupacional. E esta identidade ocupacional constitui uma parcela importante da identidade ou personalidade como um todo. Assim, ao fazer escolhas profissionais o indivíduo estará escolhendo o que ele deseja ser como pessoa.

A forma que o indivíduo escolhe para se inserir no mundo do trabalho é cheia de significado existencial, porque ela aponta a maneira como o homem escolheu para se relacionar com os outros homens, com a natureza e com o mundo em geral.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Profissão: A Importância da Escolha_1/6

por Luiz Arnaldo Stevanato

Professor universitário, consultor de RH e psicólogo

Matéria dividida 6 postagens, nos dias 15, 17, 19, 22, 24 e 26 de Agosto.

A escolha da carreira profissional é um dos momentos mais importantes da vida humana. Através de seu trabalho o ser humano s manifesta, se define e se desenvolve.

Sem trabalho toda vida apodrece. Mas, sob um trabalho sem alma, a vida sufoca e morre” (Albert Camus)


Definitivamente o trabalho ocupa um papel de destaque na existência humana. A realização profissional mantém uma estreita relação com a realização pessoal. Por outro lado, uma vida profissional desprazerosa, muito provavelmente estará associada a uma existência pobre de sentido. Seja como fonte de prazer ou sofrimento, o Trabalho ocupa importante posição de foco orientador da existência humana. Muito da identidade do indivíduo é dado pelas opções profissionais que ele faz.

Em seu sentido positivo, o trabalho se constitui como o meio privilegiado de expressão da humanidade. É através do trabalho que ela tenta realizar seus desejos e seus sonhos. O trabalho permite ao ser humano imprimir sua marca na história e na cultura. E é através do trabalho que a humanidade constrói o que convencionamos chamar de civilização.

Um simples vaso de barro feito por um artesão de uma antiga civilização quando é descoberto por uma arqueólogo, é percebido como um símbolo da inteligência e da ação transformadora do homem, que é capaz de deixar suas marcas para além da sua fugaz existência individual.

Da mesma forma que as descobertas arqueológicas dizem muito sobre as antigas civilizações, as opções em termos de carreira dizem muito sobre o indivíduo. Ao decidir por uma profissão ele está escolhendo o meio privilegiado através do qual irá expressar seus valores e habilidades, bem como satisfazer suas necessidades.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Orientação Vocacional

Vídeo dividido em 2 partes, com legendas em português, do Discurso de Steve Jobs para os formandos de 2005 da Universidade de Stanford.

Steven Jobs, é um empresário norte americano, co-fundador das empresas de informática Apple Inc, da NeXT e do estúdio Pixar.

PARTE 1


PARTE 2


Fonte: Blog Voto Livre e Facultativo e Blog Tetris

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

A escolha da Carreira Profissional


A escolha da carreira profissional é um dos momentos mais importantes da vida humana. Através de seu trabalho, o ser humano se manifesta, se define e se desenvolve.

Definitivamente o trabalho ocupa um papel de destaque na existência humana. A realização profissional mantém uma estreita relação com a realização pessoal.

O trabalho se constitui como o meio privilegiado de expressão da humanidade. É através do trabalho que ela tenta realizar seus desejos e seus sonhos. O trabalho permite ao ser humano imprimir sua marca na história e na cultura. E é através do trabalho que a humanidade constrói o que convencionamos chamar de civilização.

Um simples vaso de barro feito por um artesão de uma antiga civilização, quando é descoberto por um arqueólogo, é percebido como um símbolo da inteligência e da ação transformadora do homem, que é capaz de deixar sua marca para além de sua fugaz existência individual.

Da mesma forma que as descobertas arqueológicas dizem muito sobre as antigas civilizações, as opções em termos de carreira dizem muito sobre o indivíduo. Ao decidir por uma profissão, ele está escolhendo o meio privilegiado através do qual irá expressar seus valores e habilidades, bem como satisfazer suas necessidades.

Talvez seja um dos momentos mais difíceis e decisivos na vida de uma pessoa, aquele no qual ela faz uma opção de carreira. Tal decisão, como bem o sabemos, terá conseqüências para toda a sua vida.

Para Jean Paul Sartre, a escolha é o fundamento da liberdade. Porque pode escolher, o ser humano é livre. E essa liberdade é a qualidade que define o ser humano.

Uma carreira gratificante não é obra do acaso, tão pouco existe sorte. Ela é fruto de escolhas inteligentes e muitas vezes corajosas. Demanda a solução das dúvidas na hora certa, a elaboração das perdas e a realização das mudanças necessárias. Uma carreira bem resolvida e plena de significado dá às pessoas a certeza de que valeu a pena ter sido vivida.

Orientação Vocacional

Desde muito cedo, numa evidente, natural e compreensível atitude de defesa, o jovem acostuma-se a especular sobre o seu futuro.

Que futuro estará reservado para mim? O que vou escolher para estudar? Que carreira vou seguir? Qual o trabalho que me dará mais satisfação?

Estas e inúmeras outras perguntas semelhantes refletem bem as dúvidas e preocupações que envolvem os jovens e, também, seus pais.

Todas estas dúvidas ocorrem na difícil fase da adolescência, quando fatores de toda ordem – orgânicos, psicológicos e sociológicos – interferem tão ativa e conflitantemente no comportamento do jovem, aumentando a sua insegurança.

Orientação vocacional é o encaminhamento para o trabalho adequado às aptidões, aos interesses e aos ideais de cada indivíduo, isto é, “processo de assistir um indivíduo na escolha de uma profissão ou carreira; prepará-lo para ela, de fazê-lo nela entrar, e fazê-lo nela progredir”.

“Sem trabalho, toda vida apodrece. Mas, sob um trabalho sem alma, a vida sufoca e morre”. (Albert Camus)