quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Orientação Vocacional

Vídeo dividido em 2 partes, com legendas em português, do Discurso de Steve Jobs para os formandos de 2005 da Universidade de Stanford.

Steven Jobs, é um empresário norte americano, co-fundador das empresas de informática Apple Inc, da NeXT e do estúdio Pixar.

PARTE 1


PARTE 2


Fonte: Blog Voto Livre e Facultativo e Blog Tetris

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

A erva que leva à psicose

Estudos mostram que a maconha apressa o surgimento – e agrava os sintomas – de doenças mentais como a esquizofrenia

A esquizofrenia é um distúrbio psiquiátrico que afeta sete em cada 1.000 pessoas no mundo, com sintomas como alucinações, desvios de percepção, discursos confusos e isolamento voluntário. Acredita-se que metade dos casos tenha origem genética, mas ainda não se desvendou por completo sua patogenia. Uma das principais linhas de pesquisa relaciona a esquizofrenia ao consumo de maconha. Muitos estudos concluem que a droga pode estimular e ampliar os sintomas da doença. Essa tese ganhou força há duas semanas com a divulgação de uma pesquisa conduzida na Holanda. Um grupo de médicos avaliou o comportamento de oitenta usuários da droga – 42 deles portadores de distúrbios psicóticos, como a esquizofrenia. Eles foram acompanhados por seis dias. A cada 85 minutos, tinham de responder a um questionário sobre em que estágio do efeito da droga se encontravam e qual era o seu estado de espírito naquele momento. Nos usuários com psicoses, os efeitos colaterais da maconha, como as alucinações, continuaram a se manifestar e até se intensificaram após – e não apenas durante – o período ativo da droga.

O estudo concluiu que os pacientes esquizofrênicos são mais sensíveis aos efeitos da maconha. Disse a VEJA a psiquiatra Cécile Henquet, que conduziu o estudo holandês: “Embora o uso da droga tenha também seus efeitos positivos nos pacientes com esquizofrenia, como a perda de timidez, após horas do consumo as manifestações psicóticas aparecem em escala aumentada. Por isso, a exemplo do que concluiu um recente estudo americano, podemos sugerir que o consumo de maconha antecipa a manifestação da esquizofrenia”.

Há tempos a maconha é apontada como vilã para os portadores de distúrbios psiquiátricos. Estudos realizados há uma década nos Estados Unidos já mostravam que os esquizofrênicos usuários da droga eram hospitalizados com mais freqüência, respondiam menos a medicamentos e tinham dificuldade em completar testes de memória. A própria composição química da maconha sustenta essas teorias. Um componente chamado tetraidrocanabinol causa alucinações e, quando administrado em altas doses pode provocar crises de paranóia. Entretanto, outro componente químico presente na droga, o canabidiol, tem efeito contrário, antipsicótico. É nele que se baseiam aqueles que vêem na maconha uma erva medicinal. Em estados americanos em que a droga é legalizada para fins terapêuticos, como Califórnia e Nova York, existem cursos em universidades que estudam os efeitos medicinais da maconha e ensinam como cultiva-la. Para a maioria dos cientistas, difícil mesmo é engolir que uma droga que agrava as psicoses possa fazer bem.

Carolina Romanini

Revista Veja – edição 2176, de 04.08.2010 – pg. 125.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Quando os pais não educam a mídia educa

Jornal da Manhã - Articulistas
Diógenes Pereira da Silva

Quando não se educa adequadamente os filhos, a mídia assume esse papel, porém na visão da extremidade oposta da educação salutar. A visão periférica das crianças e adolescentes é exacerbada e suas propriedades de perceber o que está ou não fora do foco principal de aparição são simplesmente espetaculares.
No tangencial espectro, os jovens de hoje, futuros homens do amanhã, mormente já têm discernimento, portanto, são formadores de opiniões e podem condicionar as suas fantasias às situações prazerosas associadas às grandes propagandas midiácas. Este conceito é apropriado às propaganda da cerveja, onde só são evidenciadas ocasiões de prazeres, mas que, no entanto, jamais mostra a posição destrutiva alcançada pela sua corroboração no que tange o ranque mundial das mortes por ela provocada. Ocorre que, nem todos os organismos reagem da mesma forma sob o efeito do álcool, aí reside o culminante perigo, alguns têm o poder de dominar o hábito de beber outros não, que na grande maioria não sabem o momento exato de parar a ingestão, que pode até levar a óbito. Nesse contexto, como fica a proibição de bebidas alcoólicas para menores de idade?

Crianças e adolescentes passam em média 02 (duas) horas diárias em frente à TV, e geralmente, têm uma memória fotográfica espetacular, mesmo sem saber pronunciar o nome correto dos produtos, encontram uma forma de identificá-los aos pais, sejam tênis, celulares ou outro produto qualquer, essa é a visão ostentada pelo Marketing das empresas contemporâneas que enxergam um futuro promissor, com vistas genuinamente em cenários prospectivos. O que dizer das propagandas das bebidas alcoólicas que fomentam o mercado de drogas lícitas destruidoras de milhares de vidas de crianças e adolescentes? Senão vejamos: “o Congresso americano autorizou dotação milionária para a condução de estudo pela National Academy of Sciences (NAS) - Academia Nacional de Ciências - sobre a ingestão de bebidas alcoólicas por menores de idade”. Outros estudos e pesquisas americanas evidenciam que o álcool mata 6,5 vezes mais adolescente do que todas as outras drogas ilícitas juntas. E no Brasil quantos são? Na própria pesquisa realizada pelo aludido comitê abrangido pela National Academy of Sciences (NAS) por profissionais altamente qualificados nos EUA, provaram que os jovens americanos consomem anualmente mais de um bilhão de latinhas e garrafas do produto (cerveja), pesquisa sustentada pelo grupo de estudos do Departamento de Saúde dos Estados Unidos. E no Brasil, quais os dados estatísticos?

Embora exista o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), em plena vigência e suas proibições midiácas, e ainda, alguns projetos dos Estados e União em combativa a esses males, alguns desenvolvidos pela PMMG como: PROED e JCC e tantos outros, a contraposição negativa da mídia (propagandas de cervejas) a esses projetos, abrange alcance 1000% há mais da ostentação dos malefícios do álcool apontados e combatidos pelo poder Estatal. E os pais ausentes, que precisam trabalhar para o sustento da família, que são obrigados muitas vezes a deixar os filhos a mercê das propagandas, que chances eles têm contra a potência midiáca? Existem sim os efeitos positivos dos projetos e são espetaculosos, além de mostrar a realidade vivida, mas qual a sua eficácia em contrapartida da mídia? Alcoolismo é uma questão de Saúde Pública, onde deve haver o comprometimento de todas as autoridades e órgãos estatais. Se existe uma campanha nacional contra as drogas ilícitas, embora seu efeito não seja evidente, por que não existe uma campanha contra as drogas lícitas? Só conheço de forma ostensiva a do tabaco que faz frente à hipocrisia das propagandas das bebidas alcoólicas, que primeiro incentiva a beber e depois: se beber não dirija! Ora, uma grande parte dos crimes violentos no Brasil é acometida por pessoas que fizeram ingestão abusiva da droga álcool, que é uma porta de entrada para as drogas ilícitas.

(*) policial militar da PMMG; bacharelado Curso Superior de Segurança Pública e Privada
Diogenespilva2006@hotmail.com

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Fundamentos do Equilíbrio


A maneira antiga de se aprender a pedalar.
Foto do blog Bicicleta

Mover-se em uma bicicleta costuma estar associado ao ato de pedalar, mas o princípio fundamental que possibilita ao ciclista manter-se em movimento é o equilíbrio. E esse se conquista até mesmo antes de se aprender a pedalar.

Para crianças, o desenvolvimento motor pode vir acompanhado de diversão, como no vídeo das bicicletas de madeira abaixo:

Video Promocional Bicicleta Infantil de Madeira from Luis Felipe Carvalho on Vimeo.

A criança começa caminhando com os pés no chão e conforme vai desenvolvendo o equilíbrio ela pega impulso e tira os pés do chão. Caso ela perca o equilíbrio basta colocar os pés novamente no chão e ela vai sentir segura.

Para mais informações sobre a bicicleta infantil de madeira, visite o site de venda.

Fonte: Blog Transporte Ativo e Blog Tetris

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Ciência desvenda sensibilidade olfativa dos cegos

Por Luciana Christante

Ao contrário do que se acredita, deficientes visuais não têm o olfato mais apurado que as pessoas que enxergam. Isso é o que mostra um estudo feito na Universidade de Montreal, no Canadá. Segundo os autores, a diferença é que os cegos prestam mais atenção aos odores presentes no ambiente do que as outras pessoas. A pesquisa avaliou a capacidade olfativa de 25 voluntários, dos quais 11 eram cegos desde o nascimento. A primeira bateria de testes foi realizada com um olfatômetro para detectar o limiar de sensibilidade olfativa, isto é, a menor concentração do odor no ar que os participantes são capazes de reconhecer. Os resultados mostram que não houve discrepância entre resultados obtidos nos testes com cegos e videntes.

A diferença entre os dois grupos apareceu na segunda etapa do experimento, quando os pesquisadores usaram técnicas de imageamento cerebral para identificar quais áreas do cérebro eram ativadas em resposta à exposição aos odores. Observou-se maior atividade no córtex olfatório dos deficientes, mas, paradoxalmente, também o córtex visual destes se mostrou ativo. Para o coordenador do estudo, Maurice Ptito, os dados indicam que a área visual do cérebro dos cegos passou por uma reorganização, o que talvez favoreça a atenção que eles dedicam aos estímulos olfativos, coisa que as pessoas que enxergam, distraídas por outras sensações, não fazem.

Revista Mente & Cérebro n° 210, de julho/2010 – pág. 19

sábado, 28 de agosto de 2010

Ingestão de álcool na gravidez eleva risco de depressão

O repórter

O consumo de álcool na gravidez está relacionado a sofrimento psiquiátrico durante e após a gestação. Segundo o estudo Uso de álcool na gestação e sua relação com sintomas depressivos no pós-parto, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, existe uma associação entre o aumento de sintomas depressivos na gravidez e no pós-parto e o aumento de ingestão de bebidas alcoólicas.

A psicóloga Poliana Patrício Aliane, autora do estudo, afirma que não há uma única causa da depressão em gestantes. “São vários fatores de risco que contribuem para um desfecho”, descreve. “Pré-disposição genética, insatisfação na vida pessoal ou na relação conjugal, são alguns desses fatores e o consumo de álcool vem se juntar a eles.”


A pesquisa também indica uma maior prevalência de depressão pós-parto entre as mulheres que tiveram ao menos um binge alcoólico durante a gravidez. O binge é caracterizado pela ingestão de cinco ou mais doses alcoólicas em uma única ocasião, sendo que uma dose contém 12 gramas de álcool puro. “Uma lata de cerveja, por exemplo, contém uma dose de álcool”, descreve Poliana.

O estudo trabalhou na análise de um grupo de 177 mulheres grávidas. A média de consumo encontrada por gestante foi de 163,7 gramas de álcool ou quase 14 doses ao longo dos nove meses de gestação. “Essa é uma quantia elevada se levarmos em conta que o recomendado é que não se consuma nada”, explica Poliana, que ressalta: “Qualquer consumo já impõe um risco à saúde do bebê. Não existe um valor mínimo de segurança.”

Outro novo fator encontrado foi um predomínio de sintomas depressivos ao longo da gestação e não no pós-parto. Do total de gestantes, aproximadamente 20% apresentaram sintomas de depressão durante a gravidez, ante 14,7% que se mostraram deprimidas no pós-parto.

Quadro depressivo
Os sintomas da depressão em qualquer pessoa, seja ou não gestante, podem ser divididos em dois grupos. Os sintomas do grupo principal são um sentimento constante de tristeza e desânimo e a chamada anedonia, caracterizada pela perda de interesse e prazer pelo que antes proporcionava tais sensações. Alterações de apetite e de sono, cansaço excessivo, falta de energia e dificuldade de concentração fazem parte do grupo de sintomas secundários.
Para a depressão ser diagnosticada, o paciente deve apresentar ao menos um sintoma do grupo principal e três ou quatro do secundário. Porém, no caso da depressão pós-parto algumas características particulares podem estar presentes. “Algumas mães passam a ter pensamentos obsessivos e sentimentos ambivalentes acerca do bebê e sentem opressão pela responsabilidade de cuidar dos filhos”, explica Poliana.

O quadro depressivo pode ser superado com tratamento psiquiátrico e psicológico, no qual as possíveis causas envolvidas são exploradas para serem tratadas ou amenizadas. De acordo com o grau da doença, remédios também podem ser prescritos pelo psiquiatra.

Para diminuir o consumo
Atualmente, Poliana trabalha no desenvolvimento de um protocolo de intervenções breves para reduzir o consumo de álcool na gestação. “As intervenções exigem alguma adaptação porque o uso de álcool durante a gravidez traz mais consequências, como maior risco de aborto, de partos prematuros e riscos para o próprio bebê”, explica.

O protocolo ainda está fase de elaboração e é desenvolvido pelo Programa de Ações Integradas para Prevenção e Atenção ao Uso de Álcool e Drogas na Comunidade (PAI-PAD), da FMRP. Em sua tese de doutorado, Poliana pretende verificar a eficácia da intervenção breve na redução do consumo de álcool entre gestantes.

O estudo de Poliana foi orientado pelo professor Erikson Felipe Furtado, do Departamento de Neurociências e Ciências do Comportamento da FMRP, também coordenador do PAI-PAD.

Fonte: UNIAD

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

O equívoco da liberalização da maconha

SEGS - Portal Nacional Seguros & Saúde - ABEAD
De tempos em tempos a discussão ganha espaço; A Abead alerta para seus malefícios e implicações

A equivocada convenção social de que existem drogas “leves” representa um grande problema de saúde pública. Medidas restritivas contra o álcool e o tabaco tentam colocar a imagem dessas substâncias em seu devido lugar: como a de verdadeiras drogas, com implicâncias severas na saúde coletiva e consequências em toda a sociedade, como acidentes de trânsito e violência doméstica, para citar apenas estes.


Em situação semelhante encontramos a discussão sobre a liberalização da maconha, que veio à tona nesta semana com a divulgação de posicionamento da Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento favorável à liberalização da erva para uso medicinal.

A Abead (Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas) alerta para os riscos de uma medida como essa, a começar pelo fato de que a maconha é uma das principais portas de entrada para o consumo de outras drogas, assim como ocorre com o tabaco, principalmente entre os jovens.


De acordo com o presidente da Associação, o psiquiatra Carlos Salgado, argumentos como o de que a maconha poderia ter fim medicinal não justiçam liberalização. “Existem alternativas para o controle de dor ou de apetite, por exemplo, que não implicam no uso da substância ou extrato. Temos várias opções bem estabelecidas, até para pacientes terminais”, comenta.
“Discutir a liberalização da maconha é ir na contramão das políticas essenciais e urgentes para a prevenção do uso de drogas. A maconha não é uma droga benigna. Não está isenta de riscos. Além da dependência, pode causar câncer de cabeça, pescoço e pulmão e uma série de outras complicações”, diz o psiquiatra, com a estimativa de que um em 10 daqueles usuários de maconha tornam-se dependentes em algum momento do seu período de quatro a cinco anos de consumo pesado.

Outra grande preocupação constitui no número cada vez maior de figuras públicas que admitem e defendem o consumo. “Essas pessoas são tidas como modelo, em especial para os jovens, e acabam por reforçar estigmas entre música, fama, arte e o consumo de drogas”, comenta Salgado.


Atualmente a maconha é um grande problema de saúde pública no mundo inteiro, por ser a droga mais consumida entre as ilícitas. Por isso, é importante que não fiquem margens para que pareceres e opiniões sejam interpretados de maneira equivocada, validando o consumo de drogas ilícitas.


As políticas públicas de combate às drogas e tratamento de dependentes, além do envolvimento da sociedade, são fundamentais para avanços. “Concordamos com a distinção entre quem comercializa a droga e o usuário, que necessita de tratamento, mas isso não pode justificar a liberalização. Se esse fosse o caso, teríamos que liberar qualquer substância que o próprio usuário produzisse? É no mínimo preocupante”, finaliza Carlos Salgado.

Efeitos da maconha
Os efeitos da intoxicação aparecem após alguns minutos do uso. Déficits motores, como o prejuízo da capacidade para dirigir automóveis, e cognitivos, como a perda de memória de curto prazo, costumam acompanhar a intoxicação. Além disso, consumo de maconha pode desencadear quadros temporários de natureza ansiosa, tais como reações de pânico, ou sintomas de natureza psicótica.

Complicações crônicas
A dependência é uma das complicações crônicas do uso de maconha, apesar de não atingir a maioria de seus usuários. Os sintomas de abstinência mais relatados são irritabilidade, nervosismo, inquietação, fissura e sintomas depressivos, insônia, redução do apetite e cefaléia. O consumo prolongado e intenso de maconha é capaz de causar prejuízos cognitivos envolvendo vários mecanismos de processos de atenção e memória. O uso em indivíduos predispostos pode desencadear quadros psicóticos similares à esquizofrenia. O consumo de maconha em indivíduos predispostos está associado ao aparecimento de sintomas psicóticos, em alguns casos definitivos. Quanto ao aparelho reprodutor, há redução reversível do número de espermatozóides.

Efeitos psíquicos
* Letargia e sonolência
* Euforia, bem-estar e relaxamento
* Risos imotivados
* Aumento da percepção de cores, sons, texturas e paladar
* Sensação de lentificação do tempo
* Afrouxamentos da associações
* Prejuízo da concentração e memória

Efeitos físicos
* Hiperemia das conjuntivas (olhos avermelhados)
* Aumento dos batimentos cardíacos
* Boca seca
* Retardo e incoordenação motora
* Piora do desempenho para tarefas motoras e intelectuais complexas
* Broncodilatação
* Tosse
* Aumento do apetite (‘larica’)

Fonte: UNIAD

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Perigos da poluição para o cérebro

Agentes tóxicos comuns no ar – como carbono preto, material particulado e ozônio –podem provocar sérios efeitos na cognição de crianças e adultos

Em uma época em que tanto se discute o derretimento das calotas polares e a destruição das florestas e da camada de ozônio, é quase redundante dizer quanto as substâncias emitidas por automóveis e usinas a carvão são prejudiciais ao sistema respiratório. O que pode surpreender é o grau de danos que esses poluentes podem provocar no cérebro – sendo a exposição a eles, em certos casos, tão prejudicial quanto ao chumbo. Estudos recentes mostram que agentes tóxicos comuns no ar como o carbono preto, o material particulado e o ozônio podem ter efeito negativo sobre capacidades como aquisição de vocabulário, tempo de reação e até mesmo sobre a inteligência, de forma geral.

O mais recente desses estudos, realizado em Nova York, no qual grávidas usaram monitores pessoais de ar durante toda a gestação, descobriu que crianças de 5 anos expostas a níveis altos de poluentes urbanos – conhecidos como hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPAs) – quando ainda estavam no útero apresentavam quociente intelectual (QI) 4 pontos inferior ao das que foram expostas a quantidades menores das substâncias. De modo alarmante, “a queda foi semelhante à observada em exposições a baixos níveis de chumbo”, comenta a epidemiologista Frederica Perera, diretora do Columbia Center for Children Environmental Health e autora principal do estudo. A alteração dos índices de QI foi suficiente para causar queda no desempenho escolar e nas notas em testes simples.

“E esses níveis de poluição que medimos no estudo nem foram expressivamente altos, se comparados àqueles de outras áreas urbanas”, observou a pesquisadora. A maior parte dos poluentes HPAs vem de emissões de motores de veículos automotivos, especialmente de carros e caminhões movidos a gasolina e a diesel, além da queima de carvão. A fumaça do cigarro é outra fonte importante de poluentes; por isso pesquisadores não consideraram no estudo crianças que convivem com fumantes.

Um dado importante é que o cérebros infantil em desenvolvimento não é o único atingido pela poluição. Pesquisa de 2008 em adultos de 20 a 50 anos, conduzida em conjunto pelas escolas de saúde pública da Universidade Harvard e da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill, identificou redução de atenção, memória de curto prazo e tempo de reação, diminuição esta relacionada ao ozônio e equivalente a um declínio intelectual em meninos e meninas de 3 anos e meio a 5 anos.

O que os especialistas se perguntam agora é: o que pode ser feito em relação a esses poluentes prejudiciais ao cérebro? “A resposta não é mistério: precisamos de melhores políticas para o congestionamento de tráfego, de tecnologias para energias alternativas e de eficiência energética”, afirma Frederica. Felizmente, também há maneiras mais imediatas de reduzir a exposição aos elementos químicos tóxicos, como limitar as atividades físicas ao ar livre nos dias mais poluídos. Os alertas sobre os riscos da qualidade do ar se tornaram parte rotineira das previsões de tempo matutinas. “Se não puder evitar o exercício ao livre, vale a pena diminuir o ritmo, por exemplo, substituindo a corrida por uma caminhada”, sugere a administradora da U. S. Environmental Protection Agency, Lisa Jackson. A alternativa é evitar caminhar, correr ou andar de bicicleta em vias de grande movimento de ônibus, caminhões e carros. Até os controles de emissões e as políticas ambientais surtirem um efeito significativo sobre os níveis de poluentes relacionados a tráfego, a melhor saída é expor o mínimo possível nosso cérebro e o de nossos filhos.

Fonte: Revista Mente e Cérebro edição 207 - Abril 2010
Fonte da imagem: © PATRICK HERRERA/ISTOCKPHTO

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Lian Gong

18 Terapias - Parte Anterior - prevenir e tratar de dores
no pescoço, ombros, costas, cinturas e pernas.

Para maiores informações acesse:

1ª Série de exercícios de 1 a 6





2ª Série de exercícios de 7 a 12




3ª Série de exercícios de 13 a 18