Mostrando postagens com marcador jovens. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador jovens. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Proibir que seus filhos bebam de fato funciona, aponta estudo

Tendência é notada mais claramente entre os meninos.
Pesquisa foi feita com adolescentes com entre 12 e 16 anos.

Do G1, em São Paulo

Uma pesquisa holandesa publicada online pela revista científica “Alcoholism: Clinical & Experimental Research” mostrou que os adolescentes tendem a beber menos quando os pais impõem regras mais severas sobre o consumo de álcool.

O estudo foi feito com 238 adolescentes com idade entre 12 e 16 anos. Eles responderam a questionários contando como é o comportamento dos pais em relação ao álcool. Os jovens também falaram quanto álcool eles próprios tinham consumido no último mês.

Além disso, os pesquisadores testaram o impulso dos adolescentes em relação ao álcool. Isso foi feito por meio de um sistema conhecido como memória de trabalho, que analisa a resposta de cada um a um estímulo específico – como garrafas ou cheiro de bebida.

A tendência é notada mais claramente entre os meninos. Quando proibidos, eles bebem menos que as meninas da mesma idade. No entanto, quando os pais permitem, o consumo de álcool deles é maior que o delas.

“Em resumo, a relação entre a imposição de regras por parte dos pais e o uso de álcool na adolescência está bem estabelecido”, disse a autora Sara Pieters, em material divulgado pela Universidade Radboud, em Nijmegen.

Ela indicou que, anteriormente, outros estudos já indicavam essa relação, mas que essa foi a primeira pesquisa a mostrar que o impulso dos jovens também é influenciado.

sexta-feira, 2 de março de 2012

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Maconha e memória

Folha de São Paulo - Gilberto Dimenstein

Seria ótimo que todos tomassem conhecimento da pesquisa realizada pela Universidade Federal de São Paulo mostrando que a maconha afeta em 30% a memória --o que é uma brutalidade-- dos jovens abaixo dos 15 anos, quando o cérebro ainda está em formação. É um alerta para os pais, educadores e especialmente para os jovens.

Sou daqueles que defendem há muito tempo a ideia de que a repressão policial ao consumo de maconha é mais prejudicial do que seu uso. Segundo os cientistas, essa droga causa menos danos do que álcool e cigarro, como sabemos.

Isso nos torna ainda mais responsáveis de divulgar, sem moralismos macabros, os perigos para a saúde do abuso da maconha, que afeta a concentração, prejudica os estudos e o trabalho. Ter a memória afetada precocemente significa danos no trabalho, cortando uma série de possibilidades.

As marchas a favor da descriminação da maconha deveriam colocar, na sua plataforma, aviso aos riscos da saúde.

Esse discurso não pode ficar restrito aos moralistas e não moralistas. Jovens diminuíram o consumo do cigarro porque objetivamente viram que ali se tirava um pedaço da vida.

Daí que não consigo engolir o uso de celebridades para estimular qualquer produto com propriedade psicoativa como o álcool.

Fonte: UNIAD

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Pô! Me pedir pra ler site de maconheiro já é um pouco demais! Ou: questão de lógica elementar

Por Reinaldo Azevedo

Pô, pessoal! Mandar pro Tio Rei link do que sites de maconheiros andam dizendo sobre o blog? Sacanagem, né? Vocês não acham mesmo que vou bater boca com a turma, né? Aliás, deve ser coisa dos próprios autores. É preciso estar meio fumado para achar que vou entrar nessa. Eu lá quero saber o que maconheiros fazem da vida!? Por mim, se quiserem fumar o cocô do cavalo do bandido, não tou nem aí; não é problema meu. Eu debato é política pública.

Liberada a maconha, não há nenhuma boa razão para manter na ilegalidade as demais drogas. “Ah, são mais fortes…” Entendi: vamos permitir a alteração de consciência, mas só um pouquinho… O que deixa essa turma furiosa — e, até que não tenham resposta para isto, deveriam parar de torrar a paciência — é que não há argumento possível para a descriminação do crack, por exemplo. O desastre é muito visível. Daí o esforço para tornar a maconha alguma coisa leve, sem conseqüência, como tomar um Chicabon. O problema de evocar as drogas pesadas é que elas denunciam a real natureza da maconha.

Como o povo é ruim de lógica — e não seria um maconheiro a gostar desse esporte (é claro que os há inteligentes, apesar da droga, não por causa dela) —, as bobagens vão se acumulando. Há pesquisas aos montes, basta procurar, demonstrando que a primeira droga dos usuários de substâncias pesadas foi a maconha. Há uma escala e uma escalada. Aí o sujeito simplesinho diz assim: “Ainda que a primeira droga dessa turma tenha sido a maconha, a verdade é que um monte de gente fica só na maconha”. Mas isso reforça o meu argumento, não o dele. Como? Eu explico.

Se a maconha é a porta de entrada para a espiral sem volta, quanto mais pessoas expostas à primeira droga, maior será o número de pessoas caminhando para o abismo. A legalização da maconha seria apenas um fator de expansão do mercado consumidor das drogas pesadas, em cuja legalização ninguém fala porque a defesa da liberação da maconha só pode ser feita depois do assassinato da lógica. Em suma: AFIRMAR QUE A LEGALIZAÇÃO DA MACONHA DIMINUI O PODER DO NARCOTRÁFICO E UMA FALÁCIA. SÓ AUMENTARIA A CLIENTELA DO TRAFICANTE DAS DROGAS QUE CONTINUASSEM PROIBIDAS. Ou, então, libere-se tudo! E que Deus tenha de nós a piedade que os homens não tiveram.

PS - “Se a pessoa quer o abismo, problema dela”, dirá um “liberal inocente”, achando ser um “liberal liberal”, em oposição a este “liberal conservador”. Infelizmente, não é assim. O exército de zumbis dos crack que vagam hoje pelas nossas cidades evidencia que não se trata apenas de uma questão de escolha pessoal.

Fonte: UNIAD

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Uso excessivo de jogos eletrônicos pela geração digital preocupa pais_5/5

Matéria, dividida em 5 partes, que será publicada nos dias 05, 07, 09, 12 e 14 de Setembro

Por Karina Toledo

O Estado de São Paulo, pág. A24, 08.02.2011

Questionário

No último ano você:

- Ficou mais preocupado em jogar videogame, ler sobre os jogos ou planejar a próxima oportunidade de jogo?

- Gastou mais tempo e dinheiro com jogos para atingir o mesmo grau de satisfação de antes?

- Tentou impor limite no tempo de jogo? Em caso afirmativo, obteve sucesso?

- Ficou irritado ou ansioso quando tentou reduzir o tempo?

- Usou os jogos como forma de escapar de problemas?

- Já mentiu para familiares ou amigos sobre o tempo de jogo?

- Já cometeu algum ato ilegal ou antissocial para conseguir acesso a jogos?

- Negligenciou afazeres domésticos ou escolares para ficar mais tempo jogando?

- (Para estudantes) Já teve mau rendimento em prova ou dever de casa por ter passado muito tempo jogando?

- (Para não estudantes) Suas atividades no trabalho já foram prejudicadas por você ter passado muito tempo jogando?

- Precisou de ajuda financeira de familiares ou amigos por ter gastado muito com acessórios, jogos ou taxa de internet?

Avaliação:

Conte 1 ponto para cada “Sim”, 0 ponto para cada “Não” e 0,5 para cada “Às vezes” (com exceção do item 3, que rende 1 ponto apenas se tentou limitar e não obteve sucesso. Acima de 5 pontos pode-se considerar jogo patológico. (Gentile 2009).

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Uso excessivo de jogos eletrônicos pela geração digital preocupa pais_4/5

Matéria, dividida em 5 partes, que será publicada nos dias 05, 07, 09, 12 e 14 de Setembro

Por Karina Toledo

O Estado de São Paulo, pág. A24, 08.02.2011


Entrevista

Douglas Gentile, Diretor do Laboratório de Pesquisa de Mídia da Universidade de Iowa, nos Estados Unidos.

Graduado em psicologia pela Universidade de Nova York, mestre e doutor em psicologia infantil pela Universidade de Minnesota. Atualmente é professor do Departamento de Psicologia da Universidade de Iowa.

O psicólogo Douglas Gentile coordenou um estudo com mais de 3 mil crianças de Cingapura em idade escolar. A pesquisa, publicada na última edição da revista Pediatrics, constatou que um em cada dez menores era viciado em jogos e a maioria não conseguia se livrar do problema. O artigo também aponta que, embora as crianças já tivessem propensão a desvios de comportamento, o uso excessivo de videogames aparentemente agravou esses transtornos.

- Como o sr. Define o vício em jogos eletrônicos?

Na minha opinião, é um transtorno do controle dos impulsos. Ou seja, o jogador sabe que deveria fazer sua tarefa, mas não consegue frear o impulso de continuar jogando. Isso significa que não é algo nos jogos que é “viciante”, mas que a pessoa permitiu que o hábito tomasse proporção exagerada.

- Para a maioria dos pais, é difícil distinguir a brincadeira prolongada da condição patológica. Como ajudá-los?

Medir o tempo gasto em uma atividade não é maneira adequada de diagnosticar um vício. Por exemplo, muitas pessoas bebem muito álcool, mas não são alcoólatras. Para ser um vício, um adicto deve fazer algo de forma a prejudicar sua vida. E também prejudicar múltiplas área de sua vida, não apenas uma ou duas.

O sr. Acredita que o vício em jogos é um sintoma de uma condição pré-existente?

A princípio pensamos que era um sintoma de outros problemas, como depressão ou fobia social, mas descobrimos que é o oposto. Parece que a depressão, a ansiedade e as fobias sociais pioraram quando o vício piorou e melhoraram assim que o vício melhorou.

Há algum conselho que o sr. pode dar para os pais?

Estabeleça limites claros tanto no tempo de jogo (recomendo não mais de uma hora por dia) quanto no conteúdo (os jogos devem ser apropriados para a idade e não devem incluir ações violentas).

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Uso excessivo de jogos eletrônicos pela geração digital preocupa pais_3/5

Matéria, dividida em 5 partes, que será publicada nos dias 05, 07, 09, 12 e 14 de Setembro

Por Karina Toledo

O Estado de São Paulo, pág. A24, 08.02.2011

Sem temor

Para Quézia Bombonatto, da Associação Brasileira de Psicopedagogia, os pais não podem ter medo de colocar limites. O ponto de equilíbrio, diz, vai depender dos valores de cada família.

Como o cérebro de crianças e adolescentes ainda não está totalmente formado, eles têm mais dificuldade para controlar seus impulsos, explica a neuropsicóloga Adriana Foz. “Os pais precisam estar próximos para ampara-los, assim como cuidam de um bebê que está aprendendo a andar”. No caso de crianças menores, continua, cabe aos pais determinar quando, como e para que usar o computador. Com os adolescentes é preciso manter o diálogo. “O mundo digital oferece inúmeras oportunidades de desenvolvimento cognitivo, aprendizagem e diversão. Não temos como negar, nem omitir, mas aprender a fazer um uso saudável e agregador”.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Uso excessivo de jogos eletrônicos pela geração digital preocupa pais_2/5

Matéria, dividida em 5 partes, que será publicada nos dias 05, 07, 09, 12 e 14 de Setembro

Por Karina Toledo

O Estado de São Paulo, pág. A24, 08.02.2011


Número mágico

Segundo o psiquiatra Aderbal Vieira Júnior, do Ambulatório de Tratamento de Dependências Não Químicas da Unifesp, não existe um “número mágico” que caracterize a dependência. “Há pessoas que vão sofrer prejuízos com duas horas diárias de uso e outras que podem jogar oito horas e continuar bem. É preciso olhar o contexto”, diz. A relação disfuncional com o jogo, contínua, é sintoma de um problema anterior.

Rosa Farah, coordenadora do Núcleo de Pesquisa da Psicologia em Informática da PUC-SP, concorda. Ela realiza um trabalho de orientação por e-mail a dependentes de internet e jogos eletrônicos e conta que o primeiro passo para a recuperação é identificar a dificuldade que levou ao uso abusivo.

Geralmente são jovens introvertidos que não se sentem muito prestigiados na vida real, mas nos jogos conseguem ser os melhores”, conta. Também costumam estar subjacentes problemas de autoimagem e de comunicação com a família.

Proibir o uso do computador ou do videogame, diz Rosa, não é a solução. “O melhor que os pais podem fazer é ter uma atitude preventiva. Para isso é preciso conhecer as possibilidades do mundo virtual, aproximar-se do jovem, acompanhar o uso das tecnologias e ajuda-lo a discriminar o bom do ruim”.

A administradora Angélica tem procurado colocar essa ideia em prática com a filha Gabriela. “Para entrar em um site novo de jogo, ela precisa me avisar antes para eu avaliar o conteúdo. As conversas no MSN também devem ser gravadas e, de vez em quando, dou uma olhada”. Angélica conta que a interação com pessoas desconhecidas por meio dos jogos é o que mais a preocupa.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Uso excessivo de jogos eletrônicos pela geração digital preocupa pais_1/5

Matéria, dividida em 5 partes, que será publicada nos dias 05, 07, 09, 12 e 14 de Setembro

Por Karina Toledo

O Estado de São Paulo, pág. A24, 08.02.2011


Jogos eletrônicos já foram acusados de causar problemas como obesidade, déficit de atenção, timidez e agressividade excessiva. Outros estudos, porém, alardearam seus benefícios no desenvolvimento de noção espacial, habilidades visuais e motoras e no combate ao declínio mental que surge com a idade. A tecnologia, dizem especialistas, não é vilã nem mocinha. O segredo é o uso adequado. Mas, para pais de crianças e adolescentes da geração digital, isso nem sempre é algo fácil de definir.

Alex de Oliveira, de 13 anos, já se recusou a visitar o pai, em outra cidade, para não ficar longe do videogame. “O pai não deixa ele levar, pois acha que Alex joga demais durante a semana”, conta a mãe, Andréa de Oliveira, de 44 anos. Ela diz que tenta impor limites, mas tem dificuldade. “Nunca foi mau aluno. Então, fico sem argumento”.

As angústias da administradora Angélica Bastos, de 33 anos, são parecidas. Ela reclama que a filha Gabiela, de 11 anos, deixa de brincar de patins e nadar com as crianças do prédio para jogar. No fim de semana, não quer passear com a família e, para onde vai, leva um videogame portátil a tiracolo. “Acho um exagero, mas não sei medir se isso a prejudica”, diz.

A diferença entre o uso abusivo e o recreacional da internet e dos jogos eletrônicos ainda é um pântano mesmo para especialistas, diz o psicólogo Cristiano Nabuco de Abreu, coordenador do Ambulatório dos Transtornos do Impulso do Hospital de Clínicas de São Paulo. Essa geração digital, diz ele, foi educada sob a perspectiva de estar conectada e tem características muito diferentes das anteriores. “Possuem mais amigos virtuais que reais. Preferem conversas on-line. Até seus bichos de estimação são virtuais”, afirma.

Até aí, tudo bem. O problema surge quando o jovem começa a migrar da vida real para a virtual e passa a negligenciar atividades comuns. Como esse uso excessivo não deixa sinais físicos,a diferenciação acaba sendo feita pelo prejuízo causado nas diversas áreas da vida, explica o psiquiatra Daniel Spritzer, coordenador do Grupo de Estudos sobre Adições Tecnológicas (Geat), do Rio Grande do Sul. “A esfera escolar é geralmente a mais afetada, com uma marcada queda no rendimento”.

Foi o caso do estudante André Muniz, de 17 anos. “Tinha dificuldade de me concentrar durante as aulas, pois ficava pensando no jogo”, conta. Embora seu desempenho nas provas não fosse ruim, tinha a nota prejudicada por não entregar os trabalhos de casa. “Ele tem facilidade e foi bem no vestibular, mas poderia ter uma performance muito melhor no colégio se não fosse os games”, lamenta o pai, Onofre Muniz, de 69 anos.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Profissão: A Importância da Escolha_6/6

por Luiz Arnaldo Stevanato

Professor universitário, consultor de RH e psicólogo

Matéria dividida 6 postagens, nos dias 15, 17, 19, 22, 24 e 26 de Agosto.


Fim do trabalho. E a identidade?

A última fase do ciclo de carreira/trabalho é bastante dedicada pelo impacto que tem sobre a pessoa como um todo É o momento dedo desligamento da carreira, ou pós-trabalho como está sendo chamado atualmente. Aqui a grande tarefa é (re)aprender a manter a identidade de a auto-estima, mesmo sem desempenhar o papel profissional a que se acostumou ou mesmo sem o status de antes.

Nesta fase, as pessoas costumam fazer uma avaliação da sua vida profissional, procurando compreender qual foi seu significado dentro da existência. É como se a pessoa se perguntasse: “Porque realizei estas coisas? Qual a importância disso tudo para a minha vida? Valeu a pena?”

Assim o trabalho mostra, de forma explícita, a sua função de foco orientador da existência. Nesta etapa da vida, dos 60 anos em diante, a busca do indivíduo é pelo seu senso de integridade e pela convivência tranqüila com os outros e consigo mesmo.

Famosas últimas palavras

Uma carreira gratificante não é obra do acaso, tão pouco existe sorte. Ela é fruto de escolhas inteligentes e muitas vezes corajosas. Demanda a solução das dúvidas na hora certa, a elaboração das perdas e a realização das mudanças necessárias. Uma carreira bem resolvida e plena se significado dá às pessoas a certeza de que valeu a pena ter sido vivida.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Amigos, pais e baladas influenciam jovens a começar a fumar, diz estudo

G1

Levantamento da Unifesp aponta início do uso do cigarro aos 14 anos. Pesquisa ouviu 2.691 estudantes de escolas particulares de São Paulo.

Um levantamento feito com estudantes do ensino médio de escolas particulares da cidade de São Paulo constatou que muitos adolescentes experimentam o uso do cigarro aos 14 anos de idade, e os fatores que levam os jovens a começar a fumar varia entre homens e mulheres.



A pesquisa foi feita pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que ouviu 2.691 estudantes das escolas particulares, pertencentes às classes socioeconômicas A, B e C.

O estudo permitiu comprovar que a influência dos amigos, a relação com os pais e a presença dos jovens nas “baladas” são fatores importantes na iniciação ao cigarro. De acordo com a pesquisa, pais fumantes influenciam tanto meninos quanto meninas. “A relação dos jovens em casa também é um fator que se mostrou preponderante”, explica Zila Van der Meer Sanchez, uma das coordenadoras da pesquisa. “No caso das meninas, quanto menos atenção dos pais maior é o risco de ela começar a fumar. Já os meninos são influenciados pelos amigos e por uma eventual morte dos pais.”

Ainda de acordo com a pesquisa, o contato dos jovens do ensino médio com o cigarro ainda é esporádico. Entre os entrevistados, 14% tinham fumado pelo menos um cigarro nos últimos mês. A maioria usou o cigarro no máximo 5 dias no mês. Apenas 3% dos entrevistados fumavam todo dia.

Os dados da pesquisa foram coletados em 2008, antes do início da lei antifumo em São Paulo, que foi promulgada no ano seguinte. A prevalência do cigarro nas baladas mostrou que enquanto a chance de fumar entre os meninos aumentava em mais de 800% quando a frequência a baladas é intensa, nas meninas sobe para 1.400%.

O Cebrid prepara um novo levantamento sobre uso de tabaco, álcool e drogas entre os jovens. Os números preliminares mostram que no ensino médio das escolas públicas, por exemplo, a incidência é um pouco maior, de 17,5% comparada aos 14% registradas nas escolas particulares. E a iniciação ao cigarro nas escolas públicas se dá em média aos 13 anos e seis meses.

Fonte: UNIAD

segunda-feira, 11 de julho de 2011

QUANDO É DIFÍCIL APRENDER_1/4

Problemas nos estudos podem ter diversas causas. Consultar um psicopedagogo pode ajudar a resolver a questão.

por Vera Fiori

Fonte: Estadão, 26.05.1996


Quando os estudos dos filhos vão de mal a pior, a quem recorrer? Psicólogos, psicopedagogos, ludoterapeutas... Embora com atuações distintas, as atribuições destes profissionais ainda confundem muitos pais. Frequentemente o psicopedagogo é tido com um professor particular de luxo, quando, na verdade, sua atuação é bem mais profunda, já que lida não apenas com o processo de aprendizagem, mas também com o emocional.

Enquanto as aulas de reforço visam o imediatismo como, por exemplo, socorrer o aluno com dificuldades em Matemática, o trabalho do psicopedagogo investiga as causas que levam a essas deficiências.

Entre os problemas apresentados pelas crianças, pode-se destacar a dificuldade de se organizar para os estudos, inaptidão pra leitura e escrita, apatia, falta de concentração, além de dificuldades de raciocínio e fixação de números, letras e sílabas.

Vários fatores fazem com que a criança ou adolescente apresentem mau desempenho escolar: problemas físicos (neurológicos, por exemplo), emocionais, a família e até mesmo o professor. Daí a importância de procurar-se um profissional que, com informações dos pais e do estudante, traçará uma linha de trabalho.

Para solucionar os déficits de aprendizagem, são usadas técnicas terapêuticas como dramatizações, modelagem, jogos (excelentes para o raciocínio), produção de textos e outros meios que ajudam o aluno a se expressar. As sessões, em geral, são feitas duas vezes por semana, e seu custo vai de R$ 40 a R$ 70. No entanto, a maioria dos profissionais estuda uma forma especial de pagamento.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Droga derivada do crack tem efeito devastador

TV Brasil

Dr. Antônio Geraldo, Presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, esclarece nessa entrevista os malefícios da nova droga, o Oxi. Você já ouviu falar em Oxi? É o nome da droga que vem preocupando autoridades de todo o país. Derivada do crack, ela tem um efeito devastador no organismo. O vício vem rápido e pode ser fatal.

Assista à reportagem no site da ABP: clique aqui

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Pior que o crack

No extremo oeste da Amazônia brasileira, uma substância ainda mais destruidora do que o crack ganha espaço: o oxidado, ou “oxi”, como é chamado. Obtida pelo maceramento das folha da planta acrescidas de cal virgem e querosene, a mistura é uma das etapas anteriores à obtenção da cocaína. “O oxi, como parte do processo de refino, sempre existiu. A novidade é que, de alguns anos para cá, as pessoas começaram a fuma-lo”, explica o delegado Adriano Carrasco, chefe da delegacia de repressão aos entorpecentes de Rio Branco, no Acre. O oxi pode ser fumado puro, em cachimbos, ou misturado ao tabaco de cigarros. Custa 10 reais o grama e causa os mesmos efeitos e danos do crack. Ambos provocam o dobro da euforia propiciado pela cocaína. Como são vasoconstritores, seus principais efeitos colaterais são aumento da pressão arterial e alto risco de infarto e AVC. Quando o uso é prolongado por alguns meses, o cérebro sofre uma série de microinfartos que provocam perda da memória e diminuição da capacidade de concentração e de raciocínio. O que faz o oxi ser ainda mais perigoso que o crack é o fato de que, ao fumá-lo, o usuário está enviando querosene e cal virgem para o pulmão. A cal, de PH muito básico, produz graves queimaduras no órgão, e o querosene, por ser um solvente poderoso, pode levar, a longo prazo, à falência dos pulmões. Diz o psiquiatra Dartiu Xavier de Oliveira: “O efeito cáustico do oxi no pulmão é maior que o do crack, devido aos agentes tóxicos que a pasta-base contém. Além disso, como o princípio ativo se encontra presente em menor grau, a pessoa tende a fumar mais do que se fosse crack”. Aterrorizante.

Revista Veja n° 50 – edição 2195, ano 43, 15.12.2010, pág. 180.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

30% dos jovens dormem menos que o recomendado

Especialistas põem a culpa na permissividade dos pais e no acesso fácil às mídias eletrônicas

Segundo dados do Projeto Atenção Brasil, cerca de 30% dos jovens dormem menos que o recomendado para a idade. A pesquisa, realizada pelo Instituto Glia, ouviu pais de quase 6 mil jovens entre 4 e 19 anos em 17 Estados.

As causas da falta de sono não foram investigadas, mas especialistas ouvidos pelo Estado são unânimes em apontar mau hábito como culpado. “Não tenho dúvida de que isso é reflexo da permissividade dos pais em relação aos hábitos de sono e ao acesso às mídias eletrônicas”, afirma o neurologista infantil Marco Antonio Arruda, diretor do Instituto Glia.

O estudo também apontou que os jovens que dormem mais de oito horas por noite têm o dobro de chance de ter bom desempenho escolar e bons índices de saúde mental. Arruda explica que o conceito de saúde mental adotado vai além de não ter uma doença. “É um estado de bem-estar, no qual a pessoa está apta a superar as dificuldades da vida, estudar e trabalhar de forma produtiva”.

Pesquisas epidemiológicas em todo o mundo mostram que as crianças estão dormindo menos do que deveriam. O problema piora na adolescência, quando ocorre um atraso natural no relógio biológico. O impacto das alterações hormonais na rotina de sono vai depender do estilo de vida de cada família, diz a neuropediatra Márcia Pradella, do Instituto do Sono da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “Para uma criança que ia dormir às 21 horas, é aceitável que passe a dormir às 22 ou 23 horas. Mas se ela estava acostumada a dormir tarde e passa a dormir mais tarde, acordar para ir à escola vira um problema.

Consequências – A falta de sono diminui a imunidade, prejudica a memória, a capacidade de concentração e pode até deixar as crianças agitadas, levando a um quadro que pode ser confundido com Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). Quando a privação se torna crônica, podem ocorrer alterações no metabolismo e atraso no crescimento.

É durante a adolescência que o corpo passa pelo maior estirão de crescimentos. Essa é, portanto, a fase em que o hormônio do crescimento – liberado durante o sono – se faz mais necessário. “Antes se pensava que dormir oito horas por noite seria suficiente, mas pesquisas recentes mostraram que o tempo ideal para um adolescente é, em média, nove horas e meia”, conta Márcia.

O desejo próprio da idade de protelar o sono é alimentado pelo acesso irrestrito às mídias eletrônicas. Estudo publicado pela revista Sleep mostrou que jovens com TV ou computador no quarto vão dormir significativamente mais tarde e apresentam maior índice de fadiga.

“A privação de sono entre os estudantes está se tornando um problema tão sério que algumas escolas americanas, que funcionam em período integral, estudam adotar a sesta após o almoço”, conta a especialista em Medicina do Sono Magda Nunes, da PUC do Rio Grande do Sul.

A estratégia pode ser útil. Tirar uma soneca à tarde – curta, para não atrapalhar o sono noturno – ajuda a tirar o atraso. Esticar na cama nos fins de semana, também. Mas quanto mais tarde o adolescente vai dormir durante a semana, mais difícil repor do déficit. Além disso, a maioria dos jovens hoje têm a rotina tão atribulada que raramente podem se dar ao luxo de tirar um cochilo.

Como a queda nas horas de sono costuma ser acompanhada pela queda no rendimento intelectual, tanta correria pode acabar não compensando, alertam os especialistas.

Karina Toledo – textos (Estadão, 22.08.2010, A26.