segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Biblioteca em casa deixa crianças mais inteligentes

Estudo mostra que a quantidade de livros que os pais oferecem aos filhos desde que são pequenos, pode influenciar diretamente o desenvolvimento da capacidade cognitiva.


Um grupo de sociólogos das universidades de Nevada, em Las Vegas e da Califórnia, em Los Angeles, realizou o maior estudo internacional sobre a influência dos livros na educação escolar. Os resultados mostram que, independentemente do nível educacional dos pais, do status socioeconômico e do regime político, quanto mais livros houver em uma casa, mais anos de escolaridade atingirá a criança que crescer nela. Participam do estudo mais de 70 mil pessoas de 27 países, entre os quais Estados |unidos, China, Rússia, França, Portugal, Chile, África do Sul (o Brasil não foi incluído). A conclusão foi publicada na revista Research in Social Stratification and Mobility.

No artigo, os autores explicam que o nível cultural e educacional dos pais também influencia a escolaridade atingida pela prole, mas nesse caso a correlação é mis fraca do que com o tamanho físico do acervo familiar de livros. Os resultados mostram também como o gosto pela leitura tende a diminuir diferenças sociais. Nos lares mais modestos, o efeito de cada acréscimo ao acervo no futuro acadêmico da criança é mais acentuado do que a adição de um volume em uma biblioteca mais ampla. Apesar de a tendência ter sido observada em todos os países, houve diferenças importantes entre eles. Nos Estados Unidos, na França e na Alemanha, uma biblioteca com cerca de 500 volumes representou acréscimo de dois a três anos na escolaridade das crianças, comparando com uma casa sem livros. Na Espanha e na Noruega, o número saltou para até cinco anos e na China atingiu o máximo, entre seis e sete anos.

Segundo os pesquisadores, o regime comunista poderia explicar o resultado chinês, pois em um país onde há mais restrições à liberdade individual, os livros seriam bens culturais ainda mais valorizados pela família. O mesmo raciocínio poderia se aplicar aos números semelhantes verificados em países do Leste Europeu (que formavam o bloco comunista) e a África do Sul, que viveu décadas sob o apartheid. Os casos analisados foram de pessoas que cresceram em meio a esses regimes. “A leitura é uma ótima fonte para os oprimidos, seja qual for sua cor, seus opressores e as circunstâncias históricas”, escreveram.

O estudo é uma prova irrefutável de que “uma casa onde os livros são valorizados fornece à criança ferramentas que são diretamente úteis no aprendizado escolar, como vocabulário, imaginação, amplo horizonte em história e geografia, a compreensão da importância da evidência no argumento, e muitas outrass”. E confirma os famosos versos de Castro Alves, do século 19: “Oh! Bendito o que semeia Livros ... livros a mão-cheia.../E manda o povo pensar/O livro caindo n’alma/~E ger,e – que faz a palma/E chuva – que faz o mar”.

Revista Mente & Cérebro n° 210, de julho/2010, pág.18

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Pesquisa aponta que 18,9% da população brasileira exagera na bebida

Estudo do Ministério da Saúde com 54 mil revela que abuso de álcool é mais comum entre jovens
Estadão.com.br

SÃO PAULO - Os brasileiros relatam cada vez mais episódios de exageros com bebida. A proporção de pessoas que declaram consumo abusivo de álcool cresceu de 16,2% da população, em 2006, para 18,9%, em 2009. Os dados fazem parte da pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), que entrevistou 54 mil adultos.
Salvador é a capital que mais consome álcool, com 25,6%

O Ministério da Saúde considera excesso de bebida alcoólica cinco ou mais doses na mesma ocasião em um mês, no caso dos homens, ou quatro ou mais doses, no caso das mulheres. O levantamento mostra que as situações de descontrole na hora de beber são mais frequentes na população masculina. No ano passado, 28,8% dos homens e 10,4% das mulheres beberam demais.
"Esse nível de consumo de bebida é bastante elevado e preocupante, pois é fator de risco para acidentes de trânsito, violência e doenças. Mas nem sempre isso é lembrado, porque o álcool está presente na cultura brasileira, associado ao lazer e à celebração", afirma a coordenadora de Vigilância de Agravos e Doenças Não-Transmissíveis do Ministério da Saúde, Deborah Malta. Ela ressalta que, considerando apenas a população masculina, o índice do Brasil (28,8%) é superior ao do Chile (17%), dos Estados Unidos (15,7%) e da Argentina (14%).

De acordo com a Vigitel 2009, o consumo abusivo de bebida alcoólica é mais frequente entre os jovens de 18 a 24 anos (23%). À medida que a idade avança, o número de exageros diminui. De 45 a 54 anos e de 55 a 64 anos, 17% e 10,5% da população relata que bebeu em excesso, respectivamente.

Combate
Para frear o consumo de álcool, o Ministério da Saúde apoia medidas mais restritivas, como a proibição da propaganda de cervejas e a elevação no preço das bebidas. Essas ações foram incluídas na estratégia global da Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciada em maio, na Suíça. A OMS informa que abusos no consumo de bebida alcoólica matam por ano 2,5 milhões de pessoas em todo o mundo.

A "Lei Seca", que desde 2008 aumentou a intolerância entre álcool e direção no País, reduziu em 6,2% as mortes provocadas por acidentes de trânsito em um período de 12 meses. Esse índice representa 2.302 mortes a menos no Brasil, reduzindo de 37.161 para 34.859 o total de óbitos causados no trânsito.
"Precisamos avançar no marco regulatório do álcool, da mesma forma que estamos fazendo em relação ao tabaco. É necessário proteger vidas", destaca Deborah Malta. Atualmente, tramita no Congresso Nacional um projeto de lei que inclui a cerveja no rol de bebidas alcoólicas cuja publicidade é proibida.

Sobre a Vigitel
A pesquisa é realizada anualmente desde 2006 pelo Ministério da Saúde. Os dados são coletados e analisados por meio de uma parceria com o Núcleo de Pesquisa em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo (USP).

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Parede de Abraços

O projeto de Keetra Dean Dixon que
criou uma parede para abraços anônimos.
A parede é o primeiro de uma série da artista intitulada:
“Facilitação Social e Elevação do Humor“.

Fonte: Blog Rodrigo Barba e Blog Tetris

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Globalização

O papel da cultura no desenvolvimento da cognição


Até que ponto o ambiente, as crenças e os valores culturais influenciam a inteligência infantil? A questão foi investigada por cientistas da Universidade da Califórnia em Riverside, em um estudo com crianças de 3 a 9 anos de quatro países mais pobres: Belize, Quênia, Nepal e o território Samoa Americana, que vivem em comunidades tradicionais, distantes das facilidades da tecnologia. Elas foram comparadas a pequenos voluntários, da mesma faixa etária, acostumados ao estilo de vida ocidental moderno (eletricidade, automóveis, televisão, internet, etc).

Os resultados mostraram cientificamente aquilo de que os cientistas interessados em obter pistas importantes sobre as consequências psicológicas da globalização, já desconfiavam: cada cultura estimula o desenvolvimento das habilidades cognitivas que mais valoriza. Mas não foram constatadas diferenças significativas da capacidade intelectual entre os participantes do estudo. As crianças mais expostas aos recursos tecnológicos se saíram melhor em alguns tipos de teste de memória e cálculo. Já as que viviam em comunidades tradicionais exibiram habilidades sociais, como a tolerância, mas bem desenvolvidas.

Revista Mente&Cérebro n° 204, de janeiro/2010

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

O ex-ladrão que virou professor

Fora da escola achou a literatura

Até os 8 anos de idade, Marcos Lopes cresceu sob os cuidados do irmão dez anos mais velho, que cuidava dele enquanto os pais trabalhavam para sustentar a casa em que morava, no Parque Santo Antonio. Bairro pobre da zona sul de São Paulo.

Na 2ª série, com problemas na escola, a professora chamou a mãe de Marcos para dizer que o filho era “burro” e “não tinha jeito”, pecha que o marcou “como uma tatuagem”.

Na sala de aula, ouviu ainda a professora cantar para ele uma música que não sairia das lembranças. “Não sabe, não sabe, vai ter de aprender, orelha de burro foi feita para você”.

Marcos assumiu o papel de aluno relapso e voltou a repetir na 5ª série. Para chamar a atenção e mostrar que merecia respeito, pegou um revólver de brinquedo e assaltou a cantina da escola em que estudava.

Acabou expulso. Com tempo de sobra, fora da escola e nas ruas da zona sul, aos 14 anos passou a se envolver com outros moleques que não estudavam. Roubar carros e pedestres, fumar maconha, cheirar cocaína e curtir as noitadas com o dinheiro dos roubos passou a ser rotina. Nos anos 2000, prestes a completar 18 anos, entrou para o tráfico.

A situação começou a apertar quando alguns amigos da biqueira em que trabalhavam passaram a ser mortos. Em questão de semanas, foram quatro. E ele percebeu que era a bola da vez. Foi quando procurou a educadora Dagmar Garroux, fundadora da Casa do Zezinho, no Capão Redondo, que ensina a jovens da região uma série de atividades, incluindo inglês, espanhol, música e artes.

Conversando sobre as mortes que o rondavam e sobre a vida que havia abraçado, Tia Dag sugeriu que ele desse um tempo e emprestou o livro Capão Pecado, do escritor Ferrez, que relata o cotidiano do bairro. A empatia com o livro o levou a novas obras e o estimulou a tentar contar a vida que havia levado e testemunhado. “Foi o primeiro livro que li na vida”, conta.

Incentivado por outros zezinhos, que ingressavam no vestibular ao deixar a Casa, passou a levar apostilas para estudar nos intervalos dos empregos que conseguia. Fez supletivo e aos 21 anos ingressou no curso de Português e Inglês da Universidade de São Paulo (USP). No ano seguinte, voltou à escola em que estudava – e de onde foi expulso – para lecionar português.

Também escreveu um livro, Zona de Guerra, que será relançado dia 20 de setembro, com tarde de autógrafos na Casa do Zezinho. Trabalhando em uma entidade não governamental e fazendo pós-graduação em Educação Social, Marcos passou a intermediar conflitos na região. “Eu roubava para ter status. Hoje busco o respeito daqueles que não se sentem respeitados, o que busco conseguir compreendendo e ouvindo o que eles passam. Minha trajetória serve como um fio de esperança e mostra que é possível mudar”.

Bruno Paes Manso – Estadão de 30.08.2009 – C3

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Lembre de alimentar seu cérebro


A mente anda cansada, com preguiça de pensar, planejar e aprender?

E pior, vive dando brancos: para onde estou indo mesmo? Sei que tenho que comprar algo... Caramba, esqueci a panela no fogo! Qual é mesmo o nome daquele ator?


Bem, isto é sinal de que você está esquecendo de colocar alguns alimentos no prato. Afinal, um cérebro saudável e vivo, depende de uma alimentação consciente e vitalizante.


Que o consumo de peixes faz bem à manutenção das células cerebrais todo mundo já sabe. Mas os neurobiólogos não param de realizar estudos, e a lista de alimentos que fortalecem as funções cerebrais fica cada vez mais focada para o mundo dos vegetais frescos e integrais.


É nas frutas, por exemplo, que se encontra a fisetina - mais precisamente no morango, pêssego, uva, kiwi, tomate, maçã e também na cebola e espinafre. Segundo o Instituto Salk, na Califórnia (EUA), essa substância vem sendo considerada fundamental para manter a memória “jovem”, porque sua função é estimular a formação de novas conexões entre os neurônios (ramificações) e fortalecê-las.


O fenômeno pode ser explicado pelo fato destes vegetais, quando integrais, frescos e crus, estão concentrados de compostos antioxidantes, que neutralizam os danos dos radicais livres no cérebro, melhorando a juventude e sanidade das suas células. A capacidade delas se comunicarem com todas as partes do organismo e de armazenarem informações.


Além disso, encontramos na fração oleosa das sementes, grãos integrais e na gema do ovo, uma grande gama de substâncias que são muito amigas do cérebro. Vamos conhecê-las:


Zinco, Selênio, Ferro e Fósforo - sais minerais que participam de inúmeras trocas elétricas e mantêm o cérebro acordado e ativo (elétrico). Presente em todas as sementes e grãos, em raízes e nas folhas verde escuro.


Vitamina E - poderosa ação antioxidante. Presente em todas as sementes e grãos, como também em óleos vegetais prensados a frio.


Vitamina C - famosa ação antioxidante. Presente nas sementes frescas e cruas que foram pré-germinadas, assim como na maioria das frutas.


Vitaminas do complexo B - regulam a transmissão de informações (as sinapses) entre os neurônios, presente nas sementes e nas fibras dos alimentos integrais.


Bioflavonóides - são polifenóis com forte ação antioxidante. Além das sementes são encontrados também no limão, frutas cítricas, uva e nas folhas verde escuro.


Colina - participa da construção da membrana de novas células cerebrais e na reparação daquelas já lesadas. Presente na gema do ovo e em todas as sementes e grãos (predominância na soja), como também em óleos vegetais prensados a frio.


Acetil-colina - um neurotransmissor, fundamental para as funções de memorização no hipocampo. Presente na gema do ovo e em todas as sementes e grãos (predominância na soja), como também em óleos vegetais prensados a frio.


Fitosteróis - estimulante poderoso do sistema de defesa do organismo, reduzindo proliferação de células tumorais, infecções e inflamações. Presente em todas as sementes e grãos, como também em óleos vegetais prensados a frio.


Fosfolipídeos entre eles a Lecitina - funcionam como um detergente, “desengordurando” todos os “sites” por onde passa. Além disso, participam na recuperação das estruturas do sistema nervoso e da memória. Presente em todas as sementes e grãos (predominância na soja), como também em óleos vegetais prensados a frio.


Ômega-3 – funciona como um antiinflamatório poderoso, evitando a morte dos neurônios. Existem somente três fontes: os peixes de águas frias e profundas e as sementes de linhaça e prímula.


NÃO ESQUEÇA DE TER SEMPRE NA DESPENSA


Sementes cruas e sem sal: linhaça, gergelim, girassol, abóbora, castanha do Pará, castanha de caju, noz pecã e macadâmia. Lembre das sementes da melancia, do pepino e do melão.


Óleos: azeite virgem ou aqueles que são prensados a frio – linhaça, girassol, gergelim e soja. Lembre do famoso óleo de fígado de bacalhau.


Leguminosas: soja, ervilha, lentilha, grão de bico, feijão branco, azuki e os demais.


Frutas: limão e as demais cítricas, uva, maçã, kiwi, pêssego, morango e demais frutas vermelhas (amora, cereja), abacate, tomate e azeitona.


Cereais integrais: arroz, trigo, aveia e centeio, como também o germe de trigo.


Verduras: todas as folhas de cor verde escura, como todas as couves (manteiga, brócolis, flor), a bertalha, a espinafre e a folha da beterraba.


Legumes: principalmente os de cores vivas como a cenoura, a beterraba, a abóbora e no meio deles a cebola e a cebolinha.


Se você não é vegetariano, lembre-se que os peixes não devem faltar quando o propósito é cuidar do cérebro, da capacidade de se concentrar e da memória. Os mais interessantes são os de água fria, ricos em ômega-3, como salmão, sardinha, anchova, atum, arenque e cavala.

Os Alimentos Neuroprotetores

São os agentes antioxidantes, como os bioflavonóides e carotenos, presentes nas frutas cítricas, na uva (principalmente as escuras), nas frutas vermelhas (morango, amora e cereja) e laranjas (pêssego, caqui, mamão, manga e damasco) e na maçã. Quanto às hortaliças, insista nas de folhas escuras, como as couves, a bertalha e o espinafre. Nos legumes: a abóbora, a cenoura e a beterraba.


A vitamina E (tocoferóis) está presente nas sementes e nos óleos vegetais prensados a frio, como o de soja, linhaça e girassol, assim como no germe de trigo. Óleos vegetais refinados são pobres de micronutrientes de valor terapêutico.

Entre os minerais, as revelações são o zinco - encontrado em doses generosas na semente de abóbora, no iogurte e nos cereais integrais; e o selênio, que está concentrado na castanha do Pará e em menores doses nos grãos integrais, na cebola e no alho.


Por fim, o ômega-3 dos peixes de água fria, que também protege os neurônios. Mas ele está presente em altas doses na semente de linhaça e no seu óleo prensado a frio.

Os Alimentos Regeneradores das células

A colina e a lecitina, substâncias fartamente encontradas na fração oleosa da soja e na gema do ovo, têm papel fundamental na composição da membrana gordurosa que reveste os neurônios. E, haja colina, pois as funções cerebrais de aquisição e armazenamento de novos dados, exigem mais intensamente pela formação de novas células. Bem, não dá para sair comendo ovo em excesso, mas é possível fazer uso diário de suplementação alimentar com a lecitina isolada de soja (1 grama/dia).

Elas estão presentes também, mas em menor concentração, no germe de trigo, nas leguminosas e no levedo de cerveja. Está provado que o consumo de alimentos que contêm colina durante a gravidez e na fase de aleitamento influi beneficamente no desenvolvimento cerebral da criança.

Os Alimentos que Estimulam as conexões cerebrais

Os alimentos deste grupo contêm substâncias que facilitam a comunicação entre os neurônios, aumentando também a capacidade de pensar, se concentrar, aprender e memorizar. É o caso da fisetina, que marca presença nas frutas já citadas.


As vitaminas do complexo B também facilitam a comunicação entre as células e tais substâncias são mais comuns em alimentos de origem animal como as carnes, peixes, aves, vísceras, leite e derivados. Entretanto, nos vegetais como os cereais integrais, sementes, germe de trigo, soja e demais leguminosas, também estão presentes, porém em menor concentração.


Finalmente, o fósforo, que se encontra nos peixes, no germe de trigo e ainda nas sementes de girassol e abóbora.

O QUE COMPROMETE A SANIDADE DO CÉREBRO?

Procure fugir de alimentos que causam picos glicêmicos - eles estouram a taxa de glicose no sangue e no cérebro - como o açúcar (principalmente o refinado), massas e cereais refinados, batata inglesa e doces em geral. Eles elevam a produção de insulina e de ácido aracdônico, fortes responsáveis pelos processos inflamatórios, que aceleram o envelhecimento e morte das células cerebrais.


Metabolicamente, sabe-se que logo após os picos glicêmicos gerados pelo consumo excessivo de açúcar e amidos, é inevitável quadros de hipoglicêmia, que é a queda vertiginosa do teor de glicose no sangue. Tal situação desarticula todas as funções sensoriais do cérebro, assim como a sua produtividade, poder de comunicação interna e armazenagem de dados. Tanto que a reação natural de um cérebro em estado de hipoglicemia é o sono, ou seja, pára tudo.


Evite também as drogas que geram produção massiva de radicais livres como é o caso do cigarro, das frituras, do álcool, do café, dos alimentos muito processados e aditivados. Os radicais livres AMAM destruir neurônios e demais células do organismo.


Por último, evite as frituras e as gorduras de origem animal, que tormam as membranas celulares rígidas e pouco porosas, inviabilizando a fluidez e a qualidade das trocas químicas, tanto de nutrição, como de limpeza orgânica. Uau! Cérebro desnutrido e envenenado.


Fonte: Doce Limão

Conceição Trucom é química, cientista, palestrante e escritora sobre temas voltados para a alimentação natural, bem-estar e qualidade de vida.

Reprodução permitida desde que mantida a integridade das informações e citada a autora e a fonte.

Recomenda-se a leitura na íntegra dos livros Alimentação Desintoxicante e A importância da Linhaça na saúde - Editora Alaúde, o que possibilitará o consumo destes alimentos com mais consciência e responsabilidade.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Atividade física ajuda a prevenir fibromialgia


Quem se exercita pouco corre mais risco de desenvolver fibromialgia, doença crônica caracterizada por dores difusas no corpo e que atinge preferencialmente as mulheres a partir dos 40 anos. A conclusão vem de um estudo feito na Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia (NTNU) e publicado na revista Artbritis Care & Research. A pesquisa se baseou nos dados de quase 16 mil mulheres norueguesas cujo estado de saúde foi examinado em dois momentos em meados dos anos 80 e, mais tarde, entre 1995 e 1997. Da amostra total, 2.380 participantes tinham diagnóstico do distúrbio na segunda avaliação. As análises mostraram que o risco de desenvolver fibromialgia foi 30% menor em mulheres que relataram na primeira etapa do estudo, praticar exercícios quatro vezes por semana, em comparação às fisicamente inativas. Como era de esperar, o sobrepeso e obesidade, conseqüências típicas do sedentarismo, também apareceram como fatores de risco para a doença. A causa da fibromialgia é desconhecida, mas há suspeitas de que citocinas pró-inflamatórias, secretadas por células do sistema imune, tenham um papel importante no aparecimento dos sintomas. Para os pesquisadores, o efeito preventivo da atividade física regular poderia estar relacionado ao seu efeito modulador sobre o sistema imunológico.

Revista Mente & Cérebro n° 210, de julho/2010, pág. 20

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Dependência Química 3/3

Terceira parte da entrevista de Drauzio Varella entrevista o médico psquiatra Ronaldo Laranjeira.

Busca do Prazer Total

Drauzio - Você acha que um dia aparecerá uma droga cujo mecanismo de ação se encarregue de nos deixar felizes sem provocar malefícios no cérebro?

Ronaldo Laranjeira –Não acredito. Fica difícil imaginar uma droga que aja só no centro de prazer sem perturbar os demais mecanismos bioquímicos do cérebro que é um órgão complexo e evolutivamente preparado para vivenciar muitas formas de prazeres sutis. Para tais estímulos, está aparelhado. Para os advindos das drogas, não.

DrauzioVocê não acha que o homem está sempre à procura do prazer total?

Ronaldo Laranjeira – A busca do prazer é uma característica positiva do ser humano. No caso das drogas, porém, ao querer superar a própria biologia por um artifício grosseiro, ele acaba se empobrecendo. O desejo de intensificar o prazer ao máximo empurra o homem para uma guerra que jamais será vencida.

Campanhas contra as Drogas

Drauzio Quando analisamos as campanhas contra as drogas, verificamos que se baseiam muito nos aspectos negativos dessas substâncias. A idéia é sempre assustar o usuário: “droga mata”. Aí, o garoto fuma uma baseado e não morre. Ao contrário, sente-se bem e fica achando que tudo não passa de uma grande mentira. Você acha que o enfoque das campanhas é ingênuo?

Ronaldo Laranjeira – Estamos ainda muito no começo. Na criação de um modelo do que acontece com os usuários de droga, as campanhas estão numa fase bastante embrionária, mas acho que estão certas ao afirmar que drogas fazem mal. Ficar só nisso, porém, é passar uma informação de saúde ingênua e pobre. É preciso dizer como e por que as drogas são altamente prejudiciais ao organismo para que a pessoa tome uma decisão firme, bem alicerçada, e disponha-se a abandoná-las.
As evidências nos mostram que, quando se trabalha com a prevenção, a prioridade deve ser dada aos fatores de risco. Todavia, a partir do momento em que já está instalado o consumo (maconha, nos casos mais comuns), as estratégias teriam de ser bem diferentes.

Orientação dos Pais

Drauzio – Muitas vezes os pais ficam apavorados quando encontram maconha nas coisas dos filhos. Como você orienta quem vive esse problema?

Ronaldo Laranjeira –Na verdade, maconha é a primeira droga ilícita que a pessoa consome, mas antes disso, em geral, já experimentou álcool e cigarro. Já não se discute mais que, quanto mais cedo o adolescente tem contato com a droga, maior a probabilidade de “escalar”, isto é, de partir para outras drogas ou intensificar o uso da maconha. É muito difícil prever quem vai ou não embarcar nesse processo. Sabe-se, porém, que quantos mais amigos envolvidos com drogas ele tiver, maior risco correrá do uso tornar-se crônico.
O primeiro passo para enfrentar a situação é os pais se informarem sobre o que está acontecendo na vida dos filhos e voltarem a exercer controle mais efetivo sobre suas atividades. Em geral, esse problema reflete uma certa crise familiar. Por razões diversas, pais e filhos se distanciaram. Por isso, a estratégia básica é levar ao conhecimento dos pais o que está acontecendo com seus filhos e os riscos que eles correm.
Quanto ao adolescente, é complicado conversar sobre esses riscos. A tendência do jovem que já se envolveu com maconha é minimizá-los ao máximo. “Que mal existe em fumar um baseado por semana?” é a pergunta que muitos fazem. Acontece que, na maioria das vezes, quem começou precocemente, no espaço de seis meses, estará fumando um baseado por dia.
Na entrevista clínica, não dá para antever o caminho que cada um percorrerá no mundo das drogas. Quem já teve o desprazer de acompanhar um adolescente numa entrevista, tranqüilizar os pais, dizendo – “Olhem, ele só está usando uma vez por semana. Essa é uma experiência pela qual ele deve passar.” – e, depois de dois anos, ver esse jovem totalmente deteriorado, traficando drogas, fica muito preocupado com o momento certo em que deve interferir. Esse é o desespero dos pais e o dilema dos profissionais. Agir na medida exata da necessidade de cada caso. Nem todos precisam de tratamento, mas não se pode deixar escapar aqueles para os quais o acompanhamento clínico é indispensável.

DrauzioEm que você se baseia para julgar se um garoto, que afirma fumar maconha a cada dois meses , representa risco de tornar-se um usuário crônico?

Ronaldo Laranjeira – É preciso estar atento a três fatores que combinados são sinais de alerta e requerem algum tipo de acompanhamento. O primeiro é atitude por demais tranqüila do adolescente que considera a maconha inofensiva e destituída de inconveniências. Depois, é importante considerar a rede social em que está inserido. Os amigos com quem convive são usuários da droga? Por último, deve-se avaliar seu desempenho nas atividades cotidianas. É o caso do bom aluno até os 13 anos, que foi perdendo o interesse pela escola e não reage mesmo diante da ameaça de perder o ano.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Suco da Luz do Sol

Esquecemos que fazemos parte da natureza, do contato com a terra, com a água, com os alimentos. Adoecemos porque nos afastamos da origem. Os alimentos cozidos desencadeiam no organismo humano dificuldades digestivas, acidificação e estruturas viciantes. Isto é, cada vez mais o organismo deseja doses mais ácidas, e essa acidez gera euforia e depressão exatamente como acontece com as drogas. Um círculo vicioso, que torna “normal” quem vive nele e “anormal” quem sai por não se identificar com ele.

Mas existem maneiras de trazer a nossa vida de volta à vida. Sem radicalismos, ninguém precisa mudar 100% sua alimentação e escolher por viver somente da alimentação crua e viva. Até porque a intoxicação é tanta, tão imensa, que muitos organismos não agüentariam tal choque, tal como uma desintoxicação de drogas pesadas.

O Suco de Luz do Sol

Trata-se de um novo caminho. Para quem decidiu, chegou a hora de praticar uma alimentação que alcaliniza, mineraliza e vitaliza: “acorda”.

Quando a semente germina, torna o solo e tudo o mais alcalino, e alcalinização é sinônimo de vitalização, força. Quando deixamos a semente de molho em água à noite, sua latência termina e se dá início a liberação de comandos: é hora de germinar, de expandir, de virar planta. Durante este “despertar” da semente ocorre uma ampliação do valor nutritivo em até 20 mil vezes. Difícil explicar, pois é a alquimia da natureza. O invisível da energia cósmica, solar.

Mais fácil é vivenciar.

Sementes e grãos germinados são a base da alimentação viva. Puras, misturadas, trituradas nos sucos ou preparos culinários os mais criativos. Suco de Luz do Sol, é um suco verde, rico em clorofila, frutas, raízes e sementes germinadas. A energia solar, estocada em todos os ingredientes, principalmente nas folhas verdes (mínimo 50% da composição dos sucos), será “bebida” em copos. Quantas vezes por dia for necessário. Quanto mais doente e intoxicado, menor a dose, porém maior a frequência de tomas/dia.

Fáceis de digerir, até porque seus ingredientes estão plenos de enzimas digestivas, estes sucos são assimilados pelo organismo em 15 minutos máximo (quando em jejum), acelerando processos de desintoxicação, alcalinização, vitalização e cura.

Tomando o suco de Luz do sol todos os dias, a pessoa vai aos poucos recuperando sua vitalidade, criatividade, equilíbrio e lucidez . Não precisa ter pressa, basta ter ritmo.

A Receita Básica

Os Ingredientes:

* 1-3 maçãs picadas com casca e sem semente (a maçã irá dar o tom de doçura do suco)
* 1 pepino médio (cuidado pepinos não orgânicos contém elevado teor de contaminação por agrotóxicos)
* 3 folhas de couve manteiga ou outra hortaliça verde escura
* 3 ramos de hortelã, capim limão ou erva cidreira
* 1 xícara (chá) de girassol germinado
* 1 raiz como cenoura (inhame, batata baroa ou doce) ou meia beterraba
* 1 xícara (chá) de legume picado como abóbora ou chuchu


O Preparo:
Coloque a maçã picada no liquidificar e use o pepino como socador até que o primeiro líquido se forme. Coe e volte para o liquidificador. Acrescente as sementes germinadas, as folhas verdes, o legume e a raiz. Coe num coador de pano - panela furada - e beba imediatamente.

Importante: os ingredientes precisam ser necessariamente crus, maduros e frescos. Idealmente orgânicos.
JAMAIS hidropônicos.

Assista ao vídeo:


Os efeitos terapêuticos do suco da luz do sol (Trecho extraído do livro ALIMENTAÇÃO DESINTOXICANTE, pg. 129 - 2ª edição - Ed Alaúde):


- aumenta a contagem sanguínea,
- fornece ferro para todos os órgãos,
- reduz as toxinas ingeridas,
- reduz a anemia,
-
limpa e desodoriza os tecidos intestinais,
-
ajuda a purificar o figado,
-
reduz a taxa de açúcar no sangue,
- aumenta o conetúdo de ferro no leite materno,
-
ajuda a curar os ferimentos,
- elimina odores do corpo,
- resiste as bactéroas do corpo,
- limpa os dentes e as gengivas na pinorréia,
- melhora a drenagem nasal e expectoração nasal,
- reduz o corrimento nasal,
-
diminui a necessidade de desodorantes,
- elimina o mau hálito,
- excelente para gargarejo pós operatório bucal,
- elimina a inflamação das amidalas,
- cura as ulcerações dos tecidos,
-
reduz a dor causada por inflamações,
- melhora as varizes e revitaliza o sitema vascular das pernas,
- reduz a acidez intestinal
- nutre e fortalece os sistemas circulatório e intestinal


Fonte: Doce Limão
Conceição Trucom é química, cientista, palestrante e escritora sobre temas voltados para a alimentação natural, bem-estar e qualidade de vida.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Novo tratamento para a Depressão Pós-Parto

Estimulação magnética combate depressão pós-parto


Pesquisadores do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveram um novo tratamento para depressão pós-parto que dispensa medicamentos, não afeta o aleitamento e promove melhora dos sintomas depois de quatro semanas. A terapia se baseia na estimulação magnética transcraniana, técnica na qual um campo magnético estimula circuitos neurais com atividade reduzida em ração de diferentes distúrbios.

Os resultados são preliminares e fazem parte do mestrado do psicólogo Martin Luiz Myczkowski. Dês mulheres com depressão pós-parto foram submetidas ao tratamento durante um mês. “Apesar da amostra pequena, percebemos uma melhora muito grande das voluntárias, em comparação com pacientes que não fizeram o tratamento. Depressões graves se tornaram leves ou praticamente sumiram”, afirma o psicólogo. Foram observadas melhoras na cognição e na memória das mulheres, bem como nos relacionamentos familiar e conjugal. Segundo Myczkowski, as mães ainda adquiriram mais confiança para cuidar do bebê. Na segunda fase do estudo, um número maior de pacientes deve receber o tratamento.

Fonte: Revista Mente&Cérebro, n° 204, de janeiro/2010