segunda-feira, 16 de abril de 2012

Cérebro de Autistas é Maior e tem Mais Neurônios

Qualquer pessoa que passa alguns momentos com uma criança autista logo percebe os principais traços de seu comportamento: ausência de contato visual, dificuldade de compreender emoções alheias e expressar os próprios sentimentos. O transtorno atinge em média 1 em cada 150 recém-nascidos e, segundo a hipótese atual, combina causas genéticas e ambientais, não totalmente esclarecidas. Agora, pesquisadores da Universidade da Califórnia, identificaram dois marcadores biológicos do distúrbio que podem apontar um novo caminho para estudar sua origem: autistas têm cérebro mais pesado e com maior número de neurônios na região do córtex pré-frontal, relacionada às habilidades cognitivas, comunicativas e de interação social.

A descoberta é resultado preliminar de um estudo conduzido pelo neurocientista Eric Courchersne, publicado na Journal of The American Medical Association em novembro de 2011. Sua equipe analisou tecidos do córtex pré-frontal de 13 meninos e adolescentes que morreram entre 2 e 16 anos de idade – 7 deles diagnosticados com autismo. Os pesquisadores descobriram que eles tinha 67% mais neurônios que o grupo de controle. Essa proporção foi observada apenas em relação a esse tipo de célula, pois a contagem de outras estruturas neurais, como as células gliais, foi idêntica à do grupo de controle. Além disso, o cérebro dos autistas revelou-se 17,6% mais pesado e 7% maior que a média. “Futuros estudos com uma amostra maior de tecidos poderão revelar relações importantes entre a contagem de neurônios e a severidade dos sintomas”, afirma Couchersne em seu artigo.



Fonte: Da revista Mente & Cérebro n° 228, janeiro/2012, pág. 74

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Consumir Bebidas Alcoólicas durante a Gravidez Prejudica Percepção de Dor nos Bebês

Um estudo da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá, mostra que bebês cujas mães ingeriram álcool quando estavam grávidas demoram mais para reagir à dor. O autor do experimento , o neuropediatra Tim Oberlander, furou levemente com uma agulha o calcanhar dos 28 recém-nascidos antes de medir sua frequência cardíaca.

Em seguida, pergunto às mães se haviam ingerido álcool ao longo da gestação. “A frequência cardíaca aumentou mais ente os filhos de mulheres abstinentes. Isso quer dizer que perceberam e reagiram ao estímulo mais rapidamente”, explica Oberlander. Segundo o neuropediatra, experimentos anteriores comprovaram que crianças de mães que beberam durante a gravidez são menos atentas e têm pior desempenho em testes cognitivos. Mas as conseqüências no longo prazo, principalmente sobre o desenvolvimento psicológico, ainda precisam ser esclarecidas.

Fonte: Da revista Mente & Cérebro n° 228, janeiro/2012, pág. 76

quarta-feira, 11 de abril de 2012

O Perigo do Infarto Silencioso_2/2

por Adriana Dias Lopes

Revista Veja n° 2258, de 29/02/2012, págs. 84/85


A medicina ainda não decifrou por que as mulheres são mais propensas ao infarto silencioso. Uma da hipóteses mais aceitas é a que se refere o estrógeno, o hormônio fabricado pelos ovários, com efeito vasodilatador e, por isso, tido como uma substância protetora do coração. “

O estrógeno também estimula os nervos do organismo a fabricar proteínas associadas ao mecanismo da resistência à dor”, diz o médico Raul Dias dos Santos, diretor da Unidade de Lípides do Incor. Outra explicação para a dissimulação do infarto feminino pode estar relacionada às diferenças entre os sexos na distribuição dos nervos no organismo. “Nas mulheres, eles se ramificam mais para as costas e para a barriga. Já nos homens, eles se irradiam para o peito”, explica Dias.

As peculiaridades do coração feminino entraram no radar dos cardioligistasw a partir de 2004, quando a Associação Americana do Coração divulgau as primeiras cartilhas para o diagnóstico e a prevenção de problemas cardíacos entre as mulheres. A mais recente delas, de 2011, propões mudanças nos protocolos de tratamento, ressaltando que as mulheres são mais vulneráveis que os homens. O risco de uma mulher fumante sofrer um infarto é o dobro do de um homem com o mesmo vício. As diferenças anatômicas e funcionais entre o coração da mulher e o do homem explicam a maior fragilidade feminina. Há que levar em conta ainda os perigos aos quais só elas estão sujeitas, com o a menopausa. O coração da mulher, com já sabem os românticos, exige atenção especial.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

O Perigo do Infarto Silencioso_1/2

por Adriana Dias Lopes

Revista Veja n° 2258, de 29/02/2012, págs. 84/85


Um estudo baseado nos prontuários de quase 1,2 milhão de pacientes internados em 1.600 hospitais nos Estados Unidos, entre 1994 e 2006, dá a real dimensão de um dos maiores desafios da cardiologia – a fragilidade e as peculiaridades do coração feminino. Publicado na mais recente edição da revista da Associação Médica Americana (Jama), o trabalho mostra que, para quase metade das mulheres, o infarto provoca um desconforto de baixa ou média intensidade, atingindo sobretudo as costas, o estômago e as mandíbulas. Muito diferentes dos sintomas clássicos do infarto em homens, que são dor aguda no peito, com irradiação para um ou os dois braços e suor frio intenso. O sexo feminino sofre com o infarto silencioso. “Quando os sinais da doença são camuflados, médicos e pacientes podem subestimar o problema, adiando o diagnóstico e, consequentemente, o seu tratamento”, diz Roberto Kalil, diretor do Instituto do Coração (Incor) e do Centro de Cardiologia do Hospital Sírio-Libanês, ambos em São Paulo0 .Por causa do atendimento médico tardio, o número de mulheres vítimas fatais de um infarto é 50% maior que o de homens. Todos os anos, 31.000 brasileiras morrem infartadas - o triplo das mortes por câncer de mama.

O atendimento a um infartado, mulher ou homem, é sempre uma prova de velocidade. Quanto mais tempo o coração fica sem receber oxigênio, maior o volume de músculo cardíaco lesionado. Os mais recentes protocolos de atendimento preconizam que os exames e o tratamento devem ser realizados na primeira hora depois do início do infarto – “a hora de ouro”, no jargão dos médicos. “Nesse período os índices de pacientes recuperados sem nenhuma sequela chegam a 75%, diz o cardiologista Marcus Bolivar Malachias, professor da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Três horas depois, as taxas de recuperação caem para 25%. Em decorrência da falta de sintomas específicos, as mulheres levam, em média, justamente três horas para procurar ajuda. Além disso, muitas ainda descrevem o mal-estar como suspeita de gastrite ou má digestão. Não é raro uma mulher em processo de infarto receber o diagnóstico de falta de ar.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Proibir que seus filhos bebam de fato funciona, aponta estudo

Tendência é notada mais claramente entre os meninos.
Pesquisa foi feita com adolescentes com entre 12 e 16 anos.

Do G1, em São Paulo

Uma pesquisa holandesa publicada online pela revista científica “Alcoholism: Clinical & Experimental Research” mostrou que os adolescentes tendem a beber menos quando os pais impõem regras mais severas sobre o consumo de álcool.

O estudo foi feito com 238 adolescentes com idade entre 12 e 16 anos. Eles responderam a questionários contando como é o comportamento dos pais em relação ao álcool. Os jovens também falaram quanto álcool eles próprios tinham consumido no último mês.

Além disso, os pesquisadores testaram o impulso dos adolescentes em relação ao álcool. Isso foi feito por meio de um sistema conhecido como memória de trabalho, que analisa a resposta de cada um a um estímulo específico – como garrafas ou cheiro de bebida.

A tendência é notada mais claramente entre os meninos. Quando proibidos, eles bebem menos que as meninas da mesma idade. No entanto, quando os pais permitem, o consumo de álcool deles é maior que o delas.

“Em resumo, a relação entre a imposição de regras por parte dos pais e o uso de álcool na adolescência está bem estabelecido”, disse a autora Sara Pieters, em material divulgado pela Universidade Radboud, em Nijmegen.

Ela indicou que, anteriormente, outros estudos já indicavam essa relação, mas que essa foi a primeira pesquisa a mostrar que o impulso dos jovens também é influenciado.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

O Pódio das Frutas

As mais energéticas_açaí (495 kcal em 1 tigela pequena), abacate (235 kcal em 1/2 unidades), caqui (90 kcal por unidade) e figo (90 kcal por 3 unidades)
As menos energéticas_melão (20 kcal em 1 fatia) e pêssego (25 kcal em 1 unidade)
As mais ricas em fibras_açaí (35 g em uma tigela pequena) e goiaba (10 g em 1 unidade)
As mais ricas em carotenóides_manga (3600 mcg em 1 unidade), caqui (1800 mcg em 1 unidade)
As mais ricas em vitamina E_abacate (230 mg em 1/2 unidade), açaí (90 mg em 1 tigela pequena)
As mais ricas em potássio_banana (350 mg em 1 unidade) e uva (296 mg em 1 xícara)
As mais ricas em vitamina C goiaba (370 mg em 1 unidade) e morango (110 mg em 1 xícara)
As mais ricas em cálcio_açaí (236 mg em 1 tigela pequena) e tangerina (40 mg em 1 unidade)
As mais ricas em magnésio_
abacate (100 mg em 1/2 unidade) e banana (30 mg em 1 unidade)

As mais ricas em ferro_açaí (25 mg em 1 tigela pequena) e amora (5 mg em 1 copo médio)


Frutas para esportistas

Os esportistas estão sujeitos a algumas condições que podem ser prevenidas e aliviadas com as frutas.

Anemia_açaí, amora, carambola
Artrite_abacaxi, ameixa e maçã
Cãibras musculares_banana, laranja e melão
Diarréia: maçã sem casca e banana-maçã
Digestão pesada_combinar as refeições pesadas com o abacaxi
Prisão de ventre_maçã com casca, ameixa e figo
Fadiga_banana, uva e figo
Retenção de líquidos_a maioria das frutas, por possuir potássio, pode provocar maior perda de líquido.
Baixar o colesterol_maçã, pêra, abacaxi e pêssego


Ameixa, tônico antiestresse

Contém alta quantidade de fibra sorbitol que estimulam o movimento intestinal e favorecem a evacuação. Dependendo da coloração da fruta, a quantidade de vitaminas que possuem pode variar: as claras são as mais doces e ricas em carotenos, e as com coloração escura contêm mais ferro. Sua riqueza em vitaminas B e C torna essa fruta uma aliada contra o estresse e o suco de ameixa alivia a gota, o reumatismo, a artrite e problemas articulares.

Damasco, a fruta da pele

Tem alto teor de caroteno (provitamina A), vitamina que previne o câncer, regenera os tecidos, e favorece o bronzeado. É rica em ferro, magnésio, potássio, zinco e vitaminas B1, B2 e C. Um verdadeiro coquetel contra a fadiga. E só tem 47 kcal.

Figo para os ossos

Tem cálcio, por isso, é recomendado para esportistas e ajuda a prevenir a osteoporose. Contém benzaldeido, um agente anticancerígeno, flavonóides e uma enzima chamada ficina que ajuda a digestão das proteínas. Além disso, possui ferro, potássio e fibra. As avós utilizavam o látex branco (líquido que sai da planta ao ser cortada) para eliminar as verrugas. Na ásia, o figo é considerado um afrodisíaco natural.

Maçã, o presente de Eva a saúde

Ela é rica em fibra solúvel, regula o colesterol, protege o coração e equilíbra a função intestinal, tanto no caso de diarréia como de prisão de ventre. Contém vitamina C, potássio e é hidratante.

Banana, a barrinha energética

É o alimento dos campeões. Uma comida rápida, ideal para recarregar as energias. Quanto menos maduras, mais ricas em amido. A banana previne as cãibras musculares por sua riqueza em potássio. Também tem magnésio e vitamina B6, vital para levantar seu ânimo e ajudar no metabolismo do corpo.

Melão, o diurético mais natural

É típico das frutas de verão. É rica em potássio (diurético), betacaroteno, vitaminas e com poucas calorias. Quanto mais amarelo o melão, maior é a quantidade de carotenos - responsáveis pelo cuidado de sua pele, melhorando também o seu bronzeado. É considerada uma fruta anticoagulante e um aliado na prevenção de trombose e infartes.

Pêssego, a fruta saborosa

Rica em vitamina C e potássio. Regula o intestino, pois é rico em fibras. Tem baixo teor calórico.

Açaí, o pentacampeão

Esta frutinha amazônica, muito badalada entre os esportivas, sem dúvida nenhuma é pura energia! Rico em vitamina E, o açaí pode ser considerado um poderoso antioxidante. Além de ser rico em cálcio e ferro, que auxiliam na efetiva contração muscular. O alto teor de fibras pode ser ainda maior quando na tigela de açaí vai granola misturada.

Nectarina, o pêssego de pele suave

É uma fruta muito parecida com o pêssego. Contém provitamina A, vitamina B3, ácido fólico, potássio e fibra. Ajuda a regular o colesterol.

Pêra, para refrescar

A pêra é uma fruta que deve ser ingerida madura. É rica em pectina, fibra que regula o intestino melhorando a flora intestinal; contém minerais como o selénio (antioxidante), zinco (aumenta a imunidade) e potássio (diurético e hipotensor). Para os esportistas é uma fruta muito completa.

Abacaxi, para digestão

O abacaxi favorece a digestão, pois tem uma enzima chamada bromelina. É rica em vitamina C.

Melancia, menos calorias

Se seus problemas são os quilinhos a mais, encha sua geladeira de melancia . Você vai poder comer quantos pedaços quiser, pois é a fruta que tem menos calorias (18 kcal/100 g). É rica em água, fibra , potássio (diurético), vitaminas A, B6 e C e magnésio.

Uva, limpa seu corpo das toxinas

Uma das frutas que trazem mais benefícios para a saúde. É remineralizante, diurética, depurativa, energética. Contém taninos adstringentes, polifenois, resverastrol (principalmente nas uvas escuras) e substâncias com capacidade antitumoral. Uma alimentação rica em uvas garante boa saúde e limpa seu organismo de toxinas.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Insônia e Depressão podem estar Relacionadas a um mesmo Tipo de Gene


Gêmeos Idênticos que têm dificuldades
para dormir, são mais propensos a
desenvolver sintomas depressivos

Em um estudo com gêmeos, pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, na Filadélfia, descobriram que univitelinos que sofriam de insônia eram significativamente mais propensos que irmãos não idênticos a desenvolver transtornos depressivos. No entanto, não foram identificados genes envolvidos no surgimento dos dois distúrbios.

A pesquisa, no entanto, reforça a hipótese de que ambos têm origem genética. É provável que a resposta esteja nas informações que determinam a produção dos neurotrasmissores serotonina e noradrenalina, que agem tanto no ciclo do despertar do sono quanto na regulação do humor.

Fonte: Revista Mente & Cérebro n° 228, janeiro/2012, pág. 74

sexta-feira, 30 de março de 2012

Dobram prisões de motoristas bêbados em São Paulo

Jornal O Estado de S. Paulo

1.824 foram detidos no ano passado pela Polícia Militar em blitze; em 2010, haviam sido 879

Bruno Ribeiro - O Estado de S.Paulo

SÃO PAULO - Motoristas paulistanos têm respeitado menos a lei seca e bebido mais antes de dirigir. O número de condutores embriagados presos pela Polícia Militar em blitze de trânsito mais do que dobrou no ano passado em comparação com 2010. O crescimento do índice de pessoas fiscalizadas, no entanto, foi menor do que o aumento registrado nos flagrantes.

Foram levados para delegacias e indiciados por cometer crime de trânsito 1.824 motoristas em 2011, de acordo com dados da PM na capital. Em 2010, haviam sido flagrados 879 condutores bêbados - crescimento de 107% no período de um ano.

Uma das principais alterações impostas pela lei seca, em vigor desde junho de 2008, o artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) passou a qualificar como crime pegar o volante com 6 decigramas de álcool por litro de sangue três copos de cerveja, por exemplo. Brechas na lei, porém, têm dificultado a punição aos motoristas alcoolizados, avaliam juristas, promotores e advogados.

Cresceu a percepção da sociedade de que têm ocorrido mais acidentes causados pelo álcool. "Percepção" é o termo correto, porque os dados oficiais sobre acidentes de trânsito ainda não foram divulgados pela Prefeitura. Diante desse cenário, até uma nova redação para a lei passou a ser discutida no governo federal e no Congresso Nacional.

Para conter esse sentimento de impunidade e a pressão popular, a Polícia Militar de São Paulo passou a intensificar a Operação Direção Segura. As blitze agora são realizadas diariamente, com participação de mais policiais. A PM já apresenta alguns resultados: o total de condutores parados cresceu 40% de 2010 para 2011 - porcentual, contudo, inferior aos flagrantes de bêbados.

A Polícia Civil também tem atuado no combate ao crime de embriaguez ao volante. A Delegacia de Crimes de Trânsito (DTC) passou, no fim de janeiro, a acompanhar as blitze da PM. "Se o motorista não faz o teste do bafômetro, já levamos ao Instituto Médico-Legal e à delegacia", explicou o titular da DTC, José Sampaio Lopes Filho.

Maior rigor. A garantia constitucional de que ninguém pode ser obrigado a produzir prova contra si mesmo motivou a mudança operacional das blitze da PM em parceria com a Polícia Civil. Motoristas evocam esse direito e se recusam a fazer teste do bafômetro uma prova de embriaguez.

Antes da nova estratégia das polícias e com a recusa de se fazer o exame, o motorista sob suspeita de estar bêbado era conduzido por PMs até uma delegacia e, de lá, era levado ao Instituto Médico-Legal (IML). Um médico, então, poderia atestar a embriaguez mesmo assim, sem determinar a quantidade de álcool no sangue. Nesse período de deslocamento, segundo o delegado Lopes Filho, "a embriaguez já havia passado". E, mesmo bêbado, o motorista tinha grande chance de sair impune.

"Na semana passada, prendemos 15 embriagados. E dois foram para a cadeia porque não pagaram a fiança", contou o delegado, apresentando os resultados do novo procedimento. "Esse quadro (de desrespeito à lei) vai ser alterado com essa mudança. O processo ficará mais rápido. E a população vai se conscientizar de que, se beber e dirigir, será presa."

Causas. O presidente estadual da Comissão de Estudos do Trânsito da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP), o advogado Maurício Januzzi, apresenta uma série de motivos para explicar a ineficiência da lei seca. "A grande falha da lei é ter determinado a concentração de álcool por litro de sangue", afirmou Januzzi, ao destacar uma delas.

"O Decreto 6.488, de 19 de junho de 2008, estabelece limites de tolerância para o artigo 165 do CTB (trecho do texto que proíbe a direção sob efeito de álcool). Em outras palavras, o artigo 165 não estabelece limites. O decreto, sim." Com isso, segundo o advogado, "a única forma de se punir alguém por beber e dirigir é fazendo o bafômetro ou exame de sangue", o que nem todo mundo faz.

O advogado também recorda o fato de que motorista ser autuado não significa que ele será processado. "Vejo que as pessoas tomaram consciência do que diz a lei. Há aumento da fiscalização, mas o desrespeito continua igual porque as pessoas já têm conhecimento de que, sem o teste do bafômetro ou o exame de sangue, elas não podem ser presas nem processadas. Isso faz com que elas desrespeitem a lei."

Uma das mudanças em discussão é a retirada de limites de álcool no sangue do texto da lei. Se for constatada a embriaguez - seja por exame, bafômetro ou testemunho de um policial ou médico o motorista já poderia ser preso.

Outra discussão é sobre o aumento das penas, que poderiam chegar a 20 anos de prisão para um motorista bêbado que provocasse uma morte. "Essa mudança pode facilitar o trabalho da polícia", disse o delegado Lopes Filho.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Alimentos que ajudam na saude da pele


Programa: Rinnie Von
Nutricionista: Carolina Santos

segunda-feira, 26 de março de 2012

Preços altos aguçam o sistema de recompensa

Sistema visual favorece estímulos vantajosos para a sobrevivência
©Shutterstock

“Quanto mais caro, mais bonito”, prega o senso comum. A novidade é que a ideia pode mesmo fazer sentido – pelo menos para nosso sistema visual. Em um estudo publicado na revista Neuron, pesquisadores da Universidade da Califórnia monitoraram a atividade cerebral de voluntários enquanto estes observavam fotografias de um mesmo modelo de carro, mas de cores diferentes, associadas aleatoriamente a preços, exibidos discretamente ao lado do veículo.

As imagens neurais mostraram maior ativação de áreas relacionadas à percepção de formas e cores quando os participantes fixavam o olhar nos automóveis com valor fictício maior. “Objetos percebidos como valiosos ou acessíveis para poucos parecem ativar o sistema de recompensa”, diz o psicólogo John Serences, autor do estudo. Segundo ele, a associação inconsciente entre dinheiro e recompensa influi na elaboração das informações visuais. “É como se, ao olharmos para várias mercadorias, as mais caras fossem percebidas com maior nitidez, como se estivessem iluminadas por um feixe de luz”, exemplifica Serences.

Além disso, a maioria dos voluntários disse preferir esteticamente as cores “mais caras”. “Aparentemente o sistema visual privilegia estímulos vantajosos para a sobrevivência, como o respeito do grupo ou o acúmulo de bens, o que influencia as tomadas de decisão”, observa o psicólogo, que pretende estudar mecanismos cerebrais envolvidos na associação entre beleza e preço em pessoas com compulsão por comprar.

Fonte: Revista Mente & Cérebro