segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Cor favorece desempenho físico e aumenta as
chances de competidor ganhar disputa esportiva

Arte em Lego de Nathan Sawaya

Mesmo sem base científica, muita gente acredita que usar peças vermelhas aumenta a energia e “acelera” o desempenho das pessoas em geral. Um estudo novo realizado por pesquisadores do Departamento de Psicologia do Esporte da Universidade de Münster, na Alemanha, reforçou cientificamente a hipótese. Segundo ele, vestir de roupas dessa cor aumenta as chances de vencer uma disputa esportiva. Os cientistas observaram 42 atletas de diversas modalidades durante torneiros usando uniforme vermelho e outros 42 usando azul. Resultado: esportistas de escarlate tiveram 13% mais vitórias do que os do outro grupo. Segundo os pesquisadores alemães, o resultado tem explicação: o cérebro humano faz uma leitura das cores, reunindo informações sobre a frequências de ondas recebidas esses dados são armazenados na memória. Quando nossos olhos vêem a cor vermelha, envia estes estímulos ao cérebro que reage intensificando nosso poder de percepção, contribuindo para que a pessoa fique mais alerta e focada em seu objetivo – no caso de uma competição, por exemplo, é obter o melhor desempenho possível.

Os cientistas também suspeitam que o uso do vermelho, de alguma forma, inibe a ação dos outros concorrentes, sem que eles mesmos tenham consciência clara desse processo. Eles reconhecem, porém, que essa possibilidade ainda precisa ser mais bem compreendida. Há alguns anos, antropólogos da Universidade de Durham, no Reino Unido, avaliaram os jogos das Olimpíadas de Atenas, em 2000, e também constataram o poder do vermelho no desempenho dos atletas. Observando aqueles que tinham características e preparo físico equivalentes, verificaram que os que usavam uniforme vermelho obtinham melhores resultados. Até que ponto usar esse tom favorece o desempenho de pessoas comuns, no dia a dia, em situações de trabalho, porém, ainda é um mistério, mas muitos psicólogos e consultores acreditam que comparecer de roupas vermelhas em entrevistas de empregos mais atrapalha que ajuda.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Química do sono ensina que é bom adormecer cedo




Melatonina, hormônio que regula o sono, começa a ser produzida no fim da tarde e atinge pico à meia-noite; o ideal é dormir antes disso

As avós tinham razão quando diziam que criança tem de ir para a cama cedo – mesmo aquelas que podem dormir até tarde na manhã seguinte. Isso porque a melatonina, hormônio que regula o sono, começa a ser produzida com o entardecer a tinge seu pico por volta da meia-noite. Durante esse período em que a curva de liberação é ascendente, o sono vem mais fácil e com mais qualidade.

“Se dormir após a meia-noite se torna um hábito desde criança, o custo na adolescência pode se imenso”, diz a neuropediatra Márcia Pradella. Segundo ela, apenas 3% das pessoas possuem um distúrbio real no relógio biológico que as impede de dormir cedo mesmo quando necessário. “O resto é mau hábito”.

Acostumada desde os 2 anos a esperar o pai chegar do trabalho para ir dormir – às 3 horas da manhã – Thaísa Mischiatti, de 19 anos, sofreu durante o ensino médio, quando foi obrigada a estudar de manhã. Mesmo agora, que não está estudando, ainda sente os reflexos. “Está muito ruim porque não consigo dormir antes das 5 horas. Depois vou até 12h30, mas acordo com sono”.

Como todo mau hábito, a insônia comportamental pode ser revertida. Quanto mais tarde, mais difícil. “Se o problema chega à idade adulta, geralmente só com medicamentos se consegue regular o sono”, afirma Márcia.

Guerra – Algumas pessoas conseguem se adptar e trocam, de fato, o dia pela noite sem qualquer repercussão. Outras passam a vida lutando contra seus hormônios. Vão dormir às 6 horas, quando o cortisol lhes diz que é hora de trabalhar, e à meia-noite estão em atividade máxima, quando a melatonina lhes diz que é hora de repousar.

‘”Ao longo dos anos, esse desconpasso pode resultar em hipertensão e distúrbios metabólicos, como diabetes e obesidade”, diz Márcia.

Higiene do sono

Ritual – Estabeleça um ritual e o respeite. Pode ser jantar, dar um banho relaxante e ler um livro juntos. A idéia não é fazer a criança dormir, mas criar uma oportunidade para isso acontecer.

Tranquilidade – Evite atividades estimulantes perto da hora de dormir, bem como bebidas que contenham cafeína nas seis horas antes de ir para a cama.

Rotina – Assim como a criança deve ter hora de comer, deve ter hora para dormir e para acordar. Isso pode variar de acordo com as necessidades de cada faixa etária.

Gasto de energia – Garanta que a criança pratique atividades físicas que lhe permitam gastar energia durante o dia. Ficar na frente da TV não ajuda.

Texto: Karina Toledo – Estadão 22.08.2010 – A26

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Ambiente ideal para os estudos

Veja como construir um ambiente ideal de estudos

Detalhes como iluminação, conforto, barulho e até mobília influenciam

Como estudar com qualidade? A questão é pouco detalhada do ponto de vista do ambiente ideal. Ou seja, o lugar em que os estudantes possam absorver a quantidade de conteúdos necessária para o ingresso na faculdade ou na preparação para testes e avaliações, seja na graduação ou pós. O que é melhor: estudar no quarto ou longe da cama? É bom ler no computador ou ficar longe dele? De que forma, televisão, rádio, barulho e até a mobília do local pode afetar o esforço de um estudante que se esforça para aprimorar seu conhecimento? Há indicativos de que tão importante quanto organizar o tempo de estudo, é determinar o melhor local para fazer isso.

"A aprendizagem não é desenvolvida num vácuo. O processo é influenciado por contexto pessoal, social e até pelo espaço físico", explica Mauricio Peixoto, líder do Grupo de Aprendizagem e Cognição da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Segundo ele, o estudo pode ser favorecido ou até mesmo prejudicado por elementos externos como iluminação, ventilação, ruídos e cores. "Esses são alguns dos fatores capazes de colocar em xeque a concentração e, conseqüentemente, a produtividade do processo", aponta ele.

Fernando Becker, professor de psicologia da educação da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), partilha da opinião de Peixoto e garante que o simples cuidado com a escolha do local de estudo pode influenciar diretamente o rendimento das horas investidas nos livros e fazer toda a diferença. "Geralmente os ambientes inapropriados - escuros, frios ou barulhentos - causam desconfortos físicos, que geram estresse ao organismo humano e não favorecem o funcionamento do cérebro. Minimizam ainda o período de produtividade e antecipam o estado de fadiga", diz ele.

Não há regras, no entanto, para a construção de um ambiente ideal. É o que enfatiza o pesquisador da UFRJ. "Esse local deve respeitar o estilo pessoal do aprendizado do estudante. Enquanto o silêncio pode ser essencial para uns, para outros ele pode provocar inquietação. Há alunos que rendem mais se estudar sentados na tradicional escrivaninha, outros se concentram melhor na cama ou até mesmo caminhando", compara Peixoto, que aposta no processo de flexibilização e personalização.

Renan Soares Mendes Teixeira da Cunha, psicólogo do ProEstudo/UFSCar (Programa de Capacitação Discente para o Estudo da Universidade Federal de São Carlos), também aposta no autoconhecimento. "Testar as diversas opções é a melhor maneira de saber qual delas se encaixa a suas necessidades. Se o silêncio atrapalha, que tal ouvir uma música instrumental e leve. Agora, se o barulho é que atrapalha, é possível recorrer ao protetor auricular", afirma ele. Mas ainda que não haja regras, Cunha recomenda lugares frescos, arejados, bem iluminados e razoavelmente silenciosos. "Independente do local, é fundamental que as distrações sejam mínimas", alerta ele.

Entretanto, independentemente do perfil do estudante, é preciso evitar os exageros e as situações extremas. "Nada de ambiente excessivamente luminoso ou sem luminosidade, muito frio ou quente, com ruídos em excesso, tampouco estudar de barriga cheia ou vazia", recomenda Peixoto. "Como dizem os budistas: 'a virtude está no meio'. Priorize uma situação de conforto", acrescenta o pesquisador da UFRJ.

Caso não haja um espaço adequada na própria casa do estudante, Alessandra Venturi, coordenadora-geral do cursinho da Poli, orienta para a busca de um caminho alternativo. "Há algumas escolas e cursos preparatórios que, mesmo no período de recesso, mantém espaços de estudos abertos durante o dia. Recorrer a um deles pode ser ainda mais produtivo do que ficar em casa e ser interrompido constantemente com os problemas domésticos", diz ela, que também sugere o estudo em bibliotecas municipais e estaduais.

Publicado em 07/12/2009 por Larissa Leiros Baroni
Fonte: Site Universia e Blog Tetris

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Ciência desvenda sensibilidade olfativa dos cegos


Por Luciana Christante

Ao contrário do que se acredita, deficientes visuais não têm o olfato mais apurado que as pessoas que enxergam. Isso é o que mostra um estudo feito na Universidade de Montreal, no Canadá. Segundo os autores, a diferença é que os cegos prestam mais atenção aos odores presentes no ambiente do que as outras pessoas. A pesquisa avaliou a capacidade olfativa de 25 voluntários, dos quais 11 eram cegos desde o nascimento. A primeira bateria de testes foi realizada com um olfatômetro para detectar o limiar de sensibilidade olfativa, isto é, a menor concentração do odor no ar que os participantes são capazes de reconhecer. Os resultados mostram que não houve discrepância entre resultados obtidos nos testes com cegos e videntes.

A diferença entre os dois grupos apareceu na segunda etapa do experimento, quando os pesquisadores usaram técnicas de imageamento cerebral para identificar quais áreas do cérebro eram ativadas em resposta à exposição aos odores. Observou-se maior atividade no córtex olfatório dos deficientes, mas, paradoxalmente, também o córtex visual destes se mostrou ativo. Para o coordenador do estudo, Maurice Ptito, os dados indicam que a área visual do cérebro dos cegos passou por uma reorganização, o que talvez favoreça a atenção que eles dedicam aos estímulos olfativos, coisa que as pessoas que enxergam, distraídas por outras sensações, não fazem.

Revista Mente & Cérebro n° 210, de julho/2010 – pág. 19

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Maconha faz mal?

por Sérgio de Paula Ramos* PDF Imprimir E-mail

Zero Hora

Sou dos que pensam que não cabe a um especialista determinar como uma sociedade deve se comportar frente a este ou àquele tema. Nosso dever é dar informações científicas e permitir que, em posse delas, a própria sociedade decida sobre seus caminhos.
Com a maconha, é isso que deve ocorrer. O especialista alerta que seu uso por jovens, comprovadamente, associa-se com posterior queda no rendimento escolar, experimentação de outras drogas, depressão e esquizofrenia. Ainda que jovens que usaram maconha mais do que 100 vezes na vida (ou seja, duas vezes por semana ao menos por um ano), ao chegarem aos 25 anos, terão menos diplomas universitários e estarão menos empregados que seus iguais não usuários.

Outro fato relevante é que maconha, na história natural de um dependente químico, é a segunda droga de experimentação, sendo a primeira o álcool; daí porque se diz que ambas são drogas de entrada para as demais. Igualmente, é de se destacar o fato de que quanto mais uma droga for oficial ou oficiosamente liberada, maior será seu consumo e os problemas decorrentes dele.
Perguntados sobre por que experimentaram maconha, os jovens respondem que por curiosidade e pressão do grupo. Já com os não experimentadores a resposta é que não experimentaram porque é proibido e faz mal.
Tais fatos estão muito bem documentados por uma plêiade de trabalhos científicos de todos os quadrantes. Em ciência, primeiro fazemos uma observação, depois usamos uma metodologia consistente para verificar se nossa observação procede; depois, ela é compartilhada por outros pesquisadores, até que se transforme num consenso.
Não é o caso desse trabalho, publicado há 11 anos pelo Dr. Dartiu Silveira, citado pelo jornalista Marcos Rolim. Sua amostra foi pequena, seu tempo de seguimento insuficiente, e as demais variáveis não neutralizadas. Tais imprevidências impossibilitaram que a comunidade científica compartilhasse das conclusões do autor e, decorridos todos esses anos, desconheço outro trabalho que tenha chegado aos mesmos resultados; e mais, tampouco tenho informação de que algum serviço de dependência química no mundo esteja se regendo por essa orientação terapêutica, de sugerir que uma porta de saída para o crack seja usar maconha. Aliás, no passado, cometia-se a ingenuidade de se achar que cachimbo ajudaria o tabagista a parar de fumar ou que calmantes, tipo diazepínicos, ajudariam alguém a parar de beber.
Portanto, a título de resumo, o uso de maconha por jovens é deletério, sua liberação aumentará o consumo e os problemas dele decorrentes. Em posse de tais informações, que a sociedade decida o que quer fazer. Até lá, o debate robusto e elegante ajudará; e que não se tome como atitude antiética lembrar fato verdadeiro e de conhecimento público.

* Psiquiatra e psicanalista, coordenador da Unidade de Dependência Química do Hospital Mãe de Deus

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Os 4 Pilares da Alimentação Desintoxicante

Quando focamos a sustentação, tudo que tem 4 pés tem maior garantia de firmeza, de estrutura, de chão. E, um dia estava refletindo sobre os aspectos gostosos, além dos sucos, da alimentação desintoxicante, e me veio esta palestra.

Aliás, este é um poder pensante que coloco em tudo que faço: buscar integrar crescimento com prazer e alegria. Ganhamos tempo, energia e muito amparo.

Primeiro Pilar: Saúde com consciência

A conquista da saúde plena requer de cada um a sua parcela de comprometimento, busca pela informação assertiva que ecoa em nossa alma e coração: autoconhecimento. Costumo dar pouca importância para classificações rígidas dos seres humanos por tipos, para tabelas, dietas, suplementos ou receitas milagrosas e tudo o que nos é impingido sem esclarecimentos ou espaço de compreensão. Esta é uma das condições do poder pensante: tem sentido? Tem nexo? Tem fontes? Tem sustentação? Então vou experimentar.

Outra pergunta que coloco em todas as ofertas e novidades no universo da alimentação: industrializou? Tem muita propaganda? Ponha atenção multiplicada, pois tem grandes chances de você ser a primeira vítima deste capitalismo selvagem.

Cada pessoa é única e apresenta necessidades energéticas e nutricionais diferenciadas, inclusive a cada momento de sua vida. Portanto, quando estou grávida tenho uma necessidade nutricional, quando mudo de emprego outra, quando estou de férias outra, quando tenho 20 anos outra, quando tenho 30 outra; e assim é a dinâmica da vida: a biodinâmica. Ciência criada por Rudolf Steiner para a produção agro-pecuária, que valoriza a perfeita integração, e auto-sustentação, de cada planta ou animal com a estação, o solo, o clima, etc. que os cercam.

O sábio é que cada Ser humano se informe, estude, esclareça, traga para a consciência não só conhecimentos sobre os alimentos, o que se produz facilmente a sua volta, mas sobre o seu organismo, o metabolismo humano, suas necessidades básicas, como também se autoconheça para oferecer ao seu corpo e alma aquilo que ele realmente necessita e melhor assimila.

O Ser humano nasceu para ser saudável e longevo; jamais doente. Longevidade com significância, sentido, qualidade de vida é o propósito desta experiência evolutiva. O corpo físico é o instrumento encarnado desta experiência. A Alma o poder pensante que torna esta experiência animada e real, jamais doente ou iludida.

A Alimentação Desintoxicante tem como primeiro pilar, sólido e pró-ativo, o compromisso afetivo, o tesão por aprender, pela busca de muita informação clara, objetiva e assertiva (por que praticável com prazer e alegria), para diariamente aflorar mais consciência, motivação e a possibilidade de cura, transformação e superação. Uma roda que gira e não pára: quanto mais desintoxicado, mais pró-ativo, mais motivado, mais animado, mais vitorioso.

Num mundo onde os interesses econômicos predominam muitas vezes sobre a ética e a moral, aquele que não estuda, pesquisa e informa-se, fatalmente será uma vítima vulnerável ao desperdício, frustrações, doenças, distúrbios e desequilíbrios.

Segundo pilar: Baixo custo – Máximo benefício

A vida é simples, nós é que a complicamos, quando valorizamos prazeres absurdos, grandiosidades e sofisticações. A natureza nos fornece tudo o que precisamos para uma vida equilibrada e saudável. Valorizar o natural é uma atitude afetiva de gratidão e sabedoria: receber o que ela nos oferece. O consumismo nos faz esquecer dos valores e poder da natureza que, com sua simplicidade, está sempre deixando registros de seus reais efeitos positivos na humanidade. Um alimento maduro, na sua época, cai do pé e nos oferece seu Viço, cor, aroma, textura e sabor: nutrição e energias acumuladas da Terra, do Sol e de Deus.

Estamos falando das frutas, folhas, raízes, legumes, sementes, brotos e flores. Tudo isso enche nossos cestos e despensa, sem contudo, esvaziar nossos bolsos como os alimentos industrializados e vazios: os biscoitos, doces, bebidas, refinados, carnes, embutidos, laticínios e todos os enfeites (visuais e aromáticos) que a indústria do capitalismo selvagem faz questão de nos seduzir e vender.

Esquecemos dos alimentos que estão disponíveis à nossa volta e nos iludimos de comprar nossa saúde com importados como a quinua, algas, chás, linhaça dourada e tantas frutas exóticas. O que sei é que todos nós temos o direito à saúde, não importa o poder aquisitivo ou acesso aos textos científicos que valorizam os industrializados, encapsulados e engarrafados. Aliás, saúde não se compra, se conquista com bons hábitos, simples, porém diários.

Diante da esperteza de achar que iludimos nossas células subnutridas e fragilizadas com compensações compradas e artificiais, esvaziamos novamente nossos bolsos quando ficamos doentes, desequilibrados, viciados, intoxicados, desanimados: sem poder pensante, ansiosos, porque sem fé de um futuro melhor.

A Alimentação Desintoxicante incentiva o consumo dos alimentos naturais, nutritivos, que geram e ativam a vida para trazer o máximo benefício à saúde: vitalidade, inteligência plural e equilíbrio emocional. Nutrição verdadeira, que mantém e perpetua a vida. A Alimentação Desintoxicante incentiva gastar menos consumindo os alimentos naturais, crus e vivos, que nos oferece real nutrição e energia: saúde plural.

Terceiro Pilar: Versatilidade

O principal objetivo da Alimentação Desintoxicante é facilitar a limpeza, a purificação, do corpo e do poder pensante (a alma). Também, por escolhas e decisões mais conscientes, a entrada e produção de mais toxinas.

A prática e manutenção diária da Alimentação Desintoxicante irá proporcionar mudanças físicas e vibracionais, entre elas a precisão das percepções corporais (corporalidade) e as sensações emocionais positivas como lucidez e alegria (afetividade).

Mais vivos, reais e verdadeiros, o brinde diário será a capacidade de escolhas mais assertivas, maior liberdade de ação, mais leveza e novas perspectivas, a desidentificação e dissolução dos medos, a chegada na gratidão e no amor.

E este objetivo começa com o esclarecimento das várias formas que cada indivíduo pode acessar esta desintoxicação e limpeza. Os alívios são seus, só você pode acessar seus lastros, apegos e venenos. Só você deverá encontrar as melhores formas de desapego e libertação.

Na prática da alimentação desintoxicante só existe uma condição ideal: que o banho interno seja diário e pela manhã em jejum. Tudo o mais é deixado por conta das possibilidades e condições de vida e momento de cada pessoa. Comprometer-se e planejar é sábio, mas não se prenda em exigências e perfeccionismos.

Em jejum: uma cumplicidade oportuna de limpeza e purificação, pois justo das 4 às 10 horas da manhã nosso organismo, com seus horários, está 100% mobilizado para a eliminação de seus excretos. Então, nada mais amoroso que praticar este banho interno na hora certa: todos unidos no mesmo propósito! Se você acorda às 6, 8 ou 9 horas esta será sua hora do banho interno diário. Se você acorda depois das 10 horas a desintoxicação ainda será possível, mas terá menor impacto e resposta mais lenta. Paciência: é o seu possível.

Todos podem e devem praticar este banho interno diário, porque não importa a idade, raça, credo, classe social, econômica ou cor: todos, enquanto vivos, precisam ser livres das lixos tóxicos, dos escudos, das prisões, das ilusões; inevitáveis em organismos intoxicados, envenenados, subnutridos.

Quarto Pilar: Praticidade

A humanidade está cercada de regras e obrigações. O tempo está curto para atender a tantas demandas. Hoje só aceito coisas novas em minha vida se elas forem práticas, simples e objetivas. Caso contrário não me servem. A Alimentação Desintoxicante tem a magia de ser extremamente simples e prática.

Acordou? Levanta, vai lá na cozinha e toma o seu suco desintoxicante. Ou seja, liquidificador e panela furada sempre na bancada. O suco ideal são os verdes e vivos cujas receitas estão apresentadas no Capítulo 12 do meu livro Alimentação Desintoxicante (ver ref. abaixo).

Mas, não tem nada na geladeira? Não deu tempo de ir à feira? Baixou preguiça total? Certo, mas não deixe de tomar o seu sagrado banho interno. Pode ser com um simples copo de água filtrada tomado em oração com esta intenção. Ou, esprema aquele último limão (ou uma laranja, ou os 2 juntos) em meio copo de água e pronto.

A Alimentação Desintoxicante é tão simples que você pode seguir praticando mesmo estando em viagem, na rua ou na casa de amigos. Nestes casos use sua criatividade, seja flexível, mas não deixe de tomar seu banho interno. Aliás, se possível, contagie, preparando o banho interno também para quem está junto.

Orgânicos: se você não tem fácil na sua cidade ou bairro, ou mesmo poder aquisitivo para comprá-los, fique atento nas ofertas, nos alimentos da época e naqueles mais defeituosos, pois certamente serão os mais isentos de agrotóxicos. Importa muito mais a sua determinação do que a perfeição.

Logicamente que somente esta água (não estruturada) não irá dar a nutrição vital e volume fecal, mas você não deixou de tomar seu banho interno diário. O compromisso segue valendo. Na prática, fica a sua verdade e cumplicidade para cada célula do seu corpo e poder pensante. Células, órgãos e sistemas, cada dia mais fortes, nutridos e integrados, vão aumentando a confiança em você, por você, para você.

Enfim, existem muitos motivos e facilidades para praticar a Alimentação Desintoxicante. Meu convite é: comece ontem a tomar o seu prazeroso e saudável BANHO DIÁRIO INTERNO. Com uma semana de prática já são evidentes os resultados: mais vitalidade e disposição, melhor sono, agilidade mental e memória, intestinos mais ativos, visão mais clara, vontade de colocar as coisas em dia, enfim, mais vontade de viver e enfrentar os desafios do dia-a-dia.

Fonte: Doce Limão

Texto extraído do livro Alimentação Desintoxicante - editora Alaúde. Recomenda-se a sua leitura na íntegra, o que possibilitará a prática desta filosofia de vida com consciência e responsabilidade.

Conceição Trucom é química, cientista, palestrante e escritora sobre temas voltados para a alimentação natural, o bem-estar e a qualidade de vida.

Reprodução permitida desde que mantida a integridade das informações e citada a autora e a fonte.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Neurocientista brasileiro recebe prêmio de US$ 2,5 milhões para pesquisas sobre interfaces entre cérebro e máquina

Miguel Nicolelis é o primeiro pesquisador brasileiro a ganhar o mais importante incentivo americano da área de biomedicina

Acervo pessoal

O neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis, professor da Universidade Duke, é um dos ganhadores do prêmio Director’s Pioneer Award, oferecido pelo programa de apoio a pesquisas dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH), nos Estados Unidos. O pesquisador receberá o auxílio de US$ 2,5 milhões por cinco anos para expandir seu trabalho sobre as interfaces entre funcionamento cerebral e máquinas. Nicolelis é o primeiro cientista brasileiro a receber a premiação americana, a mais importante oferecida para estudiosos da área de biomedicina. O Director’s Pioneer Award financia pesquisas consideradas de “criatividade excepcional e com propostas pioneiras” para desafios importantes na pesquisa médica e comportamental.

Há mais de 20 anos o cientista estuda os princípios neurofisiológicos básicos que permitem que circuitos neurais de mamíferos produzam comportamentos deflagrados por estímulos sensoriais, motores e cognitivos. Esse conhecimento tem possibilitado a evolução da tecnologia cérebro-máquina, um campo revolucionário, no qual Nicolelis é pioneiro. O neurocientista planeja usar o prêmio para desenvolver o primeiro ambiente em realidade virtual controlado pelo cérebro e projetado para investigar as propriedades dinâmicas de atividades cerebrais em grande escala. Outra aplicação será no desenvolvimento técnicas para o tratamento de distúrbios neurológicos.

Clique aqui e leia mais sobre a vida e o trabalho de Miguel Nicolelis.

Fonte: Revista Mente e Cérebro - edição 211 - Agosto 2010

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Drogas, o debate necessário

Carlos Alberto Di Franco - O Estado de S.Paulo

Frequentemente, a informação veiculada nos meios de comunicação produz um travo na alma. A sociedade desenhada no noticiário parece refém do vírus da morbidez. Crimes, aberrações e desvios de conduta desfilam na passarela da mídia. O goleiro Bruno foi o mais recente capítulo. Os telejornais, e até mesmo os diários mais sóbrios, ficaram de joelhos para o espetáculo. Assistiu-se ao circo da morte. O crime foi o resultado de alguns desvios: o machismo da sociedade que trata a mulher como objeto de posse descartável, a cultura da impunidade, a disseminação das drogas e os valores frágeis de garotas extasiadas com ícones de plástico, mas carregados de dinheiro e glamourizados pelas engrenagens do entretenimento.

Observa-se, igualmente, um crescente movimento a favor da despenalização das drogas, sobretudo da maconha. O dependente, de fato, não deve ir para a cadeia. Precisa de ajuda, de apoio, de tratamento. Agora, o traficante, frio e calculista, deve pagar por seu crime com pena proporcional à gravidade da sua perversidade.
Não se devem, igualmente, subestimar os efeitos nocivos da maconha para a saúde do usuário.Mas não vou falar do goleiro. Vou escrever sobre o avanço das drogas, que ameaça transformar o sonho da juventude numa terrível frustração. A violência avança, impune, no Brasil e o seu principal estopim - a distribuição e o consumo de drogas - continua fora da agenda pública e do debate dos candidatos.No mercado da cocaína o Brasil exerce triste liderança. O País é hoje o maior espaço consumidor da droga na América do Sul e provavelmente o segundo maior nas Américas. Cresce em progressão geométrica a demanda doméstica. Ademais, somos, hoje, um importante corredor de distribuição mundial.
Ruy Castro, escritor de minha predileção e dono de uma sinceridade afiada, abordou o tema em artigo na Folha de S.Paulo. "A Secretaria Nacional Antidrogas, órgão do governo federal, quer criar uma agência para pesquisar os "efeitos medicinais" da maconha. Se trabalhar direito, será uma decepção para os usuários da erva: a maconha "medicinal" não viria para ser fumada - mesmo porque esta tem todos os males do tabaco e mais alguns."
"A lista das mazelas provocadas pela maconha fumada, estabelecida por médicos da Universidade de Oxford e citada na Folha (Tendências/Debates, 22/10) pelos doutores Ronaldo Laranjeira e Ana Cecília Marques, inclui dependência química, bronquite crônica, insuficiência respiratória, risco de doenças cardiovasculares, câncer no sistema respiratório, diminuição da memória, ansiedade, depressão, episódios psicóticos, leseira, apatia e baixa no rendimento escolar."Multiplicam-se, paradoxalmente, declarações otimistas a respeito das estratégias da redução de danos. O essencial, imaginam os defensores da nova política, não é a interrupção imediata do uso de drogas pelo dependente, mas que ele tenha uma melhora em suas condições gerais. A opção pela redução de danos pode ser justificada em determinadas situações, mas não deve ser guindada à condição de política pública. Afinal, todos sabem que, assim como não existe meia gravidez, também não há meia dependência. Embora alguns usuários possam imaginar que sejam capazes de controlar o consumo, cedo ou tarde descobrem que, de fato, já não são senhores de si próprios.
"Donde, se provadas as qualidades terapêuticas da maconha - embora ninguém tenha conseguido até hoje descobrir sua superioridade em relação às substâncias tradicionais -, seu uso deveria se dar em forma de gotas, pomada, supositório ou o que for, e não enrolada, queimada e tragada. (...) A secretaria faria melhor se concentrasse seus esforços numa guerra que o Brasil se arrisca a perder: contra o crack, a pior droga já inventada. E a mais covarde", conclui Castro.
A verdade precisa ser dita. Não se pode sucumbir à síndrome do avestruz quando o que está em jogo é a vida das pessoas. O hediondo mercado das drogas está dizimando a juventude. Ele avança e vai ceifando vidas nos barracos da periferia abandonada e no auê dos bares e boates frequentados pela juventude bem-nascida. Movimenta muito dinheiro. Seu poder corruptor anula, na prática, estratégias meramente repressivas. A prevenção e a recuperação, únicas armas eficazes a médio e a longo prazos, reclamam um apoio mais efetivo do governo e da iniciativa privada às instituições sérias e aos grupos de autoajuda que lutam pela reabilitação de dependentes.
Tenho acompanhado o excelente trabalho realizado por algumas comunidades terapêuticas. Sem uso de medicamentos e investindo num conjunto de providências que vão às causas profundas da dependência, essas comunidades têm obtido bons índices de recuperação. Visitei algumas dessas instituições. Aponto, entre outras, uma instituição de referência: a Comunidade Terapêutica Horto de Deus, em Taquaritinga, no interior de São Paulo (www.hortodedeus.org.br). Com gravíssimas dificuldades financeiras e sem nenhum apoio dos governos, embora não faltem falsas promessas de ajuda de políticos oportunistas, a entidade tem sido responsável pela recuperação de inúmeros dependentes químicos.
Merece um registro. Os governos não se dão conta de que o trabalho dessas instituições repercute diretamente na qualidade da segurança pública. Elas rompem o círculo vicioso das drogas e criam o círculo virtuoso da recuperação e da ressocialização.

Debates no Congresso Nacional sugerem que as comunidades terapêuticas, bem como as demais instituições idôneas que trabalham na recuperação de adictos, possam, num futuro próximo, receber recursos provenientes do Fundo Nacional Antidrogas e do Sistema Único de Saúde (SUS). Seria uma providência inteligente. É sempre melhor apoiar o que já funciona do que cair na tentação de criar novas estruturas. Afinal, um adicto recuperado é o melhor aliado na luta contra as drogas.

DOUTOR EM COMUNICAÇÃO, É PROFESSOR DE ÉTICA E DIRETOR DO MASTER EM JORNALISMO E-MAIL: DIFRANCO@IICS.ORG.BRF

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Quebrando Paradigmas

Imagine mais de 30 membros da Companhia de Ópera da Filadelfia, no meio do povo em um mercado, como transeuntes comuns e de repente começam a cantar La Traviata:





segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Ligações entre estresse, ansiedade e depressão

Pesquisadores trabalham no desenvolvimento de substância para conter sintomas

©Nando Viciano/Shutterstock

Uma conexão biológica entre ansiedade, depressão e estresse foi identificada pela primeira vez por pesquisadores da Universidade de Ontário Ocidental, no Canadá. Publicada na revistaNature Neuroscience, a pesquisa revela o mecanismo cerebral responsável por essa ligação, demonstrando como o estresse e a ansiedade podem levar à depressão. Em experimentos com camundongos, os cientistas rastrearam essa conexão e testaram um inibidor da depressão. O mecanismo envolve a interação entre o receptor do fator de liberação de corticotropina 1 (que deflagra a ansiedade em resposta ao estresse) e tipos específicos de receptores do neurotransmissor serotonina (que induzem ao estado depressivo). O fator inibidor desenvolvido pelos pesquisadores atenuou comportamentos de ansiedade e de depressão. A próxima etapa da pesquisa tem como objetivo verificar se a substância pode resultar em um novo agente farmacológico.

Fonte: Revista Mente e Cérebro - 18 de agosto de 2010